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Arquivo da categoria: Desventuras em Série, na Europa

Coco au vin

Sei que, aparentemente, este blog esta sendo deixado de lado e bom, vocês até que tem razão, eu deixei de escrever aqui por um tempo considerável. Ainda não garanto periodicidade mas tentarei fazer com que as atualizações sejam mais frequentes.

Lembro que estou devendo para vocês a história do Coco au vin que experimentamos na França… bom, esta na hora de contar essa peripécia.

Eu e meus dois amigos decidimos que, pelo menos um dia, comeríamos muito bem… isso foi decidido no inicio da viagem, no entanto, as coisas foram se complicando e tivemos uns imprevistos e nossa grana encurtou. Para tanto tiramos, a principio, o “comer bem” dos objetivos principais.

Fomos visitar Versailles  e apresentamos nosso passaporte. Nosso visto era de um ano o que nos caracterizava moradores europeus e por isso nossa entrada no Palácio (que custaria 16EUR) saiu completamente de graça.  Já que a sorte soprou a nosso favor o “comer bem” entrou, novamente, na lista.

Encontramos um restaurante que servia, entrada, prato principal e sobremesa por 17EUR e decidimos por ele mesmo.

Eu já havia me decidido que iria comer Scargot e Crème brûlée e como prato principal escolhi pato ao molho de laranja.

Meus amigos foram escolher os seus respectivos pratos, o amigo 2 estava em dúvida sobre a entrada, aí eu, metida como de costume, escolhi o prato pra ele mas esse mesmo amigo quis se adiantar e pediu a bebida. Uma coca.

O garcom que estava com a cabeça nos pratos principais repetiu rapidamente

Coco au vin. Meu amigo não entendeu e então começou a bagunça. Eles não tinham ouvido a parte do “au vin” então meu outro amigo falou:  Coke… é a coca, pode pedir.
Eu com um pé atrás perguntei: Vocês tem certeza?

Amigo 1 – Aah é a coca sim, ela tava no celular nem ouviu, pode pedir cara, é isso mesmo
Amigo 2 – Oui, coke!

Eu: Gente, não sei não…. Mas tá bom.

 

Esperamos ansiosos por nossas comidas, chegou as entradas e foi uma alegria só, todas deliciosas.

Então era a vez dos pratos principais, a minha e do amigo 1 vieram certinhas, mas tivemos uma surpresa quando era a vez do amigo 2 . Ele havia pedido Pato, assim como eu , mas recebeu coco au vin.

Lembram da confusão com a coca? Então, o garçom achou que o menino estava mudando o prato principal e não pedindo a bebida então,no lugar do pato ele recebeu coco au vin. O problema é que esse meu amigo detesta o tipo de carne do coco au vin; carne com molhos e feita na panela não é bem o estilo dele o que fez com que comesse tudo que tinha no prato menos a carne.

Quando, já no fim do almoço, o garçom percebeu que o piá não tinha comido, chegou ao lado dele e começou a explicar a carne, o preparo etc. aproveitou o embalo e cortou toda a carne para ele, já que pensou que o motivo de não ter comido era por não saber cortar. Eu e meu outro amigo nos encaramos e começamos a rir um monte, enquanto viámos a cara de desespero que nosso amigo fez, como se pedisse socorro.

Ele nos olhava e falava: eu não gosto dessa carne, o que eu faço?

Sacaneamos o quanto a gente pode, falamos que ele teria que comer e tudo mais, mas aí ficamos com dó e, solidários, eu e o outro pegamos nossos garfos e, assim que o garçom virou, cada um espetou um pedaço de carne e comeu, para acabar de uma vez com o dilema da carne.

Chegou a vez da sobremesa e meu amigo estava tão desiludido com o almoço que falou que como eu acertei na entrada talvez acertasse na cobremesa também e deixou que eu escolhesse a sobremesa para ele.  Sem querer me gabar mas foi a melhor decisão que ele tomou, afinal escolhi uma torta de maçã transbordando de chantilly totalmente deliciosa o que, segundo ele, minhas escolhas foram a salvação do almoço!

 

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Voltei

Bom, já estava mais do que na hora de escrever para esse Blog novamente.

