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Paris

Por algum motivo, que não sei explicar qual, eu nunca me senti imensamente atraída por Paris, se eu não tivesse visitado a cidade, enquanto estava na Europa, era algo que não me deixaria tão triste assim. Felizmente, surgiu a oportunidade e eu fui conhecer a Cidade Luz.

Primeira coisa a se dizer da capital francesa: é linda! A cidade por si só te encanta, ela tem um ar de antigo eDSCF7450 clássico, com vasos de flor espalhados, feirinhas de rua, que faz qualquer um morrer de amores logo na chegada. Estando um pouco mais de tempo por lá você percebe alguns defeitos da cidade, obviamente, algumas ruas são sujas e o metrô é um labirinto (sério), no entanto, nem isso fará que você se “desapaixone” pela cidade.

Aquela historinha de que franceses são grossos quando falamos em inglês é balela… claro que você não pode chegar já falando inglês de cara com as pessoas da rua, isso é ser presunçoso, mas pedir um “com licença”  em francês e depois, se necessário, continuar em inglês já é o suficiente para eles sempre simpáticos e abrirem um sorriso ao dar informações.  Eu sei apenas uma frase em francês, qual minha irmã me ensinou antes de eu viajar, que é um “Desculpe eu não falo francês, você pode falar em inglês, por favor?”  e não precisei de mais nada para que as pessoas me tratassem super bem por lá. Não lembro de nenhuma grosseria dos parisienses para comigo!

Em Paris demos uma de rycos e dispensamos o hostel… ficamos mesmo em um hotel. Banheiro próprio, toalhas trocadas, quarto limpo, foi bacana e já que era a última viagem, nem o bolso não reclamou muito.

No primeiro dia que chegamos em Paris já decidimos que iriamos no Louvre… ai ai como seria bom ter mais tempo para andar por lá, ouvir as explicações certinhas e aproveitar mesmo o lugar.  No museu, de mais importante, visitamos os Apartamentos de Napoleão, Vênus de Milo, Código de Hamurabi e, não poderia deixar de ser: Monalisa. Aquela sala é lotada, quase impossível respirar de tanta gente, principalmente asiáticos que tiram fotos de todos os ângulos possíveis.

DSCF7543 Depois do Louvre fomos andando até a Bastilha e, no meio do caminho, fizemos umas paradas estratégicas na Pont D’Arts (aquela dos cadeados) e em Notredame… aaahh Notredame por que tão perfeita?

Em Notredame eu sumi  da vista de meus amigos por cerca de uns 40 minutos, isso porque eu encontrei um grupo de cegos e resolvi ir conversar com eles.

Meu namorado, Lucas, tem um certo preconceito por Paris e, depois de conhecer um pouco da cidade, eu senti vontade de mudar isso para que um dia ele queira ir para lá comigo. A maior reclamação dele é que nessas viagens, normalmente, se tem coisas para ver e nada para fazer sendo assim ele sai no prejuízo, então, ao ver um grupo tão grande fui lá perguntar sobre o roteiro deles, se era uma empresa ou o que… eles foram muito, muito simpáticos comigo, me deram várias dicas de lugares onde eu e o Lucas podemos ir, onde não é vantagem ir, onde há lugares legais para comer e várias outras coisas, achei eles muito atenciosos e gostei muito da conversa, principalmente porque no final eles falaram algo que achei muito válido: “não tenham medo de viajar porque, talvez, não tenha o que fazer no local. O local acaba sendo o de menos e você vindo aqui falar conosco por causa dele já fica claro que não tem como ser ruim, vocês farão coisas juntos e isso é o que importa”. Aah e teve uma coisa muito bonitinha que falaram sobre Paris ser a cidade do amor, mas só ser possível isso pelos casais que nem vou colocar aqui senão serei muito zoada haha. Me despedi do grupo e continuei com minha visita por Notredame que foi sensacional, aquele lugar é muito incrível, enorme, cheio de detalhes e extremamente bonito… até deu dó de sair de lá mas tínhamos que ir porque havia começado a missa e depois de um tempo estavam nos expulsando da igreja para não atrapalhar quem estava rezando.
Sem abatimentos seguimos caminho até a Bastilha e, admito, foi difícil imaginar toda uma revolução e um prédio tão grande no lugar onde, hoje, se encontra um obelisco.

