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“Amai-vos como eu os amei”

Uma das coisas que acho mais interessante nas religiões, e nisso leia-se crendice em qualquer tipo de Deus, é o fato de que todas elas tem (de alguma forma) um referencial bondoso e altruísta.
Hoje era pra ser só mais um dia comum na minha vida, com seus altos e baixos, normalmente mais baixos do que altos (hehe), mas uma certa sequencia de eventos fez com que o dia de hoje se diferenciasse de todos os outros de uma maneira muito trivial. Pela manhã a chuva deu o ar de sua graça aqui em BH e, de alguma forma, avisou que iria ficar por um tempo. A manhã correu normalmente, levantei cedo, fui para a aula, me perdi, miseravelmente, na matéria de Química Inorgânica e voltei para casa as 12:50.

Nada alarmante, nada novo até eu ir no mercado, por volta das 17:40h. Como qualquer outra pessoa eu não esperava nada ao ir no mercado num dia chuvoso em uma segunda feira mas aconteceu algo que, acredito, vou lembrar com carinho por muito tempo. Eu sai do mercado com uma mochila nas costas e umas cinco sacolinhas na mão. Nada estava pesado, nada era ‘sensível’ nenhuma das coisas que eu carregava precisava de atenção especial. Quando o sinal para pedestres ficou vermelho eu parei na beira da calçada e, assim como tantos outros pedestres eu estava esperando o sinal ficar verde novamente.

A chuva, que começara pela manhã, caia gelada sobre nossas cabeças, eu, pelas mãos ocupadas, não usava nenhum guarda-chuva e as gotas começavam a deixar minha camiseta num tom mais escuro do que realmente é. Olhei para o lado por cerca de três segundos e meus olhos se encontraram com um par de olhos azuis que se aproximaram rapidamente. Senti uma mão quente e gentil no meu braço e ouvi uma voz falando:

– Vem cá, querida. Eu te empresto um abrigo até o sinal abrir.

Uma mulher (nos seus 40 anos), com ruivos cabelos cacheados colocou o guarda-chuva dela me cobrindo e, achando que eu estava can-stock-photo_csp9346640com frio, passava a mão incessantemente pelo meu braço tentando gerar um pouco de atrito e, consequentemente, um pouco de calor. Nos poucos minutos que o semáforo ficou fechado ela falou para mim de como ela achava bonito ver a chuva cair, quando os raios de sol batem nas gotas dando a elas um tom prateado, e de como ela acha que a cidade esta ficando pequena demais para tantos arranha-céus construídos em prazos de semanas.

O sinal abriu e ela soltou meu braço, eu agradeci pela gentileza e, depois de atravessar a rua, parei, por alguns instantes para observar o seu guarda-chuva vermelho, que se afastava timidamente pela outra avenida (desejando, secretamente, que existam mais pessoas como ela). Andei as próximas quatro quadras até em casa pensando que não foi o gesto, de me oferecer o guarda chuva, que me marcou tanto e sim o que esse gesto significa.

Ela olhou pra mim na chuva e viu que eu precisava de ajuda, ela não julgou quem eu sou, se sou importante ou não, rica ou pobre, se fiz campanha pra alguém, entre tantas outras coisas que poderiam ter nos posto em polos diferentes de uma situação. A única coisa que importou para ela, naquele momento, foi que eu era um ser-humano, precisando de ajuda, enquanto que, ela viu nela mesma um outro ser-humano que podia oferecer ajuda.

Ela me ‘amou’ como semelhante, como mandam as religiões e isso mudou o meu dia.

O mais irônico dessa história e o motivo que me fez sorrir até chegar em casa foi que, na mochila, eu estava carregando uma jaqueta e um guarda-chuva. Nunca fiquei tão feliz por tê-los vilipendiado na saída do mercado.
Por causa dessa mulher, hoje, não importou quantos exercícios eu não consegui resolver nem quão estupida eu me senti na aula de Química, tão menos importante foi qualquer outra coisa que tenha dado errado, por causa da atitude dela, hoje, o meu dia foi ótimo.

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Publicado por em fevereiro 10, 2015 em Vida Besta

 

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De mala e cuia!

Eu e Lucas <3

Eu e Lucas ❤

Mais uma vez eu fiz minhas malas, juntei minhas coisas e me mudei. Desta vez a empolgação não foi tão notável, afinal, não me mudei para longe e nem para um lugar tão diferente quanto foi a mudança para Portugal. Desta vez eu não tenho passagem de volta comprada e nem estou indo ao encontro do desconhecido. O destino é Belo Horizonte, a capital mineira. O motivo, a maioria das pessoas que me conhecem, já devem estar sabendo que tem nome e sobrenome, sim senhor. Para os não tão íntimos, o motivo é ter vindo fazer um pouco de companhia (e facilitar a vida) para o Lucas (Radaelli) enquanto eu mesma tento me encontrar na vida.