Hoje fazem 15 dias que estou de volta no Brasil e admito que a sensação de desembarcar aqui foi muito gostosa. Por todas as pessoas que passei, desde controle de passaporte, fui recebida com um sorriso.

Antes de contar como esta sendo os meus dias vamos voltar para quando eu estava em Lisboa.

Fiquei em um hostel por dois dias antes de voltar para o Brasil mas minhas malas ficaram na casa de um

No Castelo de São Jorge

No Castelo de São Jorge

amigo que me ajudou a chegar até o aeroporto. No penúltimo dia eu acabei não fazendo nada, era o dia que tínhamos voltado de Paris então só tomei um banho e fiquei no computador o resto do dia porque estava muito cansada. Meu último dia eu sai passear. Fui no Castelo de São Jorge, visitei a Torre de Ulisses, a pedido de um amigo meu, fui a Belém, comi mais um pastelzinho e passei, praticamente, o dia todo atrás de um Queijo da Serra da Estrela para trazer, para que meu namorado e família pudessem provar uma das 9 maravilhas gastronômicas de Portugal.

No dia 10 de julho, meu namorado as 5 da manhã em Lisboa (01:00h em Curitiba) me mandava infinitas dm’s  no twitter para que eu acordasse e não perdesse a hora de voltar para casa. Eu estava extremamente ansiosa então obviamente não perdi a hora. Levantei, tomei um banho e coloquei a roupa com a qual voltaria para o Brasil, peguei todas as minhas coisas no hostel e fui até a casa do meu amigo pegar minhas malas. As 06:20h da manhã o taxista com quem havíamos combinado estava na porta de casa para me pegar e levar até o aeroporto. Chegamos lá umas 06:40h fui até um guichê da Safe Bag e mandei enrolar minhas duas malas, depois disso me dirigi ao balcão da TAP e fiz meu check-in. Minhas duas malas, juntas, deram apenas 42kg… me achei super compacta quando vi isso e até recebi um elogio da moça da companhia aérea pela praticidade (haha).

Embarquei e meu voo decolou as 09:20h, infelizmente eu nem vi a decolagem eu simplesmente apaguei no meu assento e só acordei cerca de 2h depois… paciência.

O voo foi lento mas bem tranquilo e chegamos no Rio de Janeiro no horário correto. Teoricamente meu voo sairia as 21:45h do Rio e chegaria em Cwb as 23:06h maaaaas o que eu não esperava é que eles

Último dia em Lisboa: se eu perdesse o voo ia nadando!

Último dia em Lisboa: se eu perdesse o voo ia nadando!

cancelassem o voo das 21:45h e não me informassem disso quando eu fui tentar fazer o Check-in, resultado: deu merda. Perdi o voo das 19:40h para Cwb (novo voo) e se não houvesse outro teria que dormir por lá mesmo. Desesperada fui atrás dos funcionários da Gol e eles me deram uma desculpinha lixo o que me deixou extremamente revoltada. O suficiente para começar a dar “piti” no meio do aeroporto falando do descaso da companhia com o cliente. Nisso chega para resolver meu problema uma mulher muito bem educada que disse que daria um jeito; mais calma eu aguardei a solução prometida. Eram 20h e ela conseguiu me encaixar num voo da TAM das 20:30h; aí foi aquela correria pelo aeroporto para despachar mala pela TAM, fazer check-in, passagem nova etc. O problema foi que eles queriam que eu pagasse o excesso de bagagem; até fui na fila e tudo mas devido o horário chegou um policial agarrou meu braço e falou: Maia? Curitiba?. Fiz que sim com a cabeça e ele pediu para que eu o acompanhasse, fomos num guichê separado ele me entregou uma passagem, indicou onde era a entrada na segurança e disse:

–       Moça, dá uma corrida que só falta você no voo. Vou passar rádio para a segurança eles não vão te atrasar. Se tiver notebook avise onde está mas não precisa tirar.

Saí correndo pelo aeroporto até o local indicado e  quando cheguei uma moça me chamou e mandou eu colocar as coisas na esteira mas nem precisei tirar o computador. Só avisei onde estava e tudo bem. Ela apontou para onde eu deveria seguir e corri mais uma vez para o portão de embarque. Os funcionários que estavam lá mandaram eu seguir pela rampa que teria uma van esperando por mim, que me levaria até o avião. Corri, mais uma vez; cheguei na van e fomos para o avião, embarquei  e aí decolamos.

