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Arquivo mensal: abril 2013

Caracol… compartilhando teto!

Oi pessoas!

Hoje eu vou falar de um assunto que eu já toquei aqui no Blog que é o de dividir casa.

Oooooh coisinha do Satanás hein! Sério, dividir casa com gente que você não conhece é pior que dividir casa com primo, cunhado, sogra, irmão, tio… whatever!

Quando você divide casa com algum parente presume-se que você já conhece os hábitos daquela pessoa e está disposto a relevar ou então que você tem intimidade suficiente pra chegar para ela e mandar ela a merda porque deixou a pia cheia de louças e obrigar ele a arrumar, agora, quando você precisa conviver com outras pessoas isso não ocorre da mesma maneira.

Eu dividi casa com mais três rapazes, aqui em Portugal, e agora divido com mais duas gurias… se for contar com a Alemanha eu dividi o quarto com o Lucas e a ‘casa’ em si com mais umas 10 pessoas. Depois de tudo isso só tenho uma coisa para dizer: é foda!

De todas as pessoas com quem dividi casa a que melhor me adaptei, por questões obvias, foi com o Lucas; mas isso porque eu podia chegar para ele e falar o que eu não queria que ele fizesse e vice-versa.

A primeira casa que morei aqui em Portugal era legal mas meio estranha porque eu praticamente não conhecia as demais pessoas que moravam comigo, parecia que a gente cuidava para não se cruzar (hehe) foi estranho. A casa que estou agora tinha o problema da internet, só conseguíamos usa-la na cozinha e aí vai lá de casar horários…. nunca dava, então as vezes ficava uma confusão de Skype’s. E na casa da Alemanha, não era bem minha casa, mas acho que eu incomodei um pouquinho o Lucas para tentar arrumar um pouco mais do meu jeito.

Teve um dia, na Alemanha, que eu e o Lucas chegamos na cozinha as 10 da manhã por aí, tomamos café, conversamos um pouco, limpamos a louça e fomos para o quarto e depois o pessoal usou, naturalmente, para fazer almoço e afins. Quando deu 13:30h eu e o Lucas voltamos para a cozinha para fazermos nosso almoço, tinha várias louças por lavar e secar na pia mas tudo bem, fizemos nosso almoço e sujamos muita coisa, muita coisa mesmo, almoçamos e nesse dia tínhamos pensado em fazer um bolo.  Vendo o tanto de louça que nós havíamos sujado e mais o que iriamos usar para o bolo eu falei para o Lucas que fosse para o quarto que eu me virava. Falei isso porque resolvi que iria arrumar a cozinha, já não estava aguentando aquele ambiente esquisito. Se eu não tivesse mandado o Lucas para o quarto ele jamais teria me deixado fazer o que fiz (hehe). Bom, eu fiquei até umas 16:00h na cozinha, mas também quando saí estava tudo limpinho. Assim que entrei no quarto a primeira coisa que o Lucas falou foi: Por que demorou tanto? – expliquei, ele ficou meio assim mas já que eu já tinha feito não havia mais nada a fazer. Foi a primeira vez que a cozinha ficou totalmente limpa, sem nenhuma louça por lavar ou por secar e daí para diante os demais moradores mantiveram assim, meu sacrifício valeu  a pena, depois disso se alguém deixava coisas sem lavar ou secar em pouco tempo chegava um e-mail mandando o responsável dar um jeito naquilo. Confesso que fiquei feliz por ter dado certo.

Na primeira casa de Portugal eu não posso falar muito porque fiquei por pouco tempo mas os meninos eram bem organizados até, as coisas estavam sempre no mesmo lugar e bem colocadas.

Nessa segunda casa ficamos acertadas de cada uma limpa a casa durante uma semana, consecutivamente. Essa é a minha semana de limpar a casa.

Eu admito que eu devo ser uma pessoa muito irritante com quem se dividir a casa isso porque eu sou extremamente chata para muitas coisas. Não aguento ficar em lugares sujos, me incomoda louça por secar na pia, me incomoda, mais ainda, a falta de limites.

