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Órfã e Solteira, só que não.

A cada dia que se passa eu percebo que a melhor coisa foi ter vindo para esse intercambio órfã e solteira…. ooh wait. Pera aê, eu não tô nem órfã e nem solteira então porque eu disse uma besteira dessas?

 Bom, isso será fácil explicar. Eu me sinto desta maneira porque entre várias pessoas que conheci aqui uma grande parte delas se negou a fazer algumas coisas dizendo ‘Aaah meu namorado(a) não vai gostar’ ‘Tenho que pedir para minha mãe se posso ficar tanto tempo sem falar com ela’. Aaah poupe-me né!

 Sério, eu as vezes me sinto solteira e órfã porque nem meus pais e nem meu namorado me disseram para não fazer algo que eu gostasse ou quisesse alguma vez – obrigada por isso pessoal. Não consigo entender essa chantagem emocional que algumas pessoas insistem em fazer com as outras, para que, meu povo?

 Da parte do namorado(a) eu até consigo imaginar que as vezes o medo de ser traído, medo de que a pessoa descubra outras coisas e veja que o carinha lá não é tudo aquilo… ok , ok dá pra imaginar a situação, agora, pais ficarem fazendo essas chantagenzinhas com os filhos eu, sinceramente, não consigo entender.

 Eu acostumei com meus pais sempre querendo que eu descubra outras coisas, sempre querendo que eu vá e aprenda por si só não importando se isso signifique ficar um tempão sem falar com eles. Na verdade na maior parte das vezes que peço a opinião eles vem com a frase ‘aah mas se mande menina, só tenha cuidado, fora isso vai que dá’ e eu me impressiono, e não escondo isso, quando alguém chega falando que os pais falaram ‘aaah mas você vai me deixar sozinha?’ – a resposta certa seria: óbvio – é com pesar que vejo muitas pessoas perderem oportunidades de conhecer lugares novos devido essa frase.

 Por favor, pais do mundo, não façam isso! Não é legal, para nós, ficar sem falar com vocês mas as vezes é necessário. Para que sobrecarregar uma pessoa com um peso de uma culpa que eles não tem.

 Da parte do namorado que eu disse que até dava pra compreender, ok, até dá pra entender o que não dá pra entender é: se a pessoa te limita desse jeito, por que, cargas d’água você ainda esta com ela? – no meu caso a única coisa que o Lucas deixa isso bem claro que não gostaria que eu fizesse é viajar sozinha, mas não por ciúmes ou sei lá o que, é mais pela questão de segurança e que viajar sozinho é um saco, ainda assim, em momento algum ele disse ‘não vá’ sempre foi um