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Pipoca com Manteiga – Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas

02 ago


Quando tinha oito anos, confinado em uma cama por causa de uma anomalia no crescimento, Edward passa o tempo lendo a Enciclopédia Mundial. O que mais lhe chama a atenção, em particular, é um artigo sobre o peixe-dourado, no qual ele aprende que “se um peixe-dourado é mantido num pequeno aquário ou compartimento, ele não crescerá. E que com mais espaço, este ser pode dobrar, triplicar e até mesmo quadruplicar seu tamanho”.

Dez anos mais tarde, depois de se tornar um dos jovens mais populares da cidade onde mora ele percebe que, tal como o peixe-dourado, para crescer ele terá de sair de casa e explorar o mundo. E, então, se inicia uma fantástica e mítica jornada.

Muitos anos e inúmeras aventuras depois, Bloom é conhecido como sendo um contador de histórias fabulosas sobre sua vida, rica em momentos incríveis.

Suas façanhas foram do encantador ao surreal, misturando sagas épicas sobre gigantes e lobisomens, unindo cantoras coreanas, uma bruxa de olho de vidro, uma cidade perdida, etc.

Mesmo nem tudo sendo verdadeiro Bloom continua a narrar as histórias porque, para ele, o que importa mesmo é a maneira como as coisas são contadas. Histórias que encantam todos, exceto seu filho Will, que também deixou sua casa mas, neste caso, para manter uma distância do pai. Quando Edward adoece e sua esposa, Sandra, tenta uni-los novamente, Will embarca numa jornada pessoal para tentar separar o mito da realidade sobre a vida de seu pai.

Não sei, exatamente, o porquê, mas sei que Peixe Grande do Tim Burton é uma das obras mais legais da sétima arte, na minha opinião.

Acho que o que me conquistou no filme foi a coragem de Ed, deixar tudo para trás para expandir seus horizontes, assim como ele não mediu esforços para conseguir aquilo que queria.
Edward Bloom foi, para mim
, um grande exemplo isso porque ele demonstra que a vida confortável na cidade, com popularidade, família e tudo o mais de facilidades não é o bastante; ou pelo menos não deveria ser.

Existe um mundo à nossa frente que precisa ser explorado. Um número inacreditável de pessoas legais para se conhecer e um número ainda maior de oportunidades para novas histórias e experiências, acho que essa vontade de experimentar de tudo um pouco foi o que me cativou no longa de Tim Burton
A briga entre Ed e Will pode até ser o ponto de partida da história mas, nem de longe, é o foco principal. O foco são as aventuras de Edward e como elas o influenciaram ao longo de sua trajetória; quantas pessoas é possível conhecer e como elas se tornam importantes pelos mais estranhos e pequenos motivos.

Uma das minhas partes preferidas é quando Ed chega em Spectre, a cidade do fim da vida, acho que o cara tocando banjo, na entrada, tem uma pequena influência sobre isso (haha). Mas não apenas pelo banjo, gostei de lá porque mostra que o ‘lugar perfeito’ depende de muita pouca coisa e o tédio as vezes acompanha-o; nos lembrando que, de vez em quando, uma ‘aventura’ com alguns infortúnios é uma opção bem melhor.

Outra coisa, muito importante, que aprendi com o filme foi: “nunca discuta religião, porque nunca se sabe quem você irá ofender”. As vezes é melhor deixar de lado, uma boa discussão, para preservar uma amizade.

O longa de Tim Burton conta, ainda, com uma deliciosa trilha sonora. Aliás, a música de abertura de Peixe Grande é a música de Edward Mãos de Tesoura, achei bem interessante essa, singela, homenagem aos fãs, visto que Burton conquistou muitos quando lançou Edward Mãos de Tesoura.

É claro que, mesmo eu gostando, Peixe Grande não esta isento de críticas e falhas; as vezes você se sente meio perdido na história e acaba pensando: Forrest Gump é um personagem bem melhor. Isso acontece porque Bloom não sofre dos problemas de Gump; nos apiedamos de Gump e suas ‘aventuras’ inocentes, coisa que não acontece com Bloom uma vez que, logo no inicio do filme, ele se declara um homem de grandes ambições e usa de todo o seu charme nas mais distintas situações.

Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas é um bom filme para aqueles que, assim como eu, não se importam ou adoram o estilo excêntrico de Tim Burton e gostam de prestar atenção nos detalhes. Se você nunca assistiu Peixe Grande e vai assisti-lo agora, recomendo que tenha um olhar mais atento às referências sobre peixes, que surgem na trama, e não se preocupe se parecer estranho, elas farão sentido depois.

Algumas pessoas dizem que o nome, e o filme como um todo, é uma alusão às histórias de pescador, que ouvimos ao longo da vida, que são exageradas e contam vantagens. Pode até ser que seja mas, para mim, os causos de Peixe Grande são para nos mostrar que é possível ver magia nas coisas, apesar de tudo, e homenageia uma pessoa que fez ou faz parte da vida de todos nós, que molda a vida mais bela, alguém que, talvez, com sorte, nos tornemos: o contador de histórias.

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1 comentário

Publicado por em agosto 2, 2012 em Filmes

 

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Uma resposta para “Pipoca com Manteiga – Peixe Grande e suas Histórias Maravilhosas

  1. Lucas Radaelli (@lucasradaelli)

    agosto 2, 2012 at 10:58 pm

    Opa, resolveu contar de um filme, que no balanço geral, não fala de desgraça!!!! hahahahahah, to brincando. Gostei da descrição desse aí, e para varear, eu não assisti ainda. Vou procurar!!!!

     

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