Se eu tenho que limpar a casa eu simplesmente vou lá e limpo, esfrego a banheira, vaso sanitário, limpo a pia, tudo certinho, afinal quero que façam isso quando não for eu. Acontece que, para muita gente, limpar, ou ao menos varrer, a casa diariamente é dispensável. Admito que não faço faxina todos os dias mas eu, no mínimo, varro a casa todos os dias.

Algumas vezes já me disseram que não vale a pena revidar na mesma moeda, mas, cara, as vezes funciona. Esses dias sujaram todas as panelas aqui de casa, eu tive que secar as panelas para poder usá-las… Ok. No outro dia eu fiz a mesma coisa, utilizei todas as panelas e deixei para secar com o tempo. Já fazem alguns dias que não tenho problemas com panelas deixadas para secar.

Não tenho nada contra você deixar as panelas lá para secar quando você esta na sua casa, mas quando você divide casa com outras pessoas falta um semancol aí né! As outras pessoas vão querer utilizar as panelas, pratos, seja lá o que for e é uma puta falta de respeito você deixar lá secando e a outra pessoa ter de ficar catando a panela ou seja lá o que for na sua pilha de louças. É chato e extremamente desrespeitoso e, convenhamos, não custa nada secar uma louça.

Recentemente alguém utilizou minha toalha para limpar a maquiagem. Isso poderia ser só um inconveniente, não fosse o fato de eu ser alérgica a esse tipo de produtos. Resultado: reação alérgica, lógico. Quando fui averiguar o fato, não briguei, cheguei muito de boa pedindo para não fazerem mais, me dizem ‘aah não fui eu’. Deixei quieto porque né… pra quê? Mas, assim, meu também não pode ser!

Para que isso não se repita achei melhor levar a toalha para o banheiro e traze-la novamente para o quarto quando não for mais usar. É melhor criar um leve desconforto entre os inquilinos do que eu ficar com a cara toda zoada até o fim do Intercambio.

Ontem conversei com um amigo que estava revoltado porque na casa dele roubaram o macarrão! Que dó.

Existem muitas outras coisas que acontecem quando você divide casa com alguém, tipo a pessoa ficar passando pelo seu quarto para pendurar a roupa e deixar a porta da varanda aberta, ou até estragando a sua janela porque não entende que as coisas podem estragar se você fizer merda. Há episódios de desentendimentos e até falta de educação e respeito entre as pessoas. Gente que leva tudo para o pessoal e não aceita uma sugestão ou você falar coisas que não quer que se repita. Isso tudo sem falar em estilos de vida diferentes.

Enfim, morar junto é uma coisa que eu acho que não é lá aquelas coisas, é complicado. Você precisar se dar bem com a pessoa para ter a liberdade de falar as coisas sem ser mal compreendido e nem ofender ninguém além disso a idade mental das pessoas precisa ser a mesma caso contrário não funciona.

Para quem mora junto com outras pessoas: continue exercitando a paciência e para quem está para enfrentar esse desafio boa sorte, desejo que você tenha bons companheiros de casa e que não hajam desentendimentos bobos entre vocês.

Aprender a respeitar as outras pessoas, verdadeiramente, é essencial para uma boa convivência.

 

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Órfã e Solteira, só que não.

A cada dia que se passa eu percebo que a melhor coisa foi ter vindo para esse intercambio órfã e solteira…. ooh wait. Pera aê, eu não tô nem órfã e nem solteira então porque eu disse uma besteira dessas?

 Bom, isso será fácil explicar. Eu me sinto desta maneira porque entre várias pessoas que conheci aqui uma grande parte delas se negou a fazer algumas coisas dizendo ‘Aaah meu namorado(a) não vai gostar’ ‘Tenho que pedir para minha mãe se posso ficar tanto tempo sem falar com ela’. Aaah poupe-me né!

 Sério, eu as vezes me sinto solteira e órfã porque nem meus pais e nem meu namorado me disseram para não fazer algo que eu gostasse ou quisesse alguma vez – obrigada por isso pessoal. Não consigo entender essa chantagem emocional que algumas pessoas insistem em fazer com as outras, para que, meu povo?