No segundo dia fomos para Versalles e, deuses, quanta gente cabe naquelas salas, o lugar era muito lotado. DSCF7566Lindo e muito interessante mas cheio de gente. Nós não precisamos pagar nada para entrar porque erámos estudantes europeus e com visto para um ano, então entramos de graça na casa de Maria Antonieta. Visitamos o quarto da rainha e até o quarto do Rei Sol, o salão de bailes e a sala de jantar. Quando finalizamos a visita, umas 14h, voltamos para Paris e nossa primeira parada foi a Dama de Ferro francesa a Torre Eiffel. Em frente a Torre há vários jardins com arvores e tal o que resulta num ótimo lugar para se passar o final de semana e, de quebra, se tem uma linda vista. Subimos na Torre e vimos Paris do alto, de lá dá para ver vários monumentos da cidade, inclusive alguns que havíamos visitado e outros que ainda iriamos. Saímos da Torre em direção ao Arco do Triunfo, fomos a pé, para poder conhecer a cidade um pouco. Passamos no meio de uma manifestação egípcia e conhecemos a famosíssima Champs Elissés, a avenida mais famosa do mundo. É nessa avenida que se encontram as lojas mais caras de Paris (e do mundo) até pensamos em entrar em uma loja da Louis Vuiton para ver como era mas quando vimos que havia uma fila, enorme, para entrar na loja acabamos desistindo. Pegamos o metrô e fomos para St. German. Na St. German foi onde o grupo de cegos em Notre Dame falou que haviam coisas boas e baratas para comer, havíamos lido isso em blogs antes e também porque era do ladinho de Sorbonne e eu estava querendo muito conhecer a Universidade.

Chegamos lá e nos deparamos com um paraíso para turistas, lojas baratas, comidas baratas e tudo muito agitado (bairro universitário). Achamos um restaurante legal e decidimos que almoçaríamos nele no dia seguinte. Ter ido até lá foi legal porque além disso tudo meus amigos encontraram CD’s que eles estava procurando a muito tempo e ficaram super felizes.

Esgotados voltamos para o hotel e pedimos, num restaurante ao lado do hotel, um balde de frango para comer, hahaha só a gente para dar uma de ogros na cidade mais chique do mundo. Mas, vocês me perdoem, porque aquilo estava muito bom e durante a trucidação do jantar houve até umas revelações entre amigos lá, foi divertido.

Nosso último dia em Paris ficou reservado para Montmartre, fomos na Sacre Cor, Moulin Rouge e no café da DSCF7645Amélie Poulain. Depois disso fomos almoçar onde havíamos nos programado (aqui ocorreu algo interessante com troca de pratos mas tentarei fazer um post só para isso depois).  Depois do almoço, com tempo ainda fomos até o local onde gravaram uma cena do filme Origem (aquela do café explodindo) e, sem querer, nos encontramos na praça onde foi gravada a cena inicial do filme Fim dos Tempos, após isso pegamos o metrô e fizemos nossa última parada num mirante que dava para a Torre, onde foram gravadas algumas cenas de Amélie Poulain.

Visitamos alguns outros lugares em Paris, mas esses se destacaram porque foram os mais marcantes… voltando para Porto decidimos que sentiremos saudades dessas aventuras vividas.

Por mais linda que Paris tenha sido, por mais especial e divertida que tenha sido a viagem com amigos e tudo o mais… na cidade do amor, o que fez falta mesmo não foram os amigos. Tanto eu, quanto o Victor e o Bispo falávamos a todo momento das pessoas que queríamos que estivesse ali conosco. Victor não deixou de pensar, e de falar, nem um segundo na namorada Laís (de tanto falar dela acabou que eu e o Bispo criamos um afeto especial pela morena) na mãe (que já visitou a cidade) no pai, que se impressionaria com tanta coisa bonita no mesmo lugar e na irmã que ele queria ter levado junto. O Bispo levou uma camisa do Corinthians para lembrar dos pai, mandava mensagens, querendo contar tudo, para a mãe a todo o momento e procurava, incansavelmente, alguma coisa que a irmã fosse gostar, me fez ir até a Sephora escolher algumas coisas para a amiga dele e falava o quanto ela ficaria feliz em receber.  Eu… aah eu não posso falar de mim mesma, quem precisa me entregar são os meninos, mas lembro que, mais de uma vez eu disse que se minha irmã estivesse lá não teríamos dificuldades linguísticas, que meus pais ficariam locões em Versalles e Louvre, que minha outra irmã iria fazer cara de nojo pro Scargot e ia ficar toda encantada pelas gárgulas de Notredame e, por último mas não menos importante, falava constantemente que era muito irônico eu estar na cidade do amor sem o meu, por vezes tive vontade de buscar o Lucas nadando só pra quebrar a ironia (hehe).
Aaah a última viagem pela Europa foi muito boa, sem imprevistos, sem brigas e sem contratempos; foi a maneira ideal de fechar esse intercambio.

