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Nada animador

Olá homelessness!

Vocês não imaginam  o quanto eu gostaria de contar para vocês todas as coisas absurdas que vem acontecendo nesse intercambio, mas como a internet é um local público, onde todo mundo tem acesso, é melhor eu ficar quietinha porque se eu for falar as coisas que andam acontecendo e o que penso sobre isso eu vou ofender muita gente.

Maaaaaas nada me impede de falar que o ‘sonho de fazer intercambio’ não foi como eu pensei que seria, pelo contrário, a experiência não tem sido tãããão maravilhosa quanto eu havia previsto, o que é uma pena, eu me esforcei muito para que essa empreitada desse certo, mas nem sempre nossos esforços dão resultado.

Para começo de conversa, para vocês terem uma ideia básica da situação, eu estou sem internet, tenho publicado no Caracol, checado e-mails etc porque estou ‘roubando’ o sinal wi-fi do restaurante que tem na frente da minha casa porque em outro caso eu estaria isolada do mundo. O maior problema é que o dono do apartamento já está para colocar essa porcaria de internet desde que me mudei e ainda não colocou nada e, para ajudar, as outras pessoas que moram comigo se sentem ‘em dívida’ com o cara e não concordam quando eu digo que temos que cobrar a internet dele. Eu não entendo isso, estar em divida com o cara? Prosze, né. (prosze é tipo um WTF em polonês)

Devido a esse pensamento, sem sentido, eu fico aqui sem internet e sem ter como fazer meus trabalhos, realmente, porque, não sei vocês, mas eu não consigo me concentrar em textos teóricos com uma pessoa ouvindo Gustavo Lima do meu lado e aí tudo vai se atrasando, sendo feito de madrugada ou de manhã, já que sou a única que acorda cedo por aqui.

Acho que vocês já devem estar cansados de ficar lendo minhas infinitas reclamações sobre tudo mas vocês são os únicos ombros que eu tenho, então, por favor, sejam pacientes. Eu venho postando aqui as coisas legais que faço e que descubro etc., o problema é que, ultimamente, isso ficou em segundo plano.

Eu sempre, minha vida toda, (podem até perguntar pros meus pais) quis sair de casa bem loca e fazer algo diferente, descobrir, explorar sei lá… eu só não havia pensado que existe muita gente sem noção no mundo e que não respeita os demais; e foi isso que fez eu me desanimar tanto nessa aventura. Ao contrário de tudo que eu imaginava e idealizava, salvo as exceções, as pessoas não estão dispostas a ajudar umas as outras, ao que parece, elas só se importam consigo mesmas e se você resolve ser legal… bom, pelo que percebi há dois caminhos ou você vira chacota ao começam a se aproveitar de você. Isso é nauseante e machuca.

Depois de alguns acontecimentos por aqui eu deixei de querer ajudar, é beeem complicado; esses dias o pessoal fez, de certa forma, uma burrada. Eu poderia ter evitado? Sim, poderia mas não o fiz. Minha mãe disse que eu não deveria guardar tanta raiva e magoa das pessoas mas não me sinto assim; utilizando da sabedoria da minha querida Josiane Zezak: não estou sendo mal… mas eu gosto de quem gosta de mim, só isso. Se a pessoa não gosta de mim e é um c* comigo não vejo o porque ficar tentando ser amiga, nesse caso.

Não está sendo tudo o um desperdício, pelo contrário, tem muitas coisas legais acontecendo… me esforço para deixar sempre estas em evidência mas confesso que foi impossível nesses últimos dias.

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Nesses últimos dias eu só queria ter conversado com alguém, ter tido alguém só para mim, mas não alguém da minha família, não é a mesma coisa, pra ficar comigo enquanto eu falava tudo isso que estou postando aqui e mais um pouco…. beeeeem mais, e me sentir um pouco melhor com isso. Eu tive tanta vontade de falar de tudo, das coisas que me incomodaram desde que, segundo o Lucas, eu era uma mini Thata das coisas que me incomodam agora, das coisas que eu gostaria de fazer, que gostaria de ter feito coisas do tipo: como eu me sinto quando…

Bom, não deu para fazer isso porque, as pessoas que estavam no Skype estavam ocupadas demais para conversar e de qualquer maneira… eu não poderia falar nada já que só tenho internet na cozinha e as demais inquilinas seriam plateia.

