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Arquivo mensal: setembro 2012

Pipoca com Manteiga – O Garoto de Liverpool

“John Lennon (Aaron Johnson) é um jovem que não aceita bem as regras impostas na escola e dentro de casa. Abandonado pela mãe quando tinha cinco anos, ele vive com seus tios George (David Threfall) e Mimi (Kristin Scott Thomas). Quando George morre, Lennon é obrigado a viver com Mimi, extremamente austera e sisuda. No funeral do tio ele vê sua mãe (Anne-Marie Duff), que se mantém afastada. Seu primo consegue o endereço dela, o que faz com que Lennon resolva visitá-la. O reencontro com o filho é a realização de um sonho para Julia, que passa cada vez mais seu tempo com ele. Animada e um tanto quanto inconsequente, ela apresenta ao filho o rock’n’roll. Logo, desperta nele a vontade de montar uma banda de rock”.

O filme retrata a adolescência de Lennon, dos seus 15 à 20 anos, mais ou menos. Como era sua relação com a mãe e com a tia que o criou.

Para quem não sabe John Lennon foi criado por seus tios George e Mimi porque, quando ele tinha cinco anos, foi abandonado por sua mãe. O filme tenta explicar o motivo do abandono e como isso afetou John.

Diferente do que eu havia pensado, no início, o filme não retrata a vida de John como se a sua relação com a mãe fosse feita só de brigas e espinhos enquanto a relação com Mimi era um mar de rosas; é justamente o contrário. No longa somos apresentados aos bons momentos de John com a mãe e os momentos de tensão com Mimi. Assim como os momentos de desentendimento entre Julia, mãe de John, e Mimi sobre a educação do garoto.

Mimi é extremamente rígida na educação de John, tornando-se mais rígida ainda depois da morte de seu marido, por outro lado Julia acoberta as traquinagens que John apronta ao longo da trama. Essa atitude gera um clima muito pesado entre as duas, que passam, de certa forma, a disputar a atenção do garoto.

Julia apresenta o rock n’ roll a seu filho, ensinando-o a tocar banjo e levando-o para dançar assim como fala sobre os grandes cantores de rock da época, no entanto é Mimi quem presenteia John com sua primeira guitarra, fazendo com que ele entre, de vez, no universo rock da época.

John forma uma banda com seus amigos e, numa apresentação, conhece Paul, que viria a se tornar membro da banda e grande amigo de John. Utilizando seu poder criativo, John utiliza a música para expressar seus sentimentos, tanto para com Mimi quanto para com sua mãe.

Apesar de o filme parecer interessante ele deixa um pouco a desejar. Achei que a história ficou um pouco forçada. A personalidade de John ficou a de alguém extremamente revoltado enquanto a de Paul passou a ideia de conformismo, de quem nunca pisava fora da linha.

Não gostei dessa abordagem, de querer dramatizar muito a história. Mesmo, o mundo todo sabendo, que John Lennnon nem sempre foio exemplo que se tornou, quando mais velho, não acredito que, em sua adolescência, ele tenha sido tão boçal quanto o filme tentou demonstrar. Acredito em sua personalidade difícil e ele ter sido extremamente metido a besta, mas acho que foi um pouco de exagero a imagem que tentaram passar no filme.

Paul MacCartney não é o foco, isso é obvio, mas me irritou terem colocado ele como um bundão o filme todo! Ninguém consegue ser tão certinho daquele jeito…. nem o Ned Flanders.

Eu acho que vale a pena assistir ao filme, mas ele não é a melhor coisa que já se produziu sobre Beatles ou qualquer um dos membros do grupo. É interessante ver porque ele expõe as datas, fatos… dá uma sequência lógica aos acontecimentos da vida de John porém, no filme, falta muita criatividade artística, algo que sempre foi presente na vida e carreira do garoto de Liverpool!

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Publicado por em setembro 27, 2012 em Filmes

 

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Marca Páginas – A Suavidade do Vento de Cristovão Tezza

 

Olá, queridos leitores! É muito bom revê-los!

Só pra confirmar…. hoje é terça-feira, certo?

Aaah que alívio, pensei que já ia eu fazer besteira de novo (haha) maaaas vamos parar de enrolação e ir direto ao que interessa. Crítica literária de hoje… (é por isso que minha terça-feira se torna linda!

 

Sempre que lemos um livro nós buscamos nos identificar com ele de alguma forma, seja se revoltando, seja apegando-se aos personagens ou vivendo as aventuras com ele.

Acredito que o que faz com que você julgue um livro bom ou ruim é a intensidade com que a obra mexeu com suas emoções. Há livros que você lê, acha bom mas não é um livro que você recomende acaloradamente para alguém. Você simplesmente diz “aah, eu já li, a história é boa, mas pouco envolvente”… hã hã hã pegaram a sutileza, Pouco Envolvente, essas duas palavrinhas mudam toda a imagem da obra. Na direção contrária tem aqueles livros que mexem com o seu intimo, fazem você se sentir um lixo ou motivado, dependendo da história, e, não importa se ele fez você se sentir a escória da humanidade, você sempre vai lembrar desse livro e poderá falar dele por horas intermináveis.

Alguns autores tem o dom de fazer com que você adeque se à história, tomando-a para si. O personagem principal é você e não mais aquele que o autor descreveu lá no início.

Um desses autores, que tem o poder de trazer a história para o seu íntimo, é o catarinense, (porém paranaense de coração) Cristovão Tezza e hoje o assunto é um de seus livros: A Suavidade do Vento.

“Josilei Maria Matôzo vive numa pequena cidade do interior do Paraná. Ele é um tímido e solitário professor de português, com poucos amigos, e cujos maiores prazeres são a bebida e o jogo. Nos últimos cinco anos esteve também ocupado a escrever um livro a que deu o título de A Suavidade do Vento. Depois de algumas dificuldades Matôzo consegue publicar seu livro, mas ainda assim, tem de lidar com seus monstros íntimos que o atormentam nos piores e mais vulneráveis momentos de sua vida”

Esse livro, no começo, pode parecer meio confuso, mas ele vai se moldando de uma forma ímpar. Tezza nos remete, com o personagem de Matôzo, aos nossos maiores medos e anseios. Um dos tópicos da obra literária é a dificuldade das relações humanas… como, para algumas pessoas, é extremamente difícil estabelecer uma conversa com alguém ou se envolver numa conversa que já tenha começado, a incompatibilidade de gênios ou a simples e pura timidez. O medo de errar, a necessidade de encaixar-se no mundo e encontrar um ponto de equilíbrio, também, é tratada ao decorrer do livro. Eu não vou ficar escrevendo sobre o principio de metalinguagem do livro e tals porque não me sinto segura e nem com autoridade suficiente para discorrer sobre o assunto.

O personagem Matôzo é uma mistura de todas as pessoas, pelo menos foi o que me pareceu, tem horas que ele é extrovertido e decidido a mudar suas falhas, que ele resolve conversar, nem que seja com o incentivo da bebida, e tem horas que ele, simplesmente, se deixa abater por tudo que o cerca.

Eu gostei muito do livro de Cristovão Tezza porque ele exprime todas as falhas que tentamos esconder, inclusive a loucura que cada um guarda dentro de si.

Sou um pouco suspeita, porque acho o Tezza incrível… mas realmente, não tem como se decepcionar com um livro dele. São bem planejados, bem escritos e extremamente agradáveis.

Se você quiser saber mais sobre as obras e sobre o próprio Cristovão Tezza, entre nesse site aqui.

 
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Publicado por em setembro 25, 2012 em Livros

 

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Errata – Keep Calm e estude!

 

Olá todo mundo!

Como todos devem estar ligados as universidades federais votaram pela suspensão da greve. Isso significa que as nossas aulas voltaram =O

Eu, como milhares de outros estudantes, encontro-me numa situação de desespero. Nós não fazemos a mínima idéia de como se dará, exatamente, essa reposição de aulas, porque, pelo menos aqui na UFPR, houve a flexibilização total do calendário. Isso significa que existe exceção  para tudo, para tudo MESMO!

Só para vocês terem uma ideia: cada curso terá um calendário diferente… é mole ou quer mais?

Sério? Vocês querem mais mesmo?… Aaf galera, vocês não tem amor no coração.

Muitos dos meus professores, por exemplo, não dão aula, apenas, no meu curso. Eles, as vezes, se dividem em mais cursos e/ou setores, o que quer dizer que não basta ajustar-mos o nosso calendário temos que fazer com que ele, de certa forma, case com os calendários dos demais cursos e setores, para que, assim, possamos trocar os horários das matérias já concluidas por matérias do próximo semestre a tal.

Há boatos que alguns cursos optaram por cursar o primeiro e segundo semestre concomitantemente! Boa sorte pra eles.

De certeza, só existe uma, até março de 2013, aqui na federal, ainda é 2012. Deu pra entender, mais ou menos?

