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Veneza

29 jun

Vamos, então ao último destino da Itália: Veneza!

Aah que cidade… linda, elegante, apaixonante e o inferno na terra de tão quente. Deuses, quem foi a alma criativa que idealizou Veneza? Por que, sério, me diz porque impossibilitar a circulação de ar na cidade inteira? Credo, nem uma brisa!

Veneza tem umas ruazinhas extremamente apertadas, com prédios por todos os lados, prédios altos e

Ruas apertadas em Veneza

Ruas apertadas em Veneza

nenhuma brechinha entre eles para possibilitar a circulação do ar resultando em um clima extremamente abafado no verão. Desculpem-me a expressão mas suávamos como porcos no matadouro de tão abafado que era e, infelizmente, não conta com a vantagem de Roma de ter bicas de água gelada por todos os lados.

Mesmo morrendo de calor nós adoramos Veneza e já demonstramos esse amor na nossa chegada. Quando nosso trem (a lá Harry Potter) parou na estação e fomos descer, um de nós três (a ética e politica de amizade não me permite falar quem) beijou o chão da estação, óbvio que os outros dois morreram de rir assim que perceberam que o “apaixonado pela terra” havia sobrevivido.

Saímos da estação e já nos deparamos com uma linda vista da cidade; como tínhamos que esperar o guichê de passagens abrir para conferir a nossa volta para Bologna para ir até o aeroporto nós ficamos esperando por cerca de 30 minutos sentados nas escadas. Nesse tempo chegou um cara, John, americano que estava se formando na High School  e estava de férias em Veneza, pelo pouco que conversamos, ele nos contou que tinha se perdido de seus amigos, sua mochila e, até, dinheiro, que estava apenas com a roupa do corpo e procurando pela praia. Ele nos contou também, que estava por lá porque a mãe dele havia expulsado ele de casa e o pai dele falou um “foda-se” para ele.  Foi extremamente compreensível entender os motivos dos pais dele afinal o piá tava fedendo a bebida e a maconha, tanto que a cada palavra íamos um pouco para o lado, nos afastando. Ele perguntou sobre o Brasil e, bom,  fomos fugindo dele, lógico, (principalmente depois que ele perguntou se tínhamos “weed”) ele me pediu mais uma vez onde era a praia eu falei que não sabia mas que ele poderia perguntar no Centro de Informações Turísticas que estava na nossa frente, a esquerda, com isso ele me disse: Não, cara, isso é para outras pessoas… eu vou onde a vida me leva. Dito isso eu falei: Tudo bem, mas nós não… nós vamos conferir nossa passagem. Tchau e espero que encontre a praia e seus amigos! – não tinha dado o horário ainda mas nem precisou falar para os outros que tínhamos que sair dali.

Já na saída da estação de trem!

Já na saída da estação de trem!

Depois de conferir nossas passagens fomos fazer o tour pela cidade. Nos perdemos por Veneza e confesso ter sido bem interessante se perder por lá. No entanto em algum momento teríamos que ir nos pontos de maior interesse, então passamos a seguir pelas ruas principais para chegar até a ponte do Canal Principal, o mercado de peixes e produtos frescos, as gondolas e até a única praça da cidade (que é colossal) a Praça de São Marcos… ooh lugar enorme e bonito!

Ficamos por lá  um tempo, aproveitamos o lugar, tiramos fotos e fomos em busca do nosso real destino: a Igreja de San Barnaba.

Ouço vozes: ai que chato, só uma igreja e blá blá blá maaas é aí que você de engana, pequeno gafanhoto, não é apenas uma Igreja, não é só mais um monumento sagrado na Itália. Essa é a igreja que aparece em Indiana Jones e a Última Cruzada (aquela que o Indiana quebra o chão, descobre um túnel  e no fim da tomada ele sai de um bueiro na praça de frente para a Igreja). Refizemos os passos do nosso caçador de relíquias e ficamos extremamente desapontados quando não conseguimos entrar na Igreja devido a uma exposição sobre Da Vinci (humpf!), mas acontece, só estar lá e ver com os próprios olhos a igreja (que no filme é uma biblioteca) já foi legal.

Enquanto procurávamos a igreja tivemos que andar muito tempo, queríamos ter pegado o vaporeto e chegar lá

Barco que o Indiana Jones usa no filme!

Barco que o Indiana Jones usa no filme!

em menos de 5 minutos mas uns pequenos problemas atrapalharam e inviabilizaram essa nossa ideia. Tudo bem, andamos e conhecemos mais um pouco de Veneza.

Depois de ver a Ponte, as gondolas, a praça e a Igreja nosso tour pela cidade das águas estava terminado e, devido o calor, resolvemos voltar para a estação de trem. Paramos para descansar e comer alguma coisa numa praça com árvores e (finalmente) um pouco de sombra… acho que ficamos lá por uma hora e meia e depois continuamos a caminhar.

Chegamos na estação e ficamos por lá esperando nosso trem com retorno para Bologna para chegarmos até o aeroporto. Nesse mesmo trem sentou um velhinho do meu lado que, achando que eu era italiana, começou a conversar… falei que não entendia, ele, então, percebeu que eu não era dali mas que falava uma língua mais ou menos compreensível para ele começou a falar mais devagar e pausado para que eu pudesse entender… queria eu, não ter entendido… o velho era meio doido, a primeira pergunta era se eu acreditava em Voodoo… eu meio que ignorei mas ele continuou falando, falando e falando, coisas sem noção até perguntou porque eu estava em Veneza sem um namorado… respondi que meu namorado estava no Brasil, por isso não veio junto. Aí ele todo espertinho: mas você não achou nenhum veneziano para substituir? – Não precisa nem falar que fiquei puta com isso né e respondi com uma baita cara amarrada, de quem acaba da chupar limão – Não, não estava a procura disso. Agora com licença que quero ler meu livro!  Ele ficou tentando ler por cima do meu ombro e ai eu virei mais o kindle, impossibilitando ele de ler e assim que o trem parou eu mudei de lugar!

Eu e o Bispo na frente da Igreja de San Barnaba!

Eu e o Bispo na frente da Igreja de San Barnaba!

Meu amigo falou, assim que me viu: Cara, Thaisa… você só atrai gente louca!

Tive que rir e soltar um: Paciência, né!

Chegamos em Bologna por volta dos 20h e ficamos por lá até dar o horário do nosso transfer para o aeroporto.
No fim das contas, percebemos que Veneza, por mais que você se perca, é uma cidade para um dia… as coisas são muito caras, por ser bem turística, mas não é um lugar que vale a pena pegar hotel e dormir lá… pode até ser bonito mas se for fazer isso eu diria para que chegasse a tarde na cidade. Nós chegamos pela manhã e quando deu 13:30h já tínhamos visto tudo que a cidade oferecia e estávamos a caminho da estação e, sim, é uma cidade romântica, talvez tivesse sido mais legal ir em casalzinho pra ficar pingando mel por lá maaaas com o calor que estava, isso não daria muito certo (haha). Acredito que Veneza é um ótimo lugar para se ir no carnaval mesmo e daí, sim, ficar um ou dois dias para aproveitar as tradições de máscaras e fantasias da cidade. Falando em máscaras elas não são tão caras assim, achamos umas muito bonitas por 15EUR, mas como nossas mochilas (e até malas para volta ao Brasil tem pouco espaço) acabamos não comprando nenhuma para não quebrar mas ficamos na vontade.

 

Para ler sobre Roma e Florença clique aqui e aqui.

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