Não consegui avisar ninguém que chegaria antes então assim que pisei em Curitiba fui pegar minha bagagem mas antes, ainda, achei um telefone publico e liguei para meu pai, pedindo que ele avisasse minhas irmãs que eu já estava no aeroporto e tudo mais.

Meu bolo!

Meu bolo!

Fui para a entrada do aeroporto e fiquei esperando por eles lá (confesso que queria ter tido a sensação de eles esperando por mim na saída dos voos e tal maaaas não foi desta vez =/). Felizmente eles resolveram sair de casa um pouco antes e eu tive que esperar apenas uns 10 minutos. Obviamente que eles acharam que meu pai tava sacaneando e eu não tinha chegado coisa nenhuma, mas ainda bem que resolveram ir na entrada do aeroporto tirar a dúvida haha. Depois de abraçar todos pegamos minhas malas e fomos para o carro e, enfim, cheguei em casa.  Eles haviam preparado uma festinha de recepção para mim que achei a coisa mais fofa do mundo e tinha, inclusive, um bolo em formato de Pokebola!

Aconteceram muitas coisas nessas duas semanas,  desde minha chegada, algumas boas e outras péssimas, mas que não cabem nesse post e por isso o Caracol ficou um pouquinho desatualizado, peço desculpas.

Eu ainda não sei como farei com o Blog, espero poder retomar a rotina dele em breve mas não vou prometer isso, por enquanto.  Vou ir publicando nele coisas que eu ache interessantes e que eu acho que vocês vão gostar mas ainda não me decidi se mantenho as sessões anteriores ou se faço algumas mudanças por aqui… veremos.

Agora só me resta agradecer de coração o apoio que recebi de todo mundo e a torcida que andaram fazendo para que tudo desse certo. Obrigada por terem acompanhado minhas histórias e, desta forma, compartilhado uma experiência tão importante na minha vida.
Meu namorado, Lucas, em todas as viagens que fizemos ele disse que estava saindo para conhecer o mundo e deu um lema para essas ocasiões: Thata, de Bituruna, para o mundo.  Sim, foi para o mundo e foi ótimo ter conhecido tantas coisas, mas por mais que legal que tenha sido tudo, por mais que o mundo tenha, ainda, tanto a oferecer e mesmo eu me apaixonando por tantos lugares (e querendo voltar) there’s no place like home.

 

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Paris

Por algum motivo, que não sei explicar qual, eu nunca me senti imensamente atraída por Paris, se eu não tivesse visitado a cidade, enquanto estava na Europa, era algo que não me deixaria tão triste assim. Felizmente, surgiu a oportunidade e eu fui conhecer a Cidade Luz.

Primeira coisa a se dizer da capital francesa: é linda! A cidade por si só te encanta, ela tem um ar de antigo eDSCF7450 clássico, com vasos de flor espalhados, feirinhas de rua, que faz qualquer um morrer de amores logo na chegada. Estando um pouco mais de tempo por lá você percebe alguns defeitos da cidade, obviamente, algumas ruas são sujas e o metrô é um labirinto (sério), no entanto, nem isso fará que você se “desapaixone” pela cidade.

Aquela historinha de que franceses são grossos quando falamos em inglês é balela… claro que você não pode chegar já falando inglês de cara com as pessoas da rua, isso é ser presunçoso, mas pedir um “com licença”  em francês e depois, se necessário, continuar em inglês já é o suficiente para eles sempre simpáticos e abrirem um sorriso ao dar informações.  Eu sei apenas uma frase em francês, qual minha irmã me ensinou antes de eu viajar, que é um “Desculpe eu não falo francês, você pode falar em inglês, por favor?”  e não precisei de mais nada para que as pessoas me tratassem super bem por lá. Não lembro de nenhuma grosseria dos parisienses para comigo!

Em Paris demos uma de rycos e dispensamos o hostel… ficamos mesmo em um hotel. Banheiro próprio, toalhas trocadas, quarto limpo, foi bacana e já que era a última viagem, nem o bolso não reclamou muito.