Admito que, hoje, esse texto só saiu porque cheguei ao ponto onde escrevo para não falar sozinha.

Obrigada por lerem até aqui, sei que não foi nada animador masagora já me sinto melhor e logo posto algo com boas notícias (#oremos).

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Pipoca com Manteiga – Confiar

 

“Will (Clive Owen) e Lynn (Catherine Keener) têm três filhos. Enquanto um está prestes a entrar para a faculdade, a filha do meio, Annie (Liana Liberato), começa a apresentar os sintomas comuns das adolescentes que querem se parecer mais velhas e ser aceitas entre seus pares. Publicitário bem sucedido e super envolvido com a profissão, Will procura ter uma relação de confiança com os filhos, mas Annie inicia um relacionamento no computador com um jovem de 16 anos e dá continuidade através do telefone. Sem que seus pais soubessem, ela aceita o convite dele para um encontro, mas a surpresa que ela tem no primeiro momento é só o começo de um pesadelo que marcará para sempre a sua vida e a de sua família”

 

Esse filme não foi feito para entretenimento, esta mais para um documentário, bem reduzido, do que para um filme. Isso porque o diretor do longa David Schwimmer (ex-friend, Ross) realiza uma espécie de denúncia ao longo da trama.

O ator de Friends é diretor, há uma década, da Rape Foundation, qual é uma organização que auxilia as famílias e as vítimas de abuso sexual, dando uma atenção especial a adolescentes e estudantes colegiais. Schwimmer encontrou, com o filme, uma maneira do drama vivido por adolescentes e famílias ser conhecido e entendido por aqueles que estão de fora, fazendo com que mais pessoas se importem com esses problemas, para que possam se cuidar mais e também auxilair a polícia quando necessário.

Óbvio que a trama não permite muitas interpretações sobre o assunto. A história é apresentada, vai se desenvolvendo e ponto. Você não consegue ter muitas interpretações filosóficas a respeito do filme nem ficar tentando prever os acontecimentos já que eles foram pensados por retratar a realidade o mais fielmente possível.

Minha impressão do filme foi que ele faz uma espécie de checklist geral.

Ele começa contando como a menina conheceu Charlie, mostra as conversas deles até o primeiro encontro, a reação dela ao descobrir a verdadeira idade e como foi, facilmente, ludibriada, os sintomas de negação por ela ter estabelecido uma relação sentimental com o cara, a questão do fato vir à tona, passagem pelo hospital, envolvimento da polícia e, por fim, a reação da família diante o fato, assim como as diferentes formas de enfrentamento que as pessoas encontram.

 

Outro ponto que o longa aborda são as campanhas publicitárias de extremo mau – gosto por serem muito apelativas, assim como a falta de controle e segurança em chats.

Acredito que Schwimmer tenha pecado um pouco no longa devido a complexidade. Ele parecia ter tantas coisas a dizer mas em tão pouco tempo que algumas ficaram muito superficiais. No entanto, o ex-friend sabe escolher o elenco Clive Owen e Catherine Keener representaram muito bem seus papéis, passando para nós, telespectadores, todo o sentimento de angustia e impotência que a família passa numa situação dessa, além disso a menina Liana Liberato, com seus 14 anos, deu um “quê” a mais na trama, visto que, normalmente, são escolhidas atrizes mais velhas para papéis assim, para diminuir o impacto. Apesar de ser um pouco inconclusivo o final do filme é um outro ponto a se discutir; ele mostra que as pessoas não se vestem de vilões, tornando fácil a identificação, na maioria das vezes são pessoas que consideramos normais e acima de qualquer suspeita.

Interessante e bem feito, o filme mostra de maneira realista algumas consequências que uma postura inconsequente, principalmente em adolescentes, pode gerar.

 
1 comentário

Publicado por em setembro 19, 2012 em Filmes

 

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