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Arquivo da tag: Lucas Radaelli

De mala e cuia!

Eu e Lucas <3

Eu e Lucas ❤

Mais uma vez eu fiz minhas malas, juntei minhas coisas e me mudei. Desta vez a empolgação não foi tão notável, afinal, não me mudei para longe e nem para um lugar tão diferente quanto foi a mudança para Portugal. Desta vez eu não tenho passagem de volta comprada e nem estou indo ao encontro do desconhecido. O destino é Belo Horizonte, a capital mineira. O motivo, a maioria das pessoas que me conhecem, já devem estar sabendo que tem nome e sobrenome, sim senhor. Para os não tão íntimos, o motivo é ter vindo fazer um pouco de companhia (e facilitar a vida) para o Lucas (Radaelli) enquanto eu mesma tento me encontrar na vida.

Ainda não sei, exatamente, o que esperar deste ano, nesta casa e cidade novas; tudo parece, ainda, muito abstrato e soa como se, em pouco tempo, eu fosse retornar para Curitiba. Acredito que em poucos dias esse sentimento de ‘não pertencimento’ irá passar. Com o início das aulas (terça 03/02) e o estabelecimento de uma rotina tenho em mente que as coisas passarão a tomar forma e a se organizar, de modo que eu me sinta mais adaptada aos novos lugares.

Ao longo do ano estarei estudando no curso pré-vestibular Soma, almejando uma vaga na UFMG ou em alguma outra universidade mineira das redondezas. Honestamente, estou otimista para o meu desenvolvimento e dedicação aos estudos este ano. Como não haverá TCC para terminar poderei focar exclusivamente em estudar para melhorar meu desempenho no Enem (oremos para que eu não desanime e que dê tudo certo).

Belo Horizonte - Praça Liberdade

Belo Horizonte – Praça Liberdade

Sentirei saudades de Curitiba, disso não resta dúvidas. Lá, pela conveniência de anos de moradia, parece que tem terreno mais firme e mais áreas de escape pelo caminho, em BH ainda falta que eu descubra os caminhos mais seguros, mas é preciso dar tempo ao tempo. Além da cidade, ficou por lá (no Paraná) os amigos e a família, que tanto me apoiaram nessa mudança de ares, e a quem tenho muito a agradecer, por, ainda longe, continuarem dando todo o suporte do mundo para que tudo aqui ocorra de acordo com as expectativas (obrigada!).

Obviamente que, para alguns, essa mudança para BH soa um pouco que precipitado e um tanto quanto loucura, afinal, eu e o Lucas estamos a pouco mais de dois anos juntos e, se for analisar, somos jovens demais para muita coisa.

Loucura ou não, agora, eu estou aqui. Trabalhando para um melhor desempenho acadêmico e para que esse tempo juntos seja só o começo de mais pares de anos ímpares.

 
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Publicado por em fevereiro 2, 2015 em Vida Besta

 

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Coelho à moda do condado

Olá pessoas…

Hoje eu resolvi abrir meu coração de forma positiva; vocês aguentam meus posts lamuriados e reclamações infinitas, nada mais justo que eu proporcione umas boas risadas, com minhas peripécias, para vocês de vez em quando.

Para começar queria agradecer, do fundo do meu coração, ao meu namorado Lucas Radaelli pelo auto-controle, por ter guardado o acontecimento, que vou descrever a seguir,  para si, ao meu pedido, é claro. Enfim, conhecendo-o como o conheço tenho certeza que aqueles dedinhos finos e ágeis coçaram para digitar no Twitter toda história que vem  a seguir e render uns comentários, um tanto quanto maldosos (creio eu) dos seguidores. Muito obrigada, querido!

Bom, vamos partir do principio. Eu, assim como a maioria de vocês, gosto muito de Senhor dos Anéis e assim como a maioria de vocês quero experimentar tudo o que o filme e o livro mostram, inclusive as receitas.

Foi nessa de querer experimentar as receitas de O Senhor dos Anéis que eu comprei um coelho inteiro para fazer quando o Lucas viesse passar um tempo comigo em Coimbra.

Assim como eu vocês devem ter conhecimento de um Vlog chamado Cozinha de Jack onde o cara ensina  a fazer umas receitas muuuito legais e gostosas. Não foi a primeira vez que fiz uma das receitas do Jack, pelo contrário. No entanto, foi a primeira vez que fiz uma das receitas do Jack mas com ele cozinhando junto com o Jovem Nerd e o Azaghal e a receita era, justamente, Coelho à moda do condado.
Pois bem, eu já sei como funciona o Cozinha de Jack então dei play no vídeo e comecei os preparativos, tudo ia bem até a parte de cortar o pobre coelho… cara, me deu um dó.
Isso é o de menos, eu teria aguentado muito firme afinal o Lucas estava do meu lado e se ele suspeitasse da minha fragilidade naquele momento eu sabia que, pelo resto da noite, pelo menos, minha fraqueza seria lembrada. Maaaaaas eu não contava com a astúcia do Jovem Nerd (se não me falha a memória), quando eu estava prestes a decapitar o pequeno mamífero ele falou e mostrou o que foi minha ruina:

–       Sempre que você pensar em comer coelho, fique com essa imagem na sua cabeça…

Surge, então, na tela vários coelhinhos roendo cenouras e couve.

Eu me senti a maior filha da puta da história, o que foi piorado quando ecoaram alguns ‘crocs, crec, crec’ dos pequenos ossinhos se desfazendo, devido a pressão exercida pela faca que eu tinha na minha mão.  E foi, exatamente nessa hora que eu comecei a chorar.

Sim, caros amigos, eu comecei a chorar desesperadamente ao cortar o coelho e devo ter dado um soluço alto o suficiente para fazer o Lucas tirar seus fones de ouvido, largar os seus infinitos tweets e perguntar o que havia acontecido. Eu até tentei explicar mas acho que ele só entendeu “ eu…. matando… coitadinho…. coelho”; então ele falou: é só um coelho Thata, vamos lá você consegue. Venha cá pra eu te dar um abraço.

Confesso que o abraço ajudou a me recuperar mas no fundo do meu coração brotou uma florzinha de rancor por ele estar lendo o Twitter enquanto eu, brutalmente, preparava nosso jantar, por ele não se oferecer para terminar o esquartejamento do bichinho, enfim, por ele se abster dos momentos difíceis da vida a dois (cara, ficou dramática essa parte); bom, dois minutos depois eu já estava toda querida, perguntando para ele se ele queria um pouco de coca-cola porque eu estava indo me servir de suco de maçã; todo o rancor que eu, um dia, senti foi levado com as palavras: Aah, eu quero sim amor, obrigado.

Passada a fase crítica eu terminei o preparo do coelho e coloquei no forno… após algum tempo o jantar estava pronto e nós fomos experimentar o pobre coelho; eu só senti pena até dar a primeira mordida porque, na boa, ficou muito bom; então comecei a pensar que o coelho havia morrido por uma causa nobre, ser o prato principal de um delicioso jantar, afinal, existe honra maior, para um coelho morto, do que ser servido à moda do condado? Acredito que é uma bela homenagem.

Enfim, essa foi a história de como eu me esvai em lágrimas ao tentar preparar um coelho. Eu faria o coelho novamente, mas se alguém quiser cortá-lo para mim seria bem melhor.

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Nosso coelho, com batatas, à moda do condado!

 

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