Ainda não sei, exatamente, o que esperar deste ano, nesta casa e cidade novas; tudo parece, ainda, muito abstrato e soa como se, em pouco tempo, eu fosse retornar para Curitiba. Acredito que em poucos dias esse sentimento de ‘não pertencimento’ irá passar. Com o início das aulas (terça 03/02) e o estabelecimento de uma rotina tenho em mente que as coisas passarão a tomar forma e a se organizar, de modo que eu me sinta mais adaptada aos novos lugares.

Ao longo do ano estarei estudando no curso pré-vestibular Soma, almejando uma vaga na UFMG ou em alguma outra universidade mineira das redondezas. Honestamente, estou otimista para o meu desenvolvimento e dedicação aos estudos este ano. Como não haverá TCC para terminar poderei focar exclusivamente em estudar para melhorar meu desempenho no Enem (oremos para que eu não desanime e que dê tudo certo).

Belo Horizonte - Praça Liberdade

Belo Horizonte – Praça Liberdade

Sentirei saudades de Curitiba, disso não resta dúvidas. Lá, pela conveniência de anos de moradia, parece que tem terreno mais firme e mais áreas de escape pelo caminho, em BH ainda falta que eu descubra os caminhos mais seguros, mas é preciso dar tempo ao tempo. Além da cidade, ficou por lá (no Paraná) os amigos e a família, que tanto me apoiaram nessa mudança de ares, e a quem tenho muito a agradecer, por, ainda longe, continuarem dando todo o suporte do mundo para que tudo aqui ocorra de acordo com as expectativas (obrigada!).

Obviamente que, para alguns, essa mudança para BH soa um pouco que precipitado e um tanto quanto loucura, afinal, eu e o Lucas estamos a pouco mais de dois anos juntos e, se for analisar, somos jovens demais para muita coisa.

Loucura ou não, agora, eu estou aqui. Trabalhando para um melhor desempenho acadêmico e para que esse tempo juntos seja só o começo de mais pares de anos ímpares.

 
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Publicado por em fevereiro 2, 2015 em Vida Besta

 

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Ritmo tardio

Tudo movia-se rápido demais, impossível de acompanhar com os olhos já abarrotados de informações anteriormente captadas, ainda assim, ela tentava, a todo custo, fazer parte daquilo. Um mundo frenético, ao qual ela parecia não pertencer.
As coisa que pareciam tão simples para as outras pessoas, simplesmente não faziam sentido em sua cabeça, as pessoas com quem se importava não lhe atribuíam o mesmo valor, as músicas, sabores e cheiros que lhe agradavam eram indiferentes a tantos outros. O mundo girava solitário e apático aos olhos de Sandra, haviam tantas coisas erradas, tantas pessoas que se projetavam para a ignorância e tanta gente que não dava valor ao que tinha, que ela, paulatinamente, decidiu que algo estava errado.
Sandra gostava de sentar-se nos bancos da praça e olhar o movimento da rua, as pessoas apressadas, falando em seus celulares com baterias fracas, os carros barulhentos e os animais irritadiços com tanta coisa acontecendo em volta.

As vezes a menina (que já estava mais para uma adulta sem rumo) sentava-se, propositalmente, perto de outras pessoas.

Gostar de ouvir a conversa alheia não é fazer fofoca, pensava Sandra, é mero interesse pelo íntimo humano.

Ela conheceu tanta gente assim… gente falsa, gente triste, ranzinza e, seu tipo favorito, gente esperançosa. Apesar de não parecer, a menina pensava e acreditava muito no futuro, ela almejava o futuro mais que qualquer outra coisa do mundo, sempre foi assim, desde criança. Sandra queria estar afrente de todos, desbravar o mundo, se decepcionar, inventar, sorrir e chorar no mesmo dia, criar novas expectativas e perder medos irracionais, Sandra queria, acima de tudo, viver, com todas as suas vantagens e desvantagens, mas, ali, ouvindo a conversa de estranhos na praça, Sandra encarava um lago espelhado que refletia sua própria mediocridade e que a estapeava, lembrando-a, que seus sonhos e desejos não deixam, agora, de ser poeira de estrelas. Ela não se lembrava quando é que tudo tinha mudado tão bruscamente, quando ela passou apenas a apreciar a esperança, no lugar de tê-la , e quando ela se tornou espectadora de sua própria existência.