 Da parte do namorado(a) eu até consigo imaginar que as vezes o medo de ser traído, medo de que a pessoa descubra outras coisas e veja que o carinha lá não é tudo aquilo… ok , ok dá pra imaginar a situação, agora, pais ficarem fazendo essas chantagenzinhas com os filhos eu, sinceramente, não consigo entender.

 Eu acostumei com meus pais sempre querendo que eu descubra outras coisas, sempre querendo que eu vá e aprenda por si só não importando se isso signifique ficar um tempão sem falar com eles. Na verdade na maior parte das vezes que peço a opinião eles vem com a frase ‘aah mas se mande menina, só tenha cuidado, fora isso vai que dá’ e eu me impressiono, e não escondo isso, quando alguém chega falando que os pais falaram ‘aaah mas você vai me deixar sozinha?’ – a resposta certa seria: óbvio – é com pesar que vejo muitas pessoas perderem oportunidades de conhecer lugares novos devido essa frase.

 Por favor, pais do mundo, não façam isso! Não é legal, para nós, ficar sem falar com vocês mas as vezes é necessário. Para que sobrecarregar uma pessoa com um peso de uma culpa que eles não tem.

 Da parte do namorado que eu disse que até dava pra compreender, ok, até dá pra entender o que não dá pra entender é: se a pessoa te limita desse jeito, por que, cargas d’água você ainda esta com ela? – no meu caso a única coisa que o Lucas deixa isso bem claro que não gostaria que eu fizesse é viajar sozinha, mas não por ciúmes ou sei lá o que, é mais pela questão de segurança e que viajar sozinho é um saco, ainda assim, em momento algum ele disse ‘não vá’ sempre foi um ‘vê se tem alguém que quer ir’ ‘vai em grupo, é melhor’.

Acho que eu tive mais sorte que algumas pessoas nesse quesito. Sempre recebi apoio para as coisas que eu pensei em fazer, nunca me proibiram de nada, na maior parte das vezes até ajudam no processo. É um pouco estranho pensar que, as pessoas que deveriam estar te incentivando, não querem que você conheça coisas novas, não querem que você vá à lugares diferentes, não consigo entender a lógica desse processo.

 Esse texto saiu até curto porque não acho que foi um texto propriamente dito, acho que foi mais a expressão de uma revolta interna, não sei. 

 
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Publicado por em abril 20, 2013 em Uncategorized

 

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Coelho à moda do condado

Olá pessoas…

Hoje eu resolvi abrir meu coração de forma positiva; vocês aguentam meus posts lamuriados e reclamações infinitas, nada mais justo que eu proporcione umas boas risadas, com minhas peripécias, para vocês de vez em quando.

Para começar queria agradecer, do fundo do meu coração, ao meu namorado Lucas Radaelli pelo auto-controle, por ter guardado o acontecimento, que vou descrever a seguir,  para si, ao meu pedido, é claro. Enfim, conhecendo-o como o conheço tenho certeza que aqueles dedinhos finos e ágeis coçaram para digitar no Twitter toda história que vem  a seguir e render uns comentários, um tanto quanto maldosos (creio eu) dos seguidores. Muito obrigada, querido!

Bom, vamos partir do principio. Eu, assim como a maioria de vocês, gosto muito de Senhor dos Anéis e assim como a maioria de vocês quero experimentar tudo o que o filme e o livro mostram, inclusive as receitas.

Foi nessa de querer experimentar as receitas de O Senhor dos Anéis que eu comprei um coelho inteiro para fazer quando o Lucas viesse passar um tempo comigo em Coimbra.

