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Marca Páginas – A Estrada da Noite de Joe Hill

30 out

 

“Uma lenda do rock pesado, o cinqüentão Judas Coyne coleciona objetos macabros: um livro de receitas para canibais, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás, um laço usado num enforcamento, uma fita com cenas reais de assassinato. Por isso, quando fica sabendo de um estranho leilão na internet, ele não pensa duas vezes antes de fazer uma oferta.
“Vou ´vender´ o fantasma do meu padrasto pelo lance mais alto…”
Por 1.000 dólares, o roqueiro se torna o feliz proprietário do paletó de um morto, supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono. Sempre às voltas com seus próprios fantasmas – o pai violento, as mulheres que usou e descartou, os colegas de banda que traiu -, Jude não tem medo de encarar mais um.
Mas tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração. Desta vez, não se trata de uma curiosidade inofensiva nem de um fantasma imaginário. Sua presença é real e ameaçadora.
O espírito parece estar em todos os lugares, à espreita, balançando na mão cadavérica uma lâmina reluzente – verdadeira sentença de morte. O roqueiro logo descobre que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar. O morto é Craddock McDermott, o padrasto de uma fã que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude.
Numa corrida desesperada para salvar sua vida, Jude faz as malas e cai na estrada com sua jovem namorada gótica. Durante a perseguição implacável do fantasma, o astro do rock é obrigado a enfrentar seu passado em busca de uma saída para o futuro. As verdadeiras motivações de vivos e mortos vão se revelando pouco a pouco em A estrada da noite – e nada é exatamente o que parece.
Ancorando o sobrenatural na realidade psicológica de personagens complexos e verossímeis, Joe Hill consegue um feito raro: em seu romance de estréia, já é considerado um novo mestre do suspense e do terror.”

 

Em A Estrada da Noite o filho do escritor Stephen King, Joe Hill (Joseph Hillstrom King ), segue a linha consagrada por seu pai: os livros de terror e suspense.

Achei que A Estrada da Noite foi bem escrito, ele tem uma leitura rápida e ininterrupta o que dá um ritmo mais interessante à trama de terror, Hill não dá tempo para que o leitor julgue se o que esta lendo pode ou não acontecer; você entra na realidade do livro e esquece que aquilo que ele esta narrando é meio impossível, devido a forma que ele expressa os acontecimentos se tornam verídicos.

Uma das coisas que mais gostei em A Estrada da Noite foram as referências às consagradas canções e artistas do rock, o protagonista, por exemplo é o astro da banda Judas Priest. Para mim, a canção que mais marcou o livro foi a Heart Shaped Box do Nirvana, mas claro que há várias outras músicas muito boas citadas ao longo do livro para que o leitor possa se situar, através das músicas, no desenrolar do livro, por tal motivo eu deixo avisado que se você não gostar de música de rock o livro não vai ser a melhor pedida…. perde-se muita coisa caso não se conheça um mínimo que seja de rock e relacionados.

A Estrada da Noite não é um livro difícil de ler mas se você for novo demais sugiro que deixe para outra hora, tem muita referência de assassinato, pedofilia e afins. Lembro que duas amigas minhas leram esse livro (elas não gostam de ler muito então esse foi um dos poucos livros que elas haviam lido até então) e quando eu perguntei o que elas tinham achado, simplesmente disseram que nunca mais aceitariam meus conselhos literários (Okay!) quando perguntei porque me disseram que o livro não era adequado. Vê se pode uma coisa dessa? Não é adequado….

Inadequado é tratarmos a bíblia como verdade irrefutável no lugar de texto literário. Mas isso é uma loooonga discussão, qual não daremos início agora.

Enfim, A Estrada da Noite, é uma leitura interessante de se fazer, bem contemporânea, não cria grandes dificuldades nessa parte porque não é necessário um vasto conhecimento da história do mundo, só uma base da história do rock já será o suficiente.

Algo que muito contribuiu para a carreira de Joe Hill foi ser filho do Stephen King. Dizem as más línguas que o cara só conseguiu o prestígio que tem só por ser filho de quem é; outras más línguas dizem que ele escreveu A Estrada da Noite só porquê Stephen King é o mestre do terror e ele quis ser meio que um aprendiz.

Eu, particularmente, não vejo problema nenhum em seguir o exemplo do pai, isso porque, como todos sabemos, uma boa parte da nossa personalidade é definida pelo ambiente… o pía deve teve ter crescido com as histórias do pai portanto é completamente aceitável que ele tenha uma inclinação para gostar de histórias de terror e suspense e depois de ler A Estrada da Noite fica evidente que ele não ficou famoso só por ter pai famoso, Joe Hill soube escrever o livro, soube prender o leitor e montar um história coerente. Sugiro que enquanto estiver lendo não fique procurando semelhanças ou diferenças entre o estilo do King pai e do King filho; simplesmente esqueça quem é o escritor e toque a leitura, no fim, se achar necessário, você pode fazer suas comparações livremente mas se resolver fazer isso ao longo da história vai perder muito o foco consequentemente não será possível aproveitar a leitura.

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Publicado por em outubro 30, 2012 em Livros

 

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