Lágrimas borraram a maquiagem mal feita e sua boca torceu-se de uma forma feia, lamentando-se pela mesquinharia de sua própria vida. Desesperada, buscava desculpas, infindáveis, no cérebro (que ela pensava não ser capaz de usar), nenhuma das desculpas serviu. Ela viu-se responsável por sua própria miséria, pela própria flagelação de seu estado emocional e pela estaticidade total de seus sistemas de reação.

Sandra havia se perdido tão profundamente em sua negatividade que não tinha forças mais para retomar as rédeas de sua vida, mas, como só uma pessoa inconsolável é capaz de fazer, a menina negou tudo isso e colocou na cabeça que, dali em diante, tudo seria diferente, que ela iria mudar.

Em semanas, Sandra sentia-se melhor, estudava com mais afinco, lia mais e tinha, inclusive, seus momento de alegria, mas havia uma coisa com a qual ela não contava e que acaba com todos, a rapidez do mundo, conseguia desanimá-la.

A menina tentou lutar contra a força máxima do relógio, “No seu ritmo, no seu ritmo, no seu ritmo” repetia ela, num infinito bordão. Sabemos, no entanto, que o tempo é implacável e só permite o ritmo dele, aquilo que não acompanha é deixado para trás… Sandra, aos poucos, foi percebendo isso e desistindo, mais uma vez, dos sonhos agora impossíveis, das alegrias agora distantes, das pessoas que já não significavam nada e, devagarinho, sem perceber, como quem tira, distraidamente o chapéu para um cortejo desconhecido, Sandra esqueceu-se e desistiu de si mesma.

 
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Publicado por em agosto 1, 2014 em Uncategorized

 

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Explicações

Há algum tempo que eu estou tentando ter alguma ideia para um novo texto para o Caracol. Confesso que eu já tive algumas mas não deu tempo de escrever e as ideias acabaram se perdendo com o passar dos dias.
Pensando melhor sobre tudo eu acho que é mais interessante eu escrever o porquê da falta dos textos e das publicações. Não desisti do blog e nem pretendo mas algumas outras coisas tem tomado mais o meu tempo e impossibilitando a atualização dessa casa aqui (hehe).

Esse ano eu estou terminando minha faculdade de Comunicação Institucional pela UFPR, logo, isso significa TCC e estou correndo com isso para deixar tudo em ordem e terminar o mais rápido possível. Além disso eu tomei a decisão de querer fazer outra faculdade por não ter muita certeza sobre a primeira escolha e, como sabemos, fazer outra faculdade requer passar no vestibular, que requer estudo, que requer dedicação, que, para mim, me colocou numa sala de cursinho (6 dias por semana).
Agora vocês já tem uma noção maior do porque o Blog anda tão desatualizado. TCC, cursinho e mais os cursos que eu já fazia anteriormente tem me tomado um tempo absurdo que não está havendo uma brecha digna para pensar, escrever e publicar aqui no Caracol.
Sinto muita falta de escrever para o Caracol, é uma das coisas que me deixa feliz (pelo que pude perceber) e pretendo postar coisas nele logo que possível e espero que vocês continuem acompanhando a medida que for possível.
Agradeço a atenção e peço, como já fiz anteriormente, que torçam por mim, nesses novos caminhos da vida =D

 
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Publicado por em maio 7, 2014 em Uncategorized, Vida Besta

 

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Conversa de avô e neto

–       Olá… alooouuu, tem alguém aí?

Não havia ninguém em casa apenas a escuridão, as luzes estavam todas queimadas e os sons pareciam tão mais assustadores naquele casebre mal-cheiroso e úmido.  Não fora sempre assim, houve vezes em que as varandas eram cheias de flores e haviam animais correndo pelo jardim, era uma alegria a casa que se iluminava toda vez que ele chegava lá.

Fernando gritou mais uma vez para dentro da escuridão… não houve resposta. Também pudera já fazia algum tempo que aquela casa não era visitada, a casa era de seu avô. Pessoa de quem Fernando fora muito próximo na infância, não haviam segredos entre os dois e as brincadeiras sempre podiam ser adaptadas a medida que seu avô apresentava dificuldades de locomoção.

 Mesmo sem nenhuma luz Fernando entrou na casa, passo após passo, ele ia sendo engolido, cada vez mais, pelos rangidos da casa velha; felizmente Fernando não precisava de luz ele conhecia aquela casa como a palma de sua mão e poderia andar por ela de olhos fechados, ou no escuro, sem trombar com nenhum móvel. Falando em móveis eles não estavam mais por lá haviam sido retirados como se a casa não fosse mais habitável mas ele não se importou e continuou sua trajetória pela casa onde cresceu. Fernando procurava pelo avô mas ele não aparecia e nem respondia aos seus chamados, ele começou a ficar preocupado e gritava a plenos pulmões o nome do avô, que não respondia. Chegando na sala onde costumavam fazer as refeições Fernando forçou os olhos para um objeto que rodava sem parar no meio da sala, era um peão que parecia girar eternamente em seu próprio eixo, ele apenas sorriu e continuou procurando pelo avô.

