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Mãe, não quero mais ir!

15 dez

Saudações terráqueos, ou não, aliens também são bem vindos!

Vim narrar para vocês mais um episódio das minhas aventuras, ou melhor, desventuras a respeito da viagem.

Estamos na reta final. Só tenho, inteira, mais semana que vem e daí já embarco, vocês devem imaginar que eu tô empolgada e contando os segundos… só que não; tenho um monte de coisas para organizar, trabalhos para fazer, provas para estudar etc etc esses detalhes que incomodam.

Essa semana, principalmente, foi foda. Me vi completamente sozinha e desorientada, eu tive que tomar partido de tudo e não tinhwhy_so_alonea NINGUÉM para me ajudar, meus pais moram longe, então nem tinham o que fazer, profissionais que não queriam colaborar muito, pessoas sem tempo para ir comigo nos lugares e mais um monte de outras coisas que foi pesando, pesando, pesando, até que eu não aguentei mais e na terça-feira, quando minhas irmãs não estavam em casa, I failed; tranquei a porta do banheiro, sentei de baixo do chuveiro ligado e chorei, como se não houvesse amanhã e, pela primeira vez, depois que soube do intercambio, torci para que o mundo acabe no próximo dia 21/12.

Essa semana eu devo estar um porre de tão chata, só sei falar de documentos que tenho que providenciar, pagamento da bolsa que não sai, comprar algumas coisas que tenho que levar, que acabarão saindo meio caras, e como vou enfiar tudo isso na mala. Além, é claro, de estudar para as quatro provas que foram marcadas, tirar xerox de uns livros de última hora que me passaram e tentar terminar os trabalhos que me deram, um entreguei quinta e outro eu preciso terminar até quarta-feira. Tá complicado.

Infelizmente a minha total desanimação teve seus indícios semana passada, mas eram fracos demais para serem preocupantes; no sábado foi a primeira vez que eu fiquei desorientada e acabei perdendo a noção lógica das coisas, depois disso teve terça e acho que na quarta-feira, quando minha mãe me ligou eu disse:

Mãe, não quero mais ir viajar! Tá dando tudo errado, não quero mais ir.

Esse foi meu ápice de desanimação. O pior de tudo é saber que ninguém esta disposto a entender, na verdade, todas as pessoas com quem converso só sabem falar imperativamente, o que tem me deixado ainda mais puta da vida e desanimada, talvez isso seja um pouco de culpa minha também, porque pra conseguir alguma informação de mim é preciso um interrogatório primeiro. Ou talvez, eu esteja stressada e as atitudes comuns me parecem agressivas, agora (hipótese mais provável).

O fato é que estou completamente desanimada com a perspectiva da viagem.

stressPior que estar desanimada é que estou sem nenhuma paciência para nada o que tem feito eu ser chamada de grossa todos os dias mas, poxa, a pessoa não me ajuda em porcaria nenhuma e vem me encher o saco pra eu ouvir os problemas dela ou ver se a maquiagem tá bem feita…. aaah dá licença, tenho outras preocupações no momento e se não ajuda pelo menos que não atrapalhe.

Aaahwn, na boa, não sei se esse Intercambio veio no momento certo da minha vida. Não faço a menor ideia do que fazer depois da faculdade, estou infeliz comigo mesma por não estar dando conta das minhas metas e por outras coisinhas mais (que não quero falar), a falta de colaboração esta muito evidente e estou achando que não conseguirei aproveitar nada dessa viagem. Com a greve da UFPR atrasou todo o calendário e por isso meus professores me encheram de materiais para eu fazer a distância. Vai ser bom terminar o semestre? Vai, eu não iria nem optar por outra coisa, só acho que os conteúdos que me deram ficaram muito esparsos, alguns trabalhos só consigo finalizar depois que as aulas em Coimbra já tiverem começado e se é pra fazer uma coisa mal feita não vejo motivos do porque fazer, ainda assim vou tentar levar, se eu perceber que não darei conta, reprovo na disciplina e atraso um ano minha formação (que bosta).