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Mãe, não quero mais ir!

Saudações terráqueos, ou não, aliens também são bem vindos!

Vim narrar para vocês mais um episódio das minhas aventuras, ou melhor, desventuras a respeito da viagem.

Estamos na reta final. Só tenho, inteira, mais semana que vem e daí já embarco, vocês devem imaginar que eu tô empolgada e contando os segundos… só que não; tenho um monte de coisas para organizar, trabalhos para fazer, provas para estudar etc etc esses detalhes que incomodam.

Essa semana, principalmente, foi foda. Me vi completamente sozinha e desorientada, eu tive que tomar partido de tudo e não tinhwhy_so_alonea NINGUÉM para me ajudar, meus pais moram longe, então nem tinham o que fazer, profissionais que não queriam colaborar muito, pessoas sem tempo para ir comigo nos lugares e mais um monte de outras coisas que foi pesando, pesando, pesando, até que eu não aguentei mais e na terça-feira, quando minhas irmãs não estavam em casa, I failed; tranquei a porta do banheiro, sentei de baixo do chuveiro ligado e chorei, como se não houvesse amanhã e, pela primeira vez, depois que soube do intercambio, torci para que o mundo acabe no próximo dia 21/12.

Essa semana eu devo estar um porre de tão chata, só sei falar de documentos que tenho que providenciar, pagamento da bolsa que não sai, comprar algumas coisas que tenho que levar, que acabarão saindo meio caras, e como vou enfiar tudo isso na mala. Além, é claro, de estudar para as quatro provas que foram marcadas, tirar xerox de uns livros de última hora que me passaram e tentar terminar os trabalhos que me deram, um entreguei quinta e outro eu preciso terminar até quarta-feira. Tá complicado.

Infelizmente a minha total desanimação teve seus indícios semana passada, mas eram fracos demais para serem preocupantes; no sábado foi a primeira vez que eu fiquei desorientada e acabei perdendo a noção lógica das coisas, depois disso teve terça e acho que na quarta-feira, quando minha mãe me ligou eu disse:

Mãe, não quero mais ir viajar! Tá dando tudo errado, não quero mais ir.

Esse foi meu ápice de desanimação. O pior de tudo é saber que ninguém esta disposto a entender, na verdade, todas as pessoas com quem converso só sabem falar imperativamente, o que tem me deixado ainda mais puta da vida e desanimada, talvez isso seja um pouco de culpa minha também, porque pra conseguir alguma informação de mim é preciso um interrogatório primeiro. Ou talvez, eu esteja stressada e as atitudes comuns me parecem agressivas, agora (hipótese mais provável).

O fato é que estou completamente desanimada com a perspectiva da viagem.

stressPior que estar desanimada é que estou sem nenhuma paciência para nada o que tem feito eu ser chamada de grossa todos os dias mas, poxa, a pessoa não me ajuda em porcaria nenhuma e vem me encher o saco pra eu ouvir os problemas dela ou ver se a maquiagem tá bem feita…. aaah dá licença, tenho outras preocupações no momento e se não ajuda pelo menos que não atrapalhe.

Aaahwn, na boa, não sei se esse Intercambio veio no momento certo da minha vida. Não faço a menor ideia do que fazer depois da faculdade, estou infeliz comigo mesma por não estar dando conta das minhas metas e por outras coisinhas mais (que não quero falar), a falta de colaboração esta muito evidente e estou achando que não conseguirei aproveitar nada dessa viagem. Com a greve da UFPR atrasou todo o calendário e por isso meus professores me encheram de materiais para eu fazer a distância. Vai ser bom terminar o semestre? Vai, eu não iria nem optar por outra coisa, só acho que os conteúdos que me deram ficaram muito esparsos, alguns trabalhos só consigo finalizar depois que as aulas em Coimbra já tiverem começado e se é pra fazer uma coisa mal feita não vejo motivos do porque fazer, ainda assim vou tentar levar, se eu perceber que não darei conta, reprovo na disciplina e atraso um ano minha formação (que bosta).

