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Marca Páginas – A Menina que Roubava Livros de Markus Zusak

11 set

“Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a Morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em “A Menina que Roubava Livros”, livro há mais de um ano na lista dos mais vendidos do “The New York Times”. Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade desenxabida próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido da sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, “O Manual do Coveiro”. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes.E foram estes livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto a sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal. Mas só quem está ao seu lado sempre e testemunha a dor e a poesia da época em que Liesel Meminger teve sua vida salva diariamente pelas palavras, é a nossa narradora. Um dia todos irão conhecê-la. Mas ter a sua história contada por ela é para poucos. Tem que valer a pena.”

 

Resolvi escrever sobre esse livro porque é a segunda vez que eu recomendo-o para a mesma pessoa. Por mais que essa pessoa insista em esquecer eu vou continuar sugerindo A Menina que Roubava Livros para leitura isso porque essa história é muito interessante.

Passando-se numa alemanha nazista Markus Zusak nos apresenta a história de Liesel Meminger, uma menina, orfã, que acaba de perder o irmão, mas que encontra consolo nas palavras, mesmo não sabendo o que elas significam.

Uma das coisas que achei mais interessante nessa história é a narradora: a morte. É necessário ser uma pessoa muita exepcional para ter sua vida contada por tão ímpar personagem; e ainda mais exepcional para driblar a morte por três vezes, num espaço tão curto de tempo.

O ritmo da narrativa não é frenético como poderia se esperar mas é extremamente envolvente e tocante. Todas as passagens, importantes, da vida de Liesel são magistralmente narradas, de uma maneira peculiar, discreta e com perceptivel toque de carinho, por parte da morte. O leitor consegue perceber, ao longo da narrativa, que a morte vai se ‘apegando’ à menina e passa a contar sua história não apenas como uma simples testemunha mas de maneira sentimentalista.

Liesel aprende a ler com Hans Hubermann, o pai adotivo a quem ela passa a amar, e é quem, também, torna-se seu cúmplice no furto de livros. Meminger descobre o que é amizade da maneira mais peculiar possível, descobre que isso pode ser definido como aquele que te recebe com biscoitos numa biblioteca. Ela percebe que, em períodos difíceis, o exagero de ações é, as vezes, uma atitude mais acertada, assim como devemos dar valor àqueles, “desconhecidos”, que demonstram o que sentem por nós; e a melhor parte, Liesel percebe que as palavras podem aproximar qualquer pessoa, por mais diferente que elas sejam umas das outras, Liesel aprende que para as palavras não existem distinções de cor, raças ou religiões, as palavras são apenas palavras.

Eu adorei esse livro. Achei uma história muito emocionante e bem contada, além de ter uma abordagem diferente de vários livros que existem por aí.

A maior parte das pessoas que conheço, quais leram esse livro, choraram; compreendo, por ser uma história triste e completamente plausível.

A Menina que Roubava Livros não conta a história de uma simples ladra de livros mas sim como uma menina sobreviveu aos horrores da guerra se agarrando às palavras; como ela aprendeu e entendeu o poder que elas possuem e como pode mudar vidas, independente do tempo que passe.

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Publicado por em setembro 11, 2012 em Livros

 

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