Nosso calendário ficou que as aulas retornaram na terça (18) e vão, sem intervalos, até o dia 21 de dezembro. Os cursos semestrais, fecham o primeiro semestre no dia 17 de outubro, dando início ao segundo semestre no dia 29 de outubro (devido o período das provas finais, sendo que não haverá semana de estudos). Do dia 22 de dezembro até o dia 20 de janeiro nós teremos férias coletivas. Retornamos dia 21 de janeiro para a sala de aula e só saímos daqui no dia 16 de março (!!!) ou seja, para a UFPR e alunos UFPR, o ano de 2012 vai até 16 de março de 2013.
Os calouros, assim como nós, devem começar a ter aula, referente a 2013/1, no dia 13 de abril de 2013. Vai atrasar o calendário de 2013… não. Por que… simples, as férias de julho, provavelmente, serão reduzidas!

Eu tenho prova semana que vem referente a matéria que estava estudando antes da greve. Alguém aí, realmente, acha que eu lembro de alguma coisa…. óbvio que não. Nem meus amigos se lembram e ainda temos um podcast pra editar, um trabalho final pra apresentar, uma porção de textos para redigir, áudio para transcrever e mais uma montoeira de sons quais temos que encontrar pra fazer a abertura de um programa, pode-se dizer de rádio, que temos que concluir. Resumindo (e perdoem a expressão): a gente ta mais f#dido que p#ta em dia de pagamento!
Mãããããããs vocês devem estar se perguntando o real motivo desse post. É porque, como diria um adorado amigo:  “A Tháta ta locassa!”

E de tão fora da casinha que eu estou, jurava, de pés juntos, que ontem era quinta-feira, logo, ontem seria dia de comentar sobre filmes no Pipoca com Manteiga.
Mas ontem era quarta-feira (descobri isso hoje) sendo assim ontem não era dia de texto sobre filme no blog, mas ainda assim eu publiquei (eeeeiiita nóis).

O texto, que era pra ser postado hoje, foi publicado ontem. Desculpa a confusão aí galera!
Não direi que isso não vai se repetir, porque o caqui ta começando a pretear por aqui e ta todo mundo, pelo menos da minha turma, matando o cachorro a grito, portanto, eu peço, encarecidamente, que vocês tenham um pouquinho de paciência com os incidentes que possam vir a surgir ao longo do tempo de ajuste de calendário e afins… caso os textos comecem a atrasar também peço paciência… lembrem-se que antes de homeless eu sou estagiária e estudante!

Beijos, meio perdidos, a todos!

 

 
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Publicado por em setembro 20, 2012 em Uncategorized

 

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Pipoca com Manteiga – Confiar

 

“Will (Clive Owen) e Lynn (Catherine Keener) têm três filhos. Enquanto um está prestes a entrar para a faculdade, a filha do meio, Annie (Liana Liberato), começa a apresentar os sintomas comuns das adolescentes que querem se parecer mais velhas e ser aceitas entre seus pares. Publicitário bem sucedido e super envolvido com a profissão, Will procura ter uma relação de confiança com os filhos, mas Annie inicia um relacionamento no computador com um jovem de 16 anos e dá continuidade através do telefone. Sem que seus pais soubessem, ela aceita o convite dele para um encontro, mas a surpresa que ela tem no primeiro momento é só o começo de um pesadelo que marcará para sempre a sua vida e a de sua família”

 

Esse filme não foi feito para entretenimento, esta mais para um documentário, bem reduzido, do que para um filme. Isso porque o diretor do longa David Schwimmer (ex-friend, Ross) realiza uma espécie de denúncia ao longo da trama.

O ator de Friends é diretor, há uma década, da Rape Foundation, qual é uma organização que auxilia as famílias e as vítimas de abuso sexual, dando uma atenção especial a adolescentes e estudantes colegiais. Schwimmer encontrou, com o filme, uma maneira do drama vivido por adolescentes e famílias ser conhecido e entendido por aqueles que estão de fora, fazendo com que mais pessoas se importem com esses problemas, para que possam se cuidar mais e também auxilair a polícia quando necessário.

Óbvio que a trama não permite muitas interpretações sobre o assunto. A história é apresentada, vai se desenvolvendo e ponto. Você não consegue ter muitas interpretações filosóficas a respeito do filme nem ficar tentando prever os acontecimentos já que eles foram pensados por retratar a realidade o mais fielmente possível.

Minha impressão do filme foi que ele faz uma espécie de checklist geral.

Ele começa contando como a menina conheceu Charlie, mostra as conversas deles até o primeiro encontro, a reação dela ao descobrir a verdadeira idade e como foi, facilmente, ludibriada, os sintomas de negação por ela ter estabelecido uma relação sentimental com o cara, a questão do fato vir à tona, passagem pelo hospital, envolvimento da polícia e, por fim, a reação da família diante o fato, assim como as diferentes formas de enfrentamento que as pessoas encontram.