Assim como eu vocês devem ter conhecimento de um Vlog chamado Cozinha de Jack onde o cara ensina  a fazer umas receitas muuuito legais e gostosas. Não foi a primeira vez que fiz uma das receitas do Jack, pelo contrário. No entanto, foi a primeira vez que fiz uma das receitas do Jack mas com ele cozinhando junto com o Jovem Nerd e o Azaghal e a receita era, justamente, Coelho à moda do condado.
Pois bem, eu já sei como funciona o Cozinha de Jack então dei play no vídeo e comecei os preparativos, tudo ia bem até a parte de cortar o pobre coelho… cara, me deu um dó.
Isso é o de menos, eu teria aguentado muito firme afinal o Lucas estava do meu lado e se ele suspeitasse da minha fragilidade naquele momento eu sabia que, pelo resto da noite, pelo menos, minha fraqueza seria lembrada. Maaaaaas eu não contava com a astúcia do Jovem Nerd (se não me falha a memória), quando eu estava prestes a decapitar o pequeno mamífero ele falou e mostrou o que foi minha ruina:

–       Sempre que você pensar em comer coelho, fique com essa imagem na sua cabeça…

Surge, então, na tela vários coelhinhos roendo cenouras e couve.

Eu me senti a maior filha da puta da história, o que foi piorado quando ecoaram alguns ‘crocs, crec, crec’ dos pequenos ossinhos se desfazendo, devido a pressão exercida pela faca que eu tinha na minha mão.  E foi, exatamente nessa hora que eu comecei a chorar.

Sim, caros amigos, eu comecei a chorar desesperadamente ao cortar o coelho e devo ter dado um soluço alto o suficiente para fazer o Lucas tirar seus fones de ouvido, largar os seus infinitos tweets e perguntar o que havia acontecido. Eu até tentei explicar mas acho que ele só entendeu “ eu…. matando… coitadinho…. coelho”; então ele falou: é só um coelho Thata, vamos lá você consegue. Venha cá pra eu te dar um abraço.

Confesso que o abraço ajudou a me recuperar mas no fundo do meu coração brotou uma florzinha de rancor por ele estar lendo o Twitter enquanto eu, brutalmente, preparava nosso jantar, por ele não se oferecer para terminar o esquartejamento do bichinho, enfim, por ele se abster dos momentos difíceis da vida a dois (cara, ficou dramática essa parte); bom, dois minutos depois eu já estava toda querida, perguntando para ele se ele queria um pouco de coca-cola porque eu estava indo me servir de suco de maçã; todo o rancor que eu, um dia, senti foi levado com as palavras: Aah, eu quero sim amor, obrigado.

Passada a fase crítica eu terminei o preparo do coelho e coloquei no forno… após algum tempo o jantar estava pronto e nós fomos experimentar o pobre coelho; eu só senti pena até dar a primeira mordida porque, na boa, ficou muito bom; então comecei a pensar que o coelho havia morrido por uma causa nobre, ser o prato principal de um delicioso jantar, afinal, existe honra maior, para um coelho morto, do que ser servido à moda do condado? Acredito que é uma bela homenagem.

Enfim, essa foi a história de como eu me esvai em lágrimas ao tentar preparar um coelho. Eu faria o coelho novamente, mas se alguém quiser cortá-lo para mim seria bem melhor.

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Nosso coelho, com batatas, à moda do condado!

 

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Nada animador

Olá homelessness!

Vocês não imaginam  o quanto eu gostaria de contar para vocês todas as coisas absurdas que vem acontecendo nesse intercambio, mas como a internet é um local público, onde todo mundo tem acesso, é melhor eu ficar quietinha porque se eu for falar as coisas que andam acontecendo e o que penso sobre isso eu vou ofender muita gente.

Maaaaaas nada me impede de falar que o ‘sonho de fazer intercambio’ não foi como eu pensei que seria, pelo contrário, a experiência não tem sido tãããão maravilhosa quanto eu havia previsto, o que é uma pena, eu me esforcei muito para que essa empreitada desse certo, mas nem sempre nossos esforços dão resultado.

