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Marca Páginas – A Suavidade do Vento de Cristovão Tezza

25 set

 

Olá, queridos leitores! É muito bom revê-los!

Só pra confirmar…. hoje é terça-feira, certo?

Aaah que alívio, pensei que já ia eu fazer besteira de novo (haha) maaaas vamos parar de enrolação e ir direto ao que interessa. Crítica literária de hoje… (é por isso que minha terça-feira se torna linda!

 

Sempre que lemos um livro nós buscamos nos identificar com ele de alguma forma, seja se revoltando, seja apegando-se aos personagens ou vivendo as aventuras com ele.

Acredito que o que faz com que você julgue um livro bom ou ruim é a intensidade com que a obra mexeu com suas emoções. Há livros que você lê, acha bom mas não é um livro que você recomende acaloradamente para alguém. Você simplesmente diz “aah, eu já li, a história é boa, mas pouco envolvente”… hã hã hã pegaram a sutileza, Pouco Envolvente, essas duas palavrinhas mudam toda a imagem da obra. Na direção contrária tem aqueles livros que mexem com o seu intimo, fazem você se sentir um lixo ou motivado, dependendo da história, e, não importa se ele fez você se sentir a escória da humanidade, você sempre vai lembrar desse livro e poderá falar dele por horas intermináveis.

Alguns autores tem o dom de fazer com que você adeque se à história, tomando-a para si. O personagem principal é você e não mais aquele que o autor descreveu lá no início.

Um desses autores, que tem o poder de trazer a história para o seu íntimo, é o catarinense, (porém paranaense de coração) Cristovão Tezza e hoje o assunto é um de seus livros: A Suavidade do Vento.

“Josilei Maria Matôzo vive numa pequena cidade do interior do Paraná. Ele é um tímido e solitário professor de português, com poucos amigos, e cujos maiores prazeres são a bebida e o jogo. Nos últimos cinco anos esteve também ocupado a escrever um livro a que deu o título de A Suavidade do Vento. Depois de algumas dificuldades Matôzo consegue publicar seu livro, mas ainda assim, tem de lidar com seus monstros íntimos que o atormentam nos piores e mais vulneráveis momentos de sua vida”

Esse livro, no começo, pode parecer meio confuso, mas ele vai se moldando de uma forma ímpar. Tezza nos remete, com o personagem de Matôzo, aos nossos maiores medos e anseios. Um dos tópicos da obra literária é a dificuldade das relações humanas… como, para algumas pessoas, é extremamente difícil estabelecer uma conversa com alguém ou se envolver numa conversa que já tenha começado, a incompatibilidade de gênios ou a simples e pura timidez. O medo de errar, a necessidade de encaixar-se no mundo e encontrar um ponto de equilíbrio, também, é tratada ao decorrer do livro. Eu não vou ficar escrevendo sobre o principio de metalinguagem do livro e tals porque não me sinto segura e nem com autoridade suficiente para discorrer sobre o assunto.

O personagem Matôzo é uma mistura de todas as pessoas, pelo menos foi o que me pareceu, tem horas que ele é extrovertido e decidido a mudar suas falhas, que ele resolve conversar, nem que seja com o incentivo da bebida, e tem horas que ele, simplesmente, se deixa abater por tudo que o cerca.

Eu gostei muito do livro de Cristovão Tezza porque ele exprime todas as falhas que tentamos esconder, inclusive a loucura que cada um guarda dentro de si.

Sou um pouco suspeita, porque acho o Tezza incrível… mas realmente, não tem como se decepcionar com um livro dele. São bem planejados, bem escritos e extremamente agradáveis.

Se você quiser saber mais sobre as obras e sobre o próprio Cristovão Tezza, entre nesse site aqui.

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Publicado por em setembro 25, 2012 em Livros

 

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