Uma coisa que contribuiu para essa minha desanimação foi o meu Teste Oral de Inglês, o assunto era Planejamentos e no meio da conversa a professora perguntou sobre planejamentos futuros, minha colega (fizemos prova em duplas) começou a tagarelar e quando foi a minha vez percebi que não tenho nenhum plano legal para o futuro, todos eles são tão ridículos ou tão impossíveis e utópicos que me fizeram cair de cara no chão.

Eu não tenho nada de especial, sério, sou uma pessoa comum como qualquer outra, isso significa que a minha influência no mundo não é muito grande para que eu me sinta importante, ainda assim tenho alguns amigos, um, em especial, que desde o primeiro dia que o conheci, e depois do primeiro trabalho que apresentamos em sala ele disse para mim que acreditava muito no meu potencial e que eu tinha muitas coisas para realizar na vida; essa pessoa, super linda, estuda comigo e se chama Paulo, muitas coisas que fiz, ao longo do curso foram mais por incetivo deleplanos do que por vontade própria, em alguns momentos eu não estava com vontade nenhuma de fazer os trabalhos e pronta para sair da sala quando ele virava e me convidava como dupla; como ele sempre ‘acredita’ em mim e como gosto muito dele eu coloquei na minha cabeça que não posso desapontá-lo, então, mesmo morrendo de preguiça eu dava o melhor de mim porque sabia que se eu pisasse na bola a primeira pessoa, depois de mim, que eu decepcionaria seria ele e não consigo aceitar isso. Na verdade faço isso como todos que gosto… principalmente com aqueles que confiam em mim de alguma maneira, eu prefiro me decepcionar à decepcioná-los. Mas porque comecei a falar disso, bom, é porque, acho que, o único motivo pra eu não ter desistido da viagem é porque não quero decepcionar as pessoas que gosto, essas que estão me dando um suporte, que acreditam em mim (mesmo eu não o fazendo) e que não se cansam de me ouvir reclamando do mundo.

Na quarta quando falei com minha mãe, depois da frase lá de cima ela disse: Você não vai desistir agora! Fez tanta coisa pra conseguir… nesses trabalhos dá-se um jeito mas você não vai desistir.

Acho que foi a melhor ordem que ela já me deu. Ela sabe que mesmo que dê tudo errado lá, se eu desistir antes de tentar jamais vou me perdoar. Acredito que, antes de uma viagem longa, como essa que será a minha, e cheia de detalhes e problemas, qualquer pessoa desanima, mas não acredito que desistir seja a melhor opção. Um amigo, uma vez, me passou esse link, onde consta a Poderosa Lição do Ninja João, eu li esse texto umas três vezes essa semana, para levantar a cabeça, resolver os problemas, seguir em frente e ser melhor. Terei que ler mais vezes, ao que parece, mas isso não será sacrifício.

keep-calm-and-carry-onNão faço a menor ideia do que fazer, para me dar uma injeção de animo, definitiva, mas estou buscando alternativas; hoje (15/12) encontrarei alguns amigos no New York Café, a partir das 19:30 (apareçam, se quiserem), para uma ‘despedida’  quem sabe eu me anime mais com a galera reunida e tal. Ainda assim acho que uma das únicas coisas que mais quero, no momento, é voltar pra casa dos meus pais e deixar de pensar, um pouco, nos problemas da viagem.

Nem sei, ainda, o porque publiquei esse texto, acho que eu só precisava “por pra fora” e acho que porque queria que vocês soubessem que nem tudo esta sendo perfeito, que as quebradas de cara ainda não terminaram e que ainda preciso muito da torcida e apoio de vocês.

Minha frase de incentivo ultimamente tem sido: “A vida as vezes nos dá umas rasteiras, mas cabe a nós meter a mão na cara dela, só pra revidar, e mostrar que quem manda nela, somos nós”

Espero quebrar a mandíbula dessa sacana, fazendo com que dê tudo certo!

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