Para começo de conversa, para vocês terem uma ideia básica da situação, eu estou sem internet, tenho publicado no Caracol, checado e-mails etc porque estou ‘roubando’ o sinal wi-fi do restaurante que tem na frente da minha casa porque em outro caso eu estaria isolada do mundo. O maior problema é que o dono do apartamento já está para colocar essa porcaria de internet desde que me mudei e ainda não colocou nada e, para ajudar, as outras pessoas que moram comigo se sentem ‘em dívida’ com o cara e não concordam quando eu digo que temos que cobrar a internet dele. Eu não entendo isso, estar em divida com o cara? Prosze, né. (prosze é tipo um WTF em polonês)

Devido a esse pensamento, sem sentido, eu fico aqui sem internet e sem ter como fazer meus trabalhos, realmente, porque, não sei vocês, mas eu não consigo me concentrar em textos teóricos com uma pessoa ouvindo Gustavo Lima do meu lado e aí tudo vai se atrasando, sendo feito de madrugada ou de manhã, já que sou a única que acorda cedo por aqui.

Acho que vocês já devem estar cansados de ficar lendo minhas infinitas reclamações sobre tudo mas vocês são os únicos ombros que eu tenho, então, por favor, sejam pacientes. Eu venho postando aqui as coisas legais que faço e que descubro etc., o problema é que, ultimamente, isso ficou em segundo plano.

Eu sempre, minha vida toda, (podem até perguntar pros meus pais) quis sair de casa bem loca e fazer algo diferente, descobrir, explorar sei lá… eu só não havia pensado que existe muita gente sem noção no mundo e que não respeita os demais; e foi isso que fez eu me desanimar tanto nessa aventura. Ao contrário de tudo que eu imaginava e idealizava, salvo as exceções, as pessoas não estão dispostas a ajudar umas as outras, ao que parece, elas só se importam consigo mesmas e se você resolve ser legal… bom, pelo que percebi há dois caminhos ou você vira chacota ao começam a se aproveitar de você. Isso é nauseante e machuca.

Depois de alguns acontecimentos por aqui eu deixei de querer ajudar, é beeem complicado; esses dias o pessoal fez, de certa forma, uma burrada. Eu poderia ter evitado? Sim, poderia mas não o fiz. Minha mãe disse que eu não deveria guardar tanta raiva e magoa das pessoas mas não me sinto assim; utilizando da sabedoria da minha querida Josiane Zezak: não estou sendo mal… mas eu gosto de quem gosta de mim, só isso. Se a pessoa não gosta de mim e é um c* comigo não vejo o porque ficar tentando ser amiga, nesse caso.

Não está sendo tudo o um desperdício, pelo contrário, tem muitas coisas legais acontecendo… me esforço para deixar sempre estas em evidência mas confesso que foi impossível nesses últimos dias.

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Nesses últimos dias eu só queria ter conversado com alguém, ter tido alguém só para mim, mas não alguém da minha família, não é a mesma coisa, pra ficar comigo enquanto eu falava tudo isso que estou postando aqui e mais um pouco…. beeeeem mais, e me sentir um pouco melhor com isso. Eu tive tanta vontade de falar de tudo, das coisas que me incomodaram desde que, segundo o Lucas, eu era uma mini Thata das coisas que me incomodam agora, das coisas que eu gostaria de fazer, que gostaria de ter feito coisas do tipo: como eu me sinto quando…

Bom, não deu para fazer isso porque, as pessoas que estavam no Skype estavam ocupadas demais para conversar e de qualquer maneira… eu não poderia falar nada já que só tenho internet na cozinha e as demais inquilinas seriam plateia.

Admito que, hoje, esse texto só saiu porque cheguei ao ponto onde escrevo para não falar sozinha.

Obrigada por lerem até aqui, sei que não foi nada animador masagora já me sinto melhor e logo posto algo com boas notícias (#oremos).

 

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Coimbra, cada vez mais bonita

Oi oi oi… eu sei, faz muito tempo que não publico aqui no Blog mas dá pra entender o porque né?!

Minhas aulas finalmente começaram e, assim, tem aulas que são muito boas e aulas que são melhores ainda. Como fui eu quem escolheu as matérias seria meio idiota reclamar né, mas oook, a questão é que por melhores que as aulas sejam  a galera não cala a boca!!! Tem horas que dá vontade de mandar todo mundo a merda e fechar a matraca porque eu tô querendo prestar atenção na aula.

Agora que os trabalhos e provas já estão se aproximando o pessoal tá se controlando mais o que já ajuda bastante.

