RSS

Marca Páginas – A Batalha do Apocalipse de Eduardo Spohr

04 set

“Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o dia do Juízo Final.

Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedon, o embate final entre o Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo.

Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heróicas, magia, romance e suspense.”

Resenha bem feita essa hein, galera, eu, particularmente, prefiro aquela primeira parte. Dá um ar mais misterioso, incita à leitura, mas vamos ao que interessa:

Imagine-se em um carro, com seus amigos, parado no trânsito. No começo esta todo mundo animado, conversando, contando piadas… a conversa vai diminuindo, silêncio… toca uma música legal e todos cantam juntos, alguns risos e, novamente, silêncio, até que alguém começa uma discussão sobre a uva passa na farofa… “explosão de sentimentos eu nem pude acreditar” a galera vai a loucura e tcharammm “você chegou ao seu destino”. É assim que eu vejo a narrativa de A Batalha do Apocalipse.

Deixem-me explicar porque fiz essa comparação. Quando eu estava lendo A Batalha do Apocalipse passei por altos e baixos com o livro; tem horas que você, simplesmente, não consegue largar a narrativa e tem outros momentos que você pensa ser desnecessário algumas coisas que estão escritas ali. Isso porque o estilo de Eduardo Spohr é ser muito explicativo, ao que me pareceu.

Já ouvi pessoas falando que o autor parece duvidar da capacidade intelectual dos leitores, por isso fica repetindo as informações porém eu acredito que, na verdade, o autor se preocupa que o leitor tenha total compreensão da obra, ele prefere pecar pelo exagero do que pela falta.

Para que fique claro, o livro surgiu, a principio como uma edição do autor, com apoio do site Jovem Nerd, a obra fez um grande sucesso e foi, só então, lançado pela editora Verus. Vejam bem, o livro teve apoio do Jovem Nerd, e fez sucesso entre os internautas, portanto há vários elementos na narrativa que, para os fãs da cultura pop, é extremamente normal e compreensível dispensando várias explicações do livro, já para aqueles que não são tão antenados e que pegaram o livro, pela primeira vez, já editado pela Verus algumas passagens ficariam meio perdidas se não tivessem sido explicadas por Spohr, por isso acho que suas explicações ao longo da trama foram bem válidas.

Mas dando continuidade a minha opinião, acredito que A batalha do Apocalipse é um livro que vale muito a pena ser lido, apesar que, de vez em quando, ele fique massante é uma narrativa que enriquece muito o leitor. Spohr nos conduz por uma série de lugares e acontecimentos diferentes e as vezes improváveis, por culturas milenares e nos dá uma visão de alguém que passou e viveu por todas essas culturas, adaptando-se a elas.

Uma das coisas que mais gostei no livro de Eduardo é que ele humaniza os personagens, apesar de eles terem seus superpoderes e tal ele mantém tudo numa linha do possível, introduz fraquezas nos heróis e qualidades “altruístas” nos vilões. Achei uma atitude muito inteligente de Spohr, dividir a personalidade dos personagens assim podemos trazê-los mais para a nossa realidade, moldá-los a nossa maneira.

Não vou ficar dando spoiler do livro aqui, porque isso é chato demais, só digo: não se desanime se, as vezes, a narrativa se arrastar e se parecer interminável, continue lendo porque, como eu comparei ali em cima, o final é bem empolgante e, eu considero, bonito. Além do que as partes mais chatas farão sentido ao longo da história, algumas coisas só acontecem porque as “coisas chatas” aconteceram, por isso leia tudo com atenção que depois elas vão ser úteis em alguns outros acontecimentos da história, nessa parte, acredito que contam, também, as sutilezas da obra e a sensibilidade e percepção do leitor; os acontecimentos farão uma diferença significativa e podem ter um sentido maior do que o imaginado (como referências a outros clássicos da fantasia e do mundo nerd) mas só se você prestar atenção.

Pra quem se interessou o site é esse aqui ó: www.abatalhadoapocalipse.com/

Anúncios
 
Deixe um comentário

Publicado por em setembro 4, 2012 em Livros

 

Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: