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Pipoca com Manteiga – Confiar

19 set

 

“Will (Clive Owen) e Lynn (Catherine Keener) têm três filhos. Enquanto um está prestes a entrar para a faculdade, a filha do meio, Annie (Liana Liberato), começa a apresentar os sintomas comuns das adolescentes que querem se parecer mais velhas e ser aceitas entre seus pares. Publicitário bem sucedido e super envolvido com a profissão, Will procura ter uma relação de confiança com os filhos, mas Annie inicia um relacionamento no computador com um jovem de 16 anos e dá continuidade através do telefone. Sem que seus pais soubessem, ela aceita o convite dele para um encontro, mas a surpresa que ela tem no primeiro momento é só o começo de um pesadelo que marcará para sempre a sua vida e a de sua família”

 

Esse filme não foi feito para entretenimento, esta mais para um documentário, bem reduzido, do que para um filme. Isso porque o diretor do longa David Schwimmer (ex-friend, Ross) realiza uma espécie de denúncia ao longo da trama.

O ator de Friends é diretor, há uma década, da Rape Foundation, qual é uma organização que auxilia as famílias e as vítimas de abuso sexual, dando uma atenção especial a adolescentes e estudantes colegiais. Schwimmer encontrou, com o filme, uma maneira do drama vivido por adolescentes e famílias ser conhecido e entendido por aqueles que estão de fora, fazendo com que mais pessoas se importem com esses problemas, para que possam se cuidar mais e também auxilair a polícia quando necessário.

Óbvio que a trama não permite muitas interpretações sobre o assunto. A história é apresentada, vai se desenvolvendo e ponto. Você não consegue ter muitas interpretações filosóficas a respeito do filme nem ficar tentando prever os acontecimentos já que eles foram pensados por retratar a realidade o mais fielmente possível.

Minha impressão do filme foi que ele faz uma espécie de checklist geral.

Ele começa contando como a menina conheceu Charlie, mostra as conversas deles até o primeiro encontro, a reação dela ao descobrir a verdadeira idade e como foi, facilmente, ludibriada, os sintomas de negação por ela ter estabelecido uma relação sentimental com o cara, a questão do fato vir à tona, passagem pelo hospital, envolvimento da polícia e, por fim, a reação da família diante o fato, assim como as diferentes formas de enfrentamento que as pessoas encontram.

 

Outro ponto que o longa aborda são as campanhas publicitárias de extremo mau – gosto por serem muito apelativas, assim como a falta de controle e segurança em chats.

Acredito que Schwimmer tenha pecado um pouco no longa devido a complexidade. Ele parecia ter tantas coisas a dizer mas em tão pouco tempo que algumas ficaram muito superficiais. No entanto, o ex-friend sabe escolher o elenco Clive Owen e Catherine Keener representaram muito bem seus papéis, passando para nós, telespectadores, todo o sentimento de angustia e impotência que a família passa numa situação dessa, além disso a menina Liana Liberato, com seus 14 anos, deu um “quê” a mais na trama, visto que, normalmente, são escolhidas atrizes mais velhas para papéis assim, para diminuir o impacto. Apesar de ser um pouco inconclusivo o final do filme é um outro ponto a se discutir; ele mostra que as pessoas não se vestem de vilões, tornando fácil a identificação, na maioria das vezes são pessoas que consideramos normais e acima de qualquer suspeita.

Interessante e bem feito, o filme mostra de maneira realista algumas consequências que uma postura inconsequente, principalmente em adolescentes, pode gerar.

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1 comentário

Publicado por em setembro 19, 2012 em Filmes

 

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Uma resposta para “Pipoca com Manteiga – Confiar

  1. Lucas Radaelli (@lucasradaelli)

    setembro 19, 2012 at 4:44 pm

    Gostei bastante do seu texto. como sabe, já assisti esse filme também e tive a mesma impressão que algo ficou faltando no filme. Pode ser o fato que ele deixou de explorar algo, mas eu gostaria que você pensasse na possibilidade de que na verdade, é um sentimento de impotência. São poucos os filmes que me deixam pensando por um bom tempo, e esse foi um deles. Eu lembro que pensava… mas pera aí, tem algo faltando nessa história, o que mais ele deveria ter falado? continuei pensando e, e pelo menos para mim, cheguei a conclusão que não faltava nada, mas sim eu queria ter feito algo. A velha história de nos identificarmos com os personagens e queremos ajudá-los, e que nesse caso do filme, não era possível….

     

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