Uma coisa que contribuiu para essa minha desanimação foi o meu Teste Oral de Inglês, o assunto era Planejamentos e no meio da conversa a professora perguntou sobre planejamentos futuros, minha colega (fizemos prova em duplas) começou a tagarelar e quando foi a minha vez percebi que não tenho nenhum plano legal para o futuro, todos eles são tão ridículos ou tão impossíveis e utópicos que me fizeram cair de cara no chão.

Eu não tenho nada de especial, sério, sou uma pessoa comum como qualquer outra, isso significa que a minha influência no mundo não é muito grande para que eu me sinta importante, ainda assim tenho alguns amigos, um, em especial, que desde o primeiro dia que o conheci, e depois do primeiro trabalho que apresentamos em sala ele disse para mim que acreditava muito no meu potencial e que eu tinha muitas coisas para realizar na vida; essa pessoa, super linda, estuda comigo e se chama Paulo, muitas coisas que fiz, ao longo do curso foram mais por incetivo deleplanos do que por vontade própria, em alguns momentos eu não estava com vontade nenhuma de fazer os trabalhos e pronta para sair da sala quando ele virava e me convidava como dupla; como ele sempre ‘acredita’ em mim e como gosto muito dele eu coloquei na minha cabeça que não posso desapontá-lo, então, mesmo morrendo de preguiça eu dava o melhor de mim porque sabia que se eu pisasse na bola a primeira pessoa, depois de mim, que eu decepcionaria seria ele e não consigo aceitar isso. Na verdade faço isso como todos que gosto… principalmente com aqueles que confiam em mim de alguma maneira, eu prefiro me decepcionar à decepcioná-los. Mas porque comecei a falar disso, bom, é porque, acho que, o único motivo pra eu não ter desistido da viagem é porque não quero decepcionar as pessoas que gosto, essas que estão me dando um suporte, que acreditam em mim (mesmo eu não o fazendo) e que não se cansam de me ouvir reclamando do mundo.

Na quarta quando falei com minha mãe, depois da frase lá de cima ela disse: Você não vai desistir agora! Fez tanta coisa pra conseguir… nesses trabalhos dá-se um jeito mas você não vai desistir.

Acho que foi a melhor ordem que ela já me deu. Ela sabe que mesmo que dê tudo errado lá, se eu desistir antes de tentar jamais vou me perdoar. Acredito que, antes de uma viagem longa, como essa que será a minha, e cheia de detalhes e problemas, qualquer pessoa desanima, mas não acredito que desistir seja a melhor opção. Um amigo, uma vez, me passou esse link, onde consta a Poderosa Lição do Ninja João, eu li esse texto umas três vezes essa semana, para levantar a cabeça, resolver os problemas, seguir em frente e ser melhor. Terei que ler mais vezes, ao que parece, mas isso não será sacrifício.

keep-calm-and-carry-onNão faço a menor ideia do que fazer, para me dar uma injeção de animo, definitiva, mas estou buscando alternativas; hoje (15/12) encontrarei alguns amigos no New York Café, a partir das 19:30 (apareçam, se quiserem), para uma ‘despedida’  quem sabe eu me anime mais com a galera reunida e tal. Ainda assim acho que uma das únicas coisas que mais quero, no momento, é voltar pra casa dos meus pais e deixar de pensar, um pouco, nos problemas da viagem.

Nem sei, ainda, o porque publiquei esse texto, acho que eu só precisava “por pra fora” e acho que porque queria que vocês soubessem que nem tudo esta sendo perfeito, que as quebradas de cara ainda não terminaram e que ainda preciso muito da torcida e apoio de vocês.

Minha frase de incentivo ultimamente tem sido: “A vida as vezes nos dá umas rasteiras, mas cabe a nós meter a mão na cara dela, só pra revidar, e mostrar que quem manda nela, somos nós”

Espero quebrar a mandíbula dessa sacana, fazendo com que dê tudo certo!

 

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