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Paris

12 jul

Por algum motivo, que não sei explicar qual, eu nunca me senti imensamente atraída por Paris, se eu não tivesse visitado a cidade, enquanto estava na Europa, era algo que não me deixaria tão triste assim. Felizmente, surgiu a oportunidade e eu fui conhecer a Cidade Luz.

Primeira coisa a se dizer da capital francesa: é linda! A cidade por si só te encanta, ela tem um ar de antigo eDSCF7450 clássico, com vasos de flor espalhados, feirinhas de rua, que faz qualquer um morrer de amores logo na chegada. Estando um pouco mais de tempo por lá você percebe alguns defeitos da cidade, obviamente, algumas ruas são sujas e o metrô é um labirinto (sério), no entanto, nem isso fará que você se “desapaixone” pela cidade.

Aquela historinha de que franceses são grossos quando falamos em inglês é balela… claro que você não pode chegar já falando inglês de cara com as pessoas da rua, isso é ser presunçoso, mas pedir um “com licença”  em francês e depois, se necessário, continuar em inglês já é o suficiente para eles sempre simpáticos e abrirem um sorriso ao dar informações.  Eu sei apenas uma frase em francês, qual minha irmã me ensinou antes de eu viajar, que é um “Desculpe eu não falo francês, você pode falar em inglês, por favor?”  e não precisei de mais nada para que as pessoas me tratassem super bem por lá. Não lembro de nenhuma grosseria dos parisienses para comigo!

Em Paris demos uma de rycos e dispensamos o hostel… ficamos mesmo em um hotel. Banheiro próprio, toalhas trocadas, quarto limpo, foi bacana e já que era a última viagem, nem o bolso não reclamou muito.

No primeiro dia que chegamos em Paris já decidimos que iriamos no Louvre… ai ai como seria bom ter mais tempo para andar por lá, ouvir as explicações certinhas e aproveitar mesmo o lugar.  No museu, de mais importante, visitamos os Apartamentos de Napoleão, Vênus de Milo, Código de Hamurabi e, não poderia deixar de ser: Monalisa. Aquela sala é lotada, quase impossível respirar de tanta gente, principalmente asiáticos que tiram fotos de todos os ângulos possíveis.

DSCF7543 Depois do Louvre fomos andando até a Bastilha e, no meio do caminho, fizemos umas paradas estratégicas na Pont D’Arts (aquela dos cadeados) e em Notredame… aaahh Notredame por que tão perfeita?

Em Notredame eu sumi  da vista de meus amigos por cerca de uns 40 minutos, isso porque eu encontrei um grupo de cegos e resolvi ir conversar com eles.

Meu namorado, Lucas, tem um certo preconceito por Paris e, depois de conhecer um pouco da cidade, eu senti vontade de mudar isso para que um dia ele queira ir para lá comigo. A maior reclamação dele é que nessas viagens, normalmente, se tem coisas para ver e nada para fazer sendo assim ele sai no prejuízo, então, ao ver um grupo tão grande fui lá perguntar sobre o roteiro deles, se era uma empresa ou o que… eles foram muito, muito simpáticos comigo, me deram várias dicas de lugares onde eu e o Lucas podemos ir, onde não é vantagem ir, onde há lugares legais para comer e várias outras coisas, achei eles muito atenciosos e gostei muito da conversa, principalmente porque no final eles falaram algo que achei muito válido: “não tenham medo de viajar porque, talvez, não tenha o que fazer no local. O local acaba sendo o de menos e você vindo aqui falar conosco por causa dele já fica claro que não tem como ser ruim, vocês farão coisas juntos e isso é o que importa”. Aah e teve uma coisa muito bonitinha que falaram sobre Paris ser a cidade do amor, mas só ser possível isso pelos casais que nem vou colocar aqui senão serei muito zoada haha. Me despedi do grupo e continuei com minha visita por Notredame que foi sensacional, aquele lugar é muito incrível, enorme, cheio de detalhes e extremamente bonito… até deu dó de sair de lá mas tínhamos que ir porque havia começado a missa e depois de um tempo estavam nos expulsando da igreja para não atrapalhar quem estava rezando.
Sem abatimentos seguimos caminho até a Bastilha e, admito, foi difícil imaginar toda uma revolução e um prédio tão grande no lugar onde, hoje, se encontra um obelisco.