 Haviam muitas lembranças naquela casa e Fernando recordava de cada uma delas. Do avô tentando explicar-lhe o jogo de gamão, de como o adversário vai sufocando o outro para conseguir ganhar no tabuleiro, Fernando, ainda menino, jamais conseguiu ganhar do avô o jogo dos reis e o rei dos jogos; em contrapartida o avô nunca conseguiu ganhar de Fernando um desafio de bulica. Quando se juntava com os meninos para bater bola na rua o avô sempre era o juiz e o que Fernando mais detestava era que ele nunca dava uma colher de chá para o neto, sempre era muito imparcial o que resultou em muitas derrotas para o time de Fernando. O avô seu Oscar pagava picolés para a meninada mas sempre fazia com que Fernando pegasse um sabor diferente, ele detestava ver o neto fazendo sempre as mesmas coisas, insistia pelas novas experiências, apesar de Fernando adorar picolé de morango provou os mais diversos sabores para agradar o avô que vivia dizendo que o melhor sorvete é aquele que você detesta no começo mas ama no final , essa teoria fez com que comprasse, uma vez, um sorvete de pimenta para Fernando e o fez provar na frente do amiguinhos… todos odiaram mas seu Oscar fez Fernando ir até o fim e sussurrava para o neto:

–       Fernando, diz  que você irá até o fim porque essa pimenta não pode com você.
 Fernando fez o que o avô disse e conseguiu ser o assunto do campinho de bola por duas semanas como o menino corajoso que derrotou um sorvete de pimenta. Fernando acabou amando o sorvete, no fim, e seu avô mais ainda.

Os dois eram muito unidos até que Fernando cresceu e teve que sair de casa para ir para a faculdade. Seu Oscar foi junto deixa-lo na Universidade e ficou meia hora com Fernando no quarto falando ninguém sabe o quê. Conversa de avô e neto, diziam os familiares que nem tentavam se intrometer na relação dos dois pois sabiam que logo logo seriam deixados de lado… não havia o que separasse avô e neto.

 Depois de cerca de 6 anos a maior alegria de Seu Oscar foi ver o neto graduado mal sabia ele que alegria maior estaria por vir quando Fernando desceu do palco com o canudo e entregou ao avô dizendo que tudo aquilo só tinha sido possível porque ele existia. Os dois se abraçaram e choraram até que seu Oscar mandou ele virar homem e voltar para o palco.

 De repente, em meio a tantas lembranças boas Fernando começou a lembrar-se do avô em agonia, pedindo sua ajuda. Seu Oscar debatia-se como se pudesse se libertar de algo e tentava a todo custo alcançar o neto. Fernando entrou em desespero ao ver a pessoa que fizera dele o que era, agoniando, Fernando não seria nada sem ele, fora ele quem o fizera ser diferente, quem o fez  acreditar e fora por causa daquele homem que Fernando escolhera o que fazer da vida. Fernando começou a chorar,  gritar  e debater-se..

–       Fernando, Fernando…. acorda! Tá tudo bem, querido, tá tudo bem, foi só um sonho – uma mão suave e voz doce de mulher o tirava daquele pesadelo.

–       Aah Alice, era meu avô… Alice eu sinto tanto! – abraçou a esposa e chorou.

Cerca de uma hora depois Fernando pulou da cama e vestiu-se rápido, pegou as chaves do carro e dirigiu por cerca de vinte minutos.  Seu celular tocava incessantemente, ele era um homem muito ocupado, cheio de emergências, o tempo todo. Atendeu o telefone e disse:

–       Ana, preciso de quarenta minutos, ok… adie tudo.

–       Mas, doutor, a ala da geriatria está lotada, precisamos do senhor!

–       Quarenta minutos, Ana – e desligou.

Fernando caiu de joelhos sobre a terra ainda úmida da chuva que caíra a noite, as flores estavam começando a murchar ao lado do bloco de mármore em que estavam. Ele precisava conversar e só uma pessoa poderia ouvir o que tinha para dizer, só a pessoa que importava. Fernando abraçou a lápide de seu avô e balançando-se lenta e repetidamente sussurrava:

– Me desculpe, me desculpe…. eu não consegui salva-lo, me desculpe.

 
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Publicado por em fevereiro 10, 2014 em Uncategorized

 

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