No primeiro dia que chegamos em Paris já decidimos que iriamos no Louvre… ai ai como seria bom ter mais tempo para andar por lá, ouvir as explicações certinhas e aproveitar mesmo o lugar.  No museu, de mais importante, visitamos os Apartamentos de Napoleão, Vênus de Milo, Código de Hamurabi e, não poderia deixar de ser: Monalisa. Aquela sala é lotada, quase impossível respirar de tanta gente, principalmente asiáticos que tiram fotos de todos os ângulos possíveis.

DSCF7543 Depois do Louvre fomos andando até a Bastilha e, no meio do caminho, fizemos umas paradas estratégicas na Pont D’Arts (aquela dos cadeados) e em Notredame… aaahh Notredame por que tão perfeita?

Em Notredame eu sumi  da vista de meus amigos por cerca de uns 40 minutos, isso porque eu encontrei um grupo de cegos e resolvi ir conversar com eles.

Meu namorado, Lucas, tem um certo preconceito por Paris e, depois de conhecer um pouco da cidade, eu senti vontade de mudar isso para que um dia ele queira ir para lá comigo. A maior reclamação dele é que nessas viagens, normalmente, se tem coisas para ver e nada para fazer sendo assim ele sai no prejuízo, então, ao ver um grupo tão grande fui lá perguntar sobre o roteiro deles, se era uma empresa ou o que… eles foram muito, muito simpáticos comigo, me deram várias dicas de lugares onde eu e o Lucas podemos ir, onde não é vantagem ir, onde há lugares legais para comer e várias outras coisas, achei eles muito atenciosos e gostei muito da conversa, principalmente porque no final eles falaram algo que achei muito válido: “não tenham medo de viajar porque, talvez, não tenha o que fazer no local. O local acaba sendo o de menos e você vindo aqui falar conosco por causa dele já fica claro que não tem como ser ruim, vocês farão coisas juntos e isso é o que importa”. Aah e teve uma coisa muito bonitinha que falaram sobre Paris ser a cidade do amor, mas só ser possível isso pelos casais que nem vou colocar aqui senão serei muito zoada haha. Me despedi do grupo e continuei com minha visita por Notredame que foi sensacional, aquele lugar é muito incrível, enorme, cheio de detalhes e extremamente bonito… até deu dó de sair de lá mas tínhamos que ir porque havia começado a missa e depois de um tempo estavam nos expulsando da igreja para não atrapalhar quem estava rezando.
Sem abatimentos seguimos caminho até a Bastilha e, admito, foi difícil imaginar toda uma revolução e um prédio tão grande no lugar onde, hoje, se encontra um obelisco.

No segundo dia fomos para Versalles e, deuses, quanta gente cabe naquelas salas, o lugar era muito lotado. DSCF7566Lindo e muito interessante mas cheio de gente. Nós não precisamos pagar nada para entrar porque erámos estudantes europeus e com visto para um ano, então entramos de graça na casa de Maria Antonieta. Visitamos o quarto da rainha e até o quarto do Rei Sol, o salão de bailes e a sala de jantar. Quando finalizamos a visita, umas 14h, voltamos para Paris e nossa primeira parada foi a Dama de Ferro francesa a Torre Eiffel. Em frente a Torre há vários jardins com arvores e tal o que resulta num ótimo lugar para se passar o final de semana e, de quebra, se tem uma linda vista. Subimos na Torre e vimos Paris do alto, de lá dá para ver vários monumentos da cidade, inclusive alguns que havíamos visitado e outros que ainda iriamos. Saímos da Torre em direção ao Arco do Triunfo, fomos a pé, para poder conhecer a cidade um pouco. Passamos no meio de uma manifestação egípcia e conhecemos a famosíssima Champs Elissés, a avenida mais famosa do mundo. É nessa avenida que se encontram as lojas mais caras de Paris (e do mundo) até pensamos em entrar em uma loja da Louis Vuiton para ver como era mas quando vimos que havia uma fila, enorme, para entrar na loja acabamos desistindo. Pegamos o metrô e fomos para St. German. Na St. German foi onde o grupo de cegos em Notre Dame falou que haviam coisas boas e baratas para comer, havíamos lido isso em blogs antes e também porque era do ladinho de Sorbonne e eu estava querendo muito conhecer a Universidade.