DSCF5053Quando eu estava no Brasil não via a hora de vir para a Europa, tudo novo, as promessas de coisas super baratas etc etc, Cheguei aqui e levei um balde de água fria porque nem tudo é tão barato assim e as coisas não são “Puxa vida, que baita diferença” , na verdade eu sinto muita falta do Brasil, da faculdade, por exemplo,  a UC, que é onde eu estudo, é muito boa mas a UFPR dá um show a parte, mesmo com as dificuldades. Os alunos da UFPR parecem ser mais cobrados que os da UC os laboratórios e estrutura da UFPR para o meu curso é mais completo etc. Mas uma coisa que a UC ganha de lavada é a biblioteca, esses dias fui procurar um livro sobre Liberdade de Expressão, achei muitos livros em Russo, Alemão, Inglês, Espanhol e sei lá mais quantos idiomas que tinha, outra coisa são os programas de aprender novos idiomas, na boa, eu não entendo como tem alunos do meu curso aqui que não falam, no mínimo, dois idiomas diferentes. Os caras são pagos para ir para outro país só pra aprender a falar… vééééiii se eu tivesse isso no Brasil, ir pra outro país, ter um professor meio que só meu pra aprender o idioma, cara, eu já estaria falando umas quatro línguas diferentes, eu acho.

Acho que sempre gostei do novo, de aventuras, de “não sei o que vai dar, mas vamos fazer” acho que por isso a ideia de intercâmbio sempre me atraiu tanto, principalmente pela chance de conhecer o novo de interagir com aquilo que é diferente. Eu gosto de coisas diferentes e quando isso envolve aprender, cultura etc etc a mistura só tende a ficar melhor.

Já que o assunto é esse… isso foi o que mais mexeu comigo aqui. O acesso à cultura, línguas, lazer e aprendizagem é muito amplo. Só para servir de exemplo eu paguei 3,50€ para assistir a apresentação de uma Orquestra Sinfônica, se minha matricula tivesse sido efetuada antes eu poderia frequentar cursos de idiomas totalmente gratuitos ou pagar 150€ por semestre num curso.

Além disso, é possível encontrar livros, bons, a 2€ em alguns lugares (aaah se eu pudesse levar mais malas pro Brasil). Esse acesso à cultura foi o que mais me impressionou aqui na Europa e eu desejo muito que o Brasil, um dia, alcance esse nível; em que ir ao teatro seja algo rotineiro, que as pessoas tenham acesso a atividades diversificadas e que elas aprendam com isso.

902371_232212950258215_471620038_o Esses dias, conversando com meu namorado enquanto andávamos na rua , eu falei que seria estranho voltar para o Brasil quando a hora chegasse; não por eu não gostar do Brasil (eu amo aquele país, sério, sou muito patriota) mas o que me fez pensar isso foi quando pesei a questão da segurança. Aqui eu e alguns amigos saímos as 23:00h tranquilos, não temos medo de ser abordados no meio de uma rua qualquer e ser assaltados e tal. Essa segurança te dá uma qualidade de vida muito grande, o sentir-se seguro é algo muito bom e esse é o meu maior medo no regresso a pátria; infelizmente não contamos com toda essa segurança no Brasil, o que é uma pena… mas fazer o que né, minha esperança de que o Brasil melhore continua forte.

Outra coisa que pode-se destacar aqui na Europa, pelo menos em Portugal, é que uma pessoa, realmente, consegue viver com um salário mínimo porque o aluguel aqui não é tão alto e a comida (itens básicos) tem um preço bem justo (eu achei)… aaah e mais uma coisa para nós, brasileiros, nos mordermos de inveja; o transporte público aqui custa 0,50€!!!!

Eu sei que já falei anteriormente que havia me decepcionado etc mas, devo admitir, que Coimbra esta ficando cada dia mais bonita para mim e espero, sinceramente, que melhore cada vez mais.

Estou sim sentindo muita falta do Brasil mas estou tentando aproveitar ao máximo essa experiência e fazer dela algo construtivo para mim.

 

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