 

Outro ponto que o longa aborda são as campanhas publicitárias de extremo mau – gosto por serem muito apelativas, assim como a falta de controle e segurança em chats.

Acredito que Schwimmer tenha pecado um pouco no longa devido a complexidade. Ele parecia ter tantas coisas a dizer mas em tão pouco tempo que algumas ficaram muito superficiais. No entanto, o ex-friend sabe escolher o elenco Clive Owen e Catherine Keener representaram muito bem seus papéis, passando para nós, telespectadores, todo o sentimento de angustia e impotência que a família passa numa situação dessa, além disso a menina Liana Liberato, com seus 14 anos, deu um “quê” a mais na trama, visto que, normalmente, são escolhidas atrizes mais velhas para papéis assim, para diminuir o impacto. Apesar de ser um pouco inconclusivo o final do filme é um outro ponto a se discutir; ele mostra que as pessoas não se vestem de vilões, tornando fácil a identificação, na maioria das vezes são pessoas que consideramos normais e acima de qualquer suspeita.

Interessante e bem feito, o filme mostra de maneira realista algumas consequências que uma postura inconsequente, principalmente em adolescentes, pode gerar.

 
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Publicado por em setembro 19, 2012 em Filmes

 

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Marca Páginas – Dossiê Drácula de James Reese

“ Neste thriller, James Reese mistura fatos históricos e ficção para mostrar como Bram Stoker criou Drácula. O livro se desenrola a partir de um diário de Stoker da época em que ele trabalhava para o ator Henry Irving, e antes de escrever um dos maiores clássicos da literatura.

Os fãs de Drácula poderão conhecer algumas passagens da trajetória de Stoker, como seu encontro com Jack, o estripador, e outras experiências que influenciaram diretamente seus mais famosos trabalhos. Autor best-seller nos Estados Unidos, Reese apresenta uma trama de suspense repleta de tensão e terror que vai segurar o leitor até a última página”

 

Só que não….

Título extremamente atrativo mas com uma história que deixa muito a desejar.

Eu, particularmente, não gostei do livro. Ele é monótono, meio fora de contexto e sem perspectiva.

Não concordei com terem tentado colocar Bram Stoker como um detetive qualquer… pior de tudo foi o autor ter tentado nos fazer acreditar que o escrito de Drácula conheceu, e sabia quem era, o desconhecido mais conhecido do mundo Jack, o Estripador.

O livro misturou vários elementos distintos, o que poderia ter enriquecido a história só a deixou mais parada e chata. Os fatos mal explicados como a espécie de ceita que eles participam, a cultura egípcia que foi abordada de uma maneira muito pobre e superficial, enfim, vários fatores distintos que contribuíram para eu não gostar do livro.

Confesso que fui atraída pela capa, e título, que, cá entre nós, é um trabalho espetacular. Assusta, intriga e deixa aquele ar de mistério, que sempre esperamos quando pensamos em Bram Stoker.

A linguagem que James Reese utilizou também contribuiu muito para a chatice do exemplar. Uma linguagem arcaica, difícil de ler. Reese fez uso dessa forma de escrita porque ele quis representar as cartas e o diário de Stoker, no entanto, isso fez o livro ficar pesado. Se fossem em alguns momentos da narrativa, tudo bem, ficaria até legal pois daria um a ar de seriedade à história mas…. no livro todo só serviu pra cansar o leitor antes da metade da obra.

Além disso, a história parece ser meio confusa, com atores famosos, escritores mais famosos ainda quais se envolvem com assassinos seriais e blá blá blá… com a linguagem adotada no livro essas informações não são bem absorvidas e aí, de repente, você percebe que seu cérebro deu um nó, fazendo com que grande parte da história se perca.

Uma outra coisa legal, no livro, além da capa. Durante os acontecimentos vão se soltando fofoquinhas a respeito dos moradores, importantes, da época. Achei isso legal, os detalhes fazem toda a diferença em qualquer história e todos sabemos que a fofoca é uma das coisas que mantem a sociedade humana organizada. Foi interessante ler os “mexericos” históricos das personalidades envolvidas.

Talvez alguns discordem dessa minha opinião, porém não é um livro que eu recomendaria.

Na dúvida, se você quer muito lê-lo, não compre! Pegue na biblioteca, empreste de um amigo que já tenha, baixe da internet… qualquer coisa, mas não gaste seu rico dinheirinho comprando esse livro; as chances de se arrepender são consideráveis.

Só lembrando que o livro, escrito por James Reese, é SOBRE Bram Stoker e não DO Bram Stoker. O escritor de Drácula continua com sua reputação intacta.

 
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Publicado por em setembro 18, 2012 em Livros

 

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