Chegamos lá e nos deparamos com um paraíso para turistas, lojas baratas, comidas baratas e tudo muito agitado (bairro universitário). Achamos um restaurante legal e decidimos que almoçaríamos nele no dia seguinte. Ter ido até lá foi legal porque além disso tudo meus amigos encontraram CD’s que eles estava procurando a muito tempo e ficaram super felizes.

Esgotados voltamos para o hotel e pedimos, num restaurante ao lado do hotel, um balde de frango para comer, hahaha só a gente para dar uma de ogros na cidade mais chique do mundo. Mas, vocês me perdoem, porque aquilo estava muito bom e durante a trucidação do jantar houve até umas revelações entre amigos lá, foi divertido.

Nosso último dia em Paris ficou reservado para Montmartre, fomos na Sacre Cor, Moulin Rouge e no café da DSCF7645Amélie Poulain. Depois disso fomos almoçar onde havíamos nos programado (aqui ocorreu algo interessante com troca de pratos mas tentarei fazer um post só para isso depois).  Depois do almoço, com tempo ainda fomos até o local onde gravaram uma cena do filme Origem (aquela do café explodindo) e, sem querer, nos encontramos na praça onde foi gravada a cena inicial do filme Fim dos Tempos, após isso pegamos o metrô e fizemos nossa última parada num mirante que dava para a Torre, onde foram gravadas algumas cenas de Amélie Poulain.

Visitamos alguns outros lugares em Paris, mas esses se destacaram porque foram os mais marcantes… voltando para Porto decidimos que sentiremos saudades dessas aventuras vividas.

Por mais linda que Paris tenha sido, por mais especial e divertida que tenha sido a viagem com amigos e tudo o mais… na cidade do amor, o que fez falta mesmo não foram os amigos. Tanto eu, quanto o Victor e o Bispo falávamos a todo momento das pessoas que queríamos que estivesse ali conosco. Victor não deixou de pensar, e de falar, nem um segundo na namorada Laís (de tanto falar dela acabou que eu e o Bispo criamos um afeto especial pela morena) na mãe (que já visitou a cidade) no pai, que se impressionaria com tanta coisa bonita no mesmo lugar e na irmã que ele queria ter levado junto. O Bispo levou uma camisa do Corinthians para lembrar dos pai, mandava mensagens, querendo contar tudo, para a mãe a todo o momento e procurava, incansavelmente, alguma coisa que a irmã fosse gostar, me fez ir até a Sephora escolher algumas coisas para a amiga dele e falava o quanto ela ficaria feliz em receber.  Eu… aah eu não posso falar de mim mesma, quem precisa me entregar são os meninos, mas lembro que, mais de uma vez eu disse que se minha irmã estivesse lá não teríamos dificuldades linguísticas, que meus pais ficariam locões em Versalles e Louvre, que minha outra irmã iria fazer cara de nojo pro Scargot e ia ficar toda encantada pelas gárgulas de Notredame e, por último mas não menos importante, falava constantemente que era muito irônico eu estar na cidade do amor sem o meu, por vezes tive vontade de buscar o Lucas nadando só pra quebrar a ironia (hehe).
Aaah a última viagem pela Europa foi muito boa, sem imprevistos, sem brigas e sem contratempos; foi a maneira ideal de fechar esse intercambio.

 

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Amsterdam

Ontem eu voltei da  minha última viagem, nesse intercambio, pela Europa. Conheci Amsterdam e Paris e foram experiências muito legais.

Em Amsterdam eu e meus amigos ficamos em um hostel meio zoado… mas era só por uma noite mesmo então tá valendo. Nós tínhamos que subir cinco andares de escadas para alcançar o nosso quarto porque não tinha elevador e dividimos o local com mais 15 pessoas. Nossa vantagem é que ficamos bem no centro da cidade e do lado da rua mais famosa de Amsterdam… a Red Light.

Uma coisa que acho legal fazer aqui na Europa, quando visito diferentes cidades, é passear com o Walking Nos canais de AmsterdamTour, os guias vão passando por pontos chaves da cidade e os explicando, aí você conhece os lugares, a história e aproveita para se ambientalizar na cidade mesmo.  Depois de comer (acho que) o melhor hambúrguer que já comi (no Burger Bar) eu e os meninos fomos até o ponto de encontro do Walking Tour, nossa guia foi uma guria bem alternativa e achei ela querida e boa na condução do grupo. Meus amigos não gostaram dela, tanto que, depois, surgiram alguns comentários a respeito da menina, mas, gosto, amor e cor não se discute. Terminado o tour fomos conhecer alguns outros lugares por onde não passamos e, também, ficar zanzando pela cidade.