No segundo dia fomos para Versalles e, deuses, quanta gente cabe naquelas salas, o lugar era muito lotado. DSCF7566Lindo e muito interessante mas cheio de gente. Nós não precisamos pagar nada para entrar porque erámos estudantes europeus e com visto para um ano, então entramos de graça na casa de Maria Antonieta. Visitamos o quarto da rainha e até o quarto do Rei Sol, o salão de bailes e a sala de jantar. Quando finalizamos a visita, umas 14h, voltamos para Paris e nossa primeira parada foi a Dama de Ferro francesa a Torre Eiffel. Em frente a Torre há vários jardins com arvores e tal o que resulta num ótimo lugar para se passar o final de semana e, de quebra, se tem uma linda vista. Subimos na Torre e vimos Paris do alto, de lá dá para ver vários monumentos da cidade, inclusive alguns que havíamos visitado e outros que ainda iriamos. Saímos da Torre em direção ao Arco do Triunfo, fomos a pé, para poder conhecer a cidade um pouco. Passamos no meio de uma manifestação egípcia e conhecemos a famosíssima Champs Elissés, a avenida mais famosa do mundo. É nessa avenida que se encontram as lojas mais caras de Paris (e do mundo) até pensamos em entrar em uma loja da Louis Vuiton para ver como era mas quando vimos que havia uma fila, enorme, para entrar na loja acabamos desistindo. Pegamos o metrô e fomos para St. German. Na St. German foi onde o grupo de cegos em Notre Dame falou que haviam coisas boas e baratas para comer, havíamos lido isso em blogs antes e também porque era do ladinho de Sorbonne e eu estava querendo muito conhecer a Universidade.

Chegamos lá e nos deparamos com um paraíso para turistas, lojas baratas, comidas baratas e tudo muito agitado (bairro universitário). Achamos um restaurante legal e decidimos que almoçaríamos nele no dia seguinte. Ter ido até lá foi legal porque além disso tudo meus amigos encontraram CD’s que eles estava procurando a muito tempo e ficaram super felizes.

Esgotados voltamos para o hotel e pedimos, num restaurante ao lado do hotel, um balde de frango para comer, hahaha só a gente para dar uma de ogros na cidade mais chique do mundo. Mas, vocês me perdoem, porque aquilo estava muito bom e durante a trucidação do jantar houve até umas revelações entre amigos lá, foi divertido.

Nosso último dia em Paris ficou reservado para Montmartre, fomos na Sacre Cor, Moulin Rouge e no café da DSCF7645Amélie Poulain. Depois disso fomos almoçar onde havíamos nos programado (aqui ocorreu algo interessante com troca de pratos mas tentarei fazer um post só para isso depois).  Depois do almoço, com tempo ainda fomos até o local onde gravaram uma cena do filme Origem (aquela do café explodindo) e, sem querer, nos encontramos na praça onde foi gravada a cena inicial do filme Fim dos Tempos, após isso pegamos o metrô e fizemos nossa última parada num mirante que dava para a Torre, onde foram gravadas algumas cenas de Amélie Poulain.

Visitamos alguns outros lugares em Paris, mas esses se destacaram porque foram os mais marcantes… voltando para Porto decidimos que sentiremos saudades dessas aventuras vividas.

Por mais linda que Paris tenha sido, por mais especial e divertida que tenha sido a viagem com amigos e tudo o mais… na cidade do amor, o que fez falta mesmo não foram os amigos. Tanto eu, quanto o Victor e o Bispo falávamos a todo momento das pessoas que queríamos que estivesse ali conosco. Victor não deixou de pensar, e de falar, nem um segundo na namorada Laís (de tanto falar dela acabou que eu e o Bispo criamos um afeto especial pela morena) na mãe (que já visitou a cidade) no pai, que se impressionaria com tanta coisa bonita no mesmo lugar e na irmã que ele queria ter levado junto. O Bispo levou uma camisa do Corinthians para lembrar dos pai, mandava mensagens, querendo contar tudo, para a mãe a todo o momento e procurava, incansavelmente, alguma coisa que a irmã fosse gostar, me fez ir até a Sephora escolher algumas coisas para a amiga dele e falava o quanto ela ficaria feliz em receber.  Eu… aah eu não posso falar de mim mesma, quem precisa me entregar são os meninos, mas lembro que, mais de uma vez eu disse que se minha irmã estivesse lá não teríamos dificuldades linguísticas, que meus pais ficariam locões em Versalles e Louvre, que minha outra irmã iria fazer cara de nojo pro Scargot e ia ficar toda encantada pelas gárgulas de Notredame e, por último mas não menos importante, falava constantemente que era muito irônico eu estar na cidade do amor sem o meu, por vezes tive vontade de buscar o Lucas nadando só pra quebrar a ironia (hehe).
Aaah a última viagem pela Europa foi muito boa, sem imprevistos, sem brigas e sem contratempos; foi a maneira ideal de fechar esse intercambio.

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