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Pipoca com Manteiga – Minha vida sem mim

05 jul

Com seus 23 anos, Ann (Sarah Polley) é casada com um construtor de piscinas Don (Scott Speedman) com quem tem duas filhas; a família mora em um trailer no quintal da casa da mãe de Ann.

Pobre e relativamente frustrada Ann trabalha na limpeza de uma universidade, na qual ela nunca terá condições de estudar. Um dia, após passar mal, Ann descobre que tem câncer nos ovários; a doença alcançou o estômago e logo chegará ao figado, fazendo com que Ann tenha, no máximo três meses de vida; ela pede ao médico que não conte ao seu marido, coisa que ela também não faz, mantendo a doença em segredo, quando passa a tomar analgésicos para aliviar a dor Ann mente que esta com anemia e que os analgésicos são apenas vitaminas.

Determinada a não ter vivido em vão Ann faz uma lista de tudo que sempre quis realizar, mas nunca teve tempo ou oportunidade. Ela, então, começa uma trajetória em busca de seus sonhos, desejos e fantasias e começa a moldar para suas filhas e marido uma vida sem ela.

Para aqueles que querem passar a quinta-feira embaixo de um cobertor, com um pote de nutela ou chocolate e uma caixinha de lenços de papel, super indico esse filme.

O filme é só desgraça do começo ao fim. Mas é legal pra caramba.

Durante o longa você vai percebendo as frustrações na vida de Ann e  a revolta dela mesma por nunca ter se dedicado a realizar seus  desejos, uma pontada de arrependimento por ter engravidado cedo  demais frustrando as oportunidades da vida.

Assisti esse filme de madrugada no canal cultura, e é o tipo de filme que você diz: Vou assistir só um pedacinho! Quando percebe esta tão envolvido com o drama da história e do personagem que simplesmente não consegue desligar a TV e ir dormir.

Acho que a grande sacada do filme é que ele não é como os dramalhões que estamos acostumados no qual no fim da vida o protagonista vai lá e salva todo mundo. Não há mártires em “Minha vida sem mim” existe, apenas, uma jovem que, pela primeira vez coloca sua vida como prioridade.

A lista de desejos de Ann não tem nada de grandioso ou memorável, são coisas como fazer um piquenique e colocar unhas postiças, não há heroísmos, e nisso reside a beleza ou drama (como preferir), nós, telespectadores, nos identificamos com a personagem quando percebemos quantas coisas, simples, gostaríamos de ter feito mas por um motivo ou outro não o fizemos e como, algumas coisas, passam despercebidas.

O final do filme faz-nos ponderar sobre nossas próprias vidas, colocando na balança tudo que fizemos ou não e o porquê.

Não duvido que ao término do longa você pegue uma computador ou um pedaço de papel qualquer e escreva alguns objetivos para a sua vida. O filme nos mostra que não podemos saber quanto tempo temos, mas podemos tentar extrair o melhor daquilo que ainda nos resta.

 

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Publicado por em julho 5, 2012 em Filmes

 

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