Amsterdam, realmente, tem cheiro de maconha. Passando na frente de alguns coffee shops então é fácil identificar, há meninas em vitrine o dia todo mas a noite parece que elas brotam do chão e algumas delas são extremamente bonitas que você se pergunta o que é que ela está fazendo naquela vitrine, outras são feias, feias mesmo, que você também se pergunta o que elas fazem na vitrine (haha). No nosso segundo, e último, dia em Amsterdam, após um leve conflito pela manhã devido a atrasos, fomos até a Museumplein que é onde está o famoso letreiro de “I amsterdam”… impossível tirar uma foto que preste lá, muita gente e muito mais pessoas sem semancol. O único horário que poderia ter saído uma foto boa, meu amigo, no lugar de tirar foto, gravou (o comando estava errado na câmera)… paciência né… acontece nas melhores famílias, pelo menos eu tenho um vídeo no letreiro haha.

Por mais que Amsterdam seja o lugar ideal para se ficar doidão e tal nós não fizemos isso, nem chegamos DSCF7309perto, na verdade, e não senti falta. Aquele lugar é estranhamente acolhedor e aproveitei o tempo lá para andar de bicicleta e aproveitar a cidade por si só. Fui numa loja de queijos e provei queijos muito, muito bons mesmo, comi muito bem Amsterdam, para ser sincera. Fomos até uma feirinha que rua e lá haviam muitas coisas legais e super baratas (Waterloo Market, se não me engano) aah se eu não estivesse viajando de ryanair eu teria dado bastante lucro para aqueles vendedores haha. Uma das coisas que mais me encantou em Amsterdam, no entanto, foi a biblioteca. É um prédio gigante só para isso, tem CD’s, DVD’s e, obviamente, livros, centenas e mais centenas de livros divididos por especialidades, há sofás por todos os lados para sentar e ler, computadores (Mac) para fazer pesquisas, ler na internet ou apenas ficar na internet e, pra ajudar mais um pouco, do último andar na biblioteca você tem uma vista panorâmica gratuita da cidade. Confesso que ao entrar na biblioteca de Amsterdam senti uma ponta de inveja de tudo aquilo e vontade de ficar por lá mesmo.

Ainda em Amsterdam enquanto andávamos de bicicleta bateu uma puta saudade de ninguém mais ninguém menos que o lindíssimo do Lucas e, por mais doido que possa parecer, das minhas duas irmãs. Do Lucas os motivos são óbvios, eu queria que ele estivesse ali comigo… tem bicicleta para duas pessoas por lá e quando

Andando de bicicleta no VondelPark

Andando de bicicleta no VondelPark

pudermos viajar juntos para Amsterdam com certeza ela estará no roteiro (até gravei um vídeo todo cuti para ele mas não consigo enviar). Mas lembrei das minhas irmãs porque, quando eu era criança, meus pais resolveram nos colocar numa daquelas bicicletas de carrinho, para mais pessoas… eu fui na cestinha (haha) minhas irmãs pedalavam e guiavam até a hora que eu, me mexendo naquela cestinha feito uma lagartixa, bloqueei a visão de todo mundo e nosso carrinho foi direto para um barranco…. eu só lembro de eu berrando, esperneando e agarrando o pescoço do meu pai loucamente para que ele me salvasse da morte certa (leia-se um joelho ralado). Na hora foi desesperador mas lembrando agora…. foi engraçado e achei que seria legal se elas estivessem em Amsterdam e mais legal ainda se uma de nós levasse um tombo durante o passeio, só pra dar risada.

Quando deu umas 22h pegamos um trem para ir até o ponto onde teríamos que pegar o ônibus para Paris. Chegamos no local o ônibus ainda não tinha chegado, esperamos um pouco e resolvemos perguntar para um casal, que pegaram o mesmo trem, se eles sabiam se era ali mesmo e tal. Nossa surpresa foi quando o moço, extremamente animado e simpático nos disse:

–       Nós não sabemos, estávamos seguindo vocês! Ouvimos vocês falando Paris e, bom, vocês são três…. achamos que sabiam para onde ir então os acompanhamos.

Hahahahaha a gente deu muita risada com isso. Mas aí pedi para ver o endereço que eles tinham… era o

Na MuseumPlein

Na MuseumPlein

mesmo que o nosso então ficamos tranquilos… para ficar ainda mais de boa fui até um lugar onde haviam vários ônibus estacionados e lá estava o nosso para Paris, voltei e falei, alegremente, para o casal.

–       Nosso ônibus está lá e já podemos entrar. Vamos!

Eles agradeceram e fomos até o ônibus, não falamos mais com os dois, mas foi muito divertido descobrir que estávamos, de certa forma, seguindo uns aos outros.

Depois disso foram umas 9h de viagem até a Cidade Luz, mas aí já fica para o próximo post.

 

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Veneza

Vamos, então ao último destino da Itália: Veneza!

Aah que cidade… linda, elegante, apaixonante e o inferno na terra de tão quente. Deuses, quem foi a alma criativa que idealizou Veneza? Por que, sério, me diz porque impossibilitar a circulação de ar na cidade inteira? Credo, nem uma brisa!

Veneza tem umas ruazinhas extremamente apertadas, com prédios por todos os lados, prédios altos e

Ruas apertadas em Veneza

Ruas apertadas em Veneza

nenhuma brechinha entre eles para possibilitar a circulação do ar resultando em um clima extremamente abafado no verão. Desculpem-me a expressão mas suávamos como porcos no matadouro de tão abafado que era e, infelizmente, não conta com a vantagem de Roma de ter bicas de água gelada por todos os lados.

Mesmo morrendo de calor nós adoramos Veneza e já demonstramos esse amor na nossa chegada. Quando nosso trem (a lá Harry Potter) parou na estação e fomos descer, um de nós três (a ética e politica de amizade não me permite falar quem) beijou o chão da estação, óbvio que os outros dois morreram de rir assim que perceberam que o “apaixonado pela terra” havia sobrevivido.

Saímos da estação e já nos deparamos com uma linda vista da cidade; como tínhamos que esperar o guichê de passagens abrir para conferir a nossa volta para Bologna para ir até o aeroporto nós ficamos esperando por cerca de 30 minutos sentados nas escadas. Nesse tempo chegou um cara, John, americano que estava se formando na High School  e estava de férias em Veneza, pelo pouco que conversamos, ele nos contou que tinha se perdido de seus amigos, sua mochila e, até, dinheiro, que estava apenas com a roupa do corpo e procurando pela praia. Ele nos contou também, que estava por lá porque a mãe dele havia expulsado ele de casa e o pai dele falou um “foda-se” para ele.  Foi extremamente compreensível entender os motivos dos pais dele afinal o piá tava fedendo a bebida e a maconha, tanto que a cada palavra íamos um pouco para o lado, nos afastando. Ele perguntou sobre o Brasil e, bom,  fomos fugindo dele, lógico, (principalmente depois que ele perguntou se tínhamos “weed”) ele me pediu mais uma vez onde era a praia eu falei que não sabia mas que ele poderia perguntar no Centro de Informações Turísticas que estava na nossa frente, a esquerda, com isso ele me disse: Não, cara, isso é para outras pessoas… eu vou onde a vida me leva. Dito isso eu falei: Tudo bem, mas nós não… nós vamos conferir nossa passagem. Tchau e espero que encontre a praia e seus amigos! – não tinha dado o horário ainda mas nem precisou falar para os outros que tínhamos que sair dali.

Já na saída da estação de trem!

Já na saída da estação de trem!

Depois de conferir nossas passagens fomos fazer o tour pela cidade. Nos perdemos por Veneza e confesso ter sido bem interessante se perder por lá. No entanto em algum momento teríamos que ir nos pontos de maior interesse, então passamos a seguir pelas ruas principais para chegar até a ponte do Canal Principal, o mercado de peixes e produtos frescos, as gondolas e até a única praça da cidade (que é colossal) a Praça de São Marcos… ooh lugar enorme e bonito!

Ficamos por lá  um tempo, aproveitamos o lugar, tiramos fotos e fomos em busca do nosso real destino: a Igreja de San Barnaba.

Ouço vozes: ai que chato, só uma igreja e blá blá blá maaas é aí que você de engana, pequeno gafanhoto, não é apenas uma Igreja, não é só mais um monumento sagrado na Itália. Essa é a igreja que aparece em Indiana Jones e a Última Cruzada (aquela que o Indiana quebra o chão, descobre um túnel  e no fim da tomada ele sai de um bueiro na praça de frente para a Igreja). Refizemos os passos do nosso caçador de relíquias e ficamos extremamente desapontados quando não conseguimos entrar na Igreja devido a uma exposição sobre Da Vinci (humpf!), mas acontece, só estar lá e ver com os próprios olhos a igreja (que no filme é uma biblioteca) já foi legal.

Enquanto procurávamos a igreja tivemos que andar muito tempo, queríamos ter pegado o vaporeto e chegar lá

Barco que o Indiana Jones usa no filme!

Barco que o Indiana Jones usa no filme!

em menos de 5 minutos mas uns pequenos problemas atrapalharam e inviabilizaram essa nossa ideia. Tudo bem, andamos e conhecemos mais um pouco de Veneza.

Depois de ver a Ponte, as gondolas, a praça e a Igreja nosso tour pela cidade das águas estava terminado e, devido o calor, resolvemos voltar para a estação de trem. Paramos para descansar e comer alguma coisa numa praça com árvores e (finalmente) um pouco de sombra… acho que ficamos lá por uma hora e meia e depois continuamos a caminhar.

Chegamos na estação e ficamos por lá esperando nosso trem com retorno para Bologna para chegarmos até o aeroporto. Nesse mesmo trem sentou um velhinho do meu lado que, achando que eu era italiana, começou a conversar… falei que não entendia, ele, então, percebeu que eu não era dali mas que falava uma língua mais ou menos compreensível para ele começou a falar mais devagar e pausado para que eu pudesse entender… queria eu, não ter entendido… o velho era meio doido, a primeira pergunta era se eu acreditava em Voodoo… eu meio que ignorei mas ele continuou falando, falando e falando, coisas sem noção até perguntou porque eu estava em Veneza sem um namorado… respondi que meu namorado estava no Brasil, por isso não veio junto. Aí ele todo espertinho: mas você não achou nenhum veneziano para substituir? – Não precisa nem falar que fiquei puta com isso né e respondi com uma baita cara amarrada, de quem acaba da chupar limão – Não, não estava a procura disso. Agora com licença que quero ler meu livro!  Ele ficou tentando ler por cima do meu ombro e ai eu virei mais o kindle, impossibilitando ele de ler e assim que o trem parou eu mudei de lugar!

Eu e o Bispo na frente da Igreja de San Barnaba!

Eu e o Bispo na frente da Igreja de San Barnaba!

Meu amigo falou, assim que me viu: Cara, Thaisa… você só atrai gente louca!

Tive que rir e soltar um: Paciência, né!

Chegamos em Bologna por volta dos 20h e ficamos por lá até dar o horário do nosso transfer para o aeroporto.
No fim das contas, percebemos que Veneza, por mais que você se perca, é uma cidade para um dia… as coisas são muito caras, por ser bem turística, mas não é um lugar que vale a pena pegar hotel e dormir lá… pode até ser bonito mas se for fazer isso eu diria para que chegasse a tarde na cidade. Nós chegamos pela manhã e quando deu 13:30h já tínhamos visto tudo que a cidade oferecia e estávamos a caminho da estação e, sim, é uma cidade romântica, talvez tivesse sido mais legal ir em casalzinho pra ficar pingando mel por lá maaaas com o calor que estava, isso não daria muito certo (haha). Acredito que Veneza é um ótimo lugar para se ir no carnaval mesmo e daí, sim, ficar um ou dois dias para aproveitar as tradições de máscaras e fantasias da cidade. Falando em máscaras elas não são tão caras assim, achamos umas muito bonitas por 15EUR, mas como nossas mochilas (e até malas para volta ao Brasil tem pouco espaço) acabamos não comprando nenhuma para não quebrar mas ficamos na vontade.

 

Para ler sobre Roma e Florença clique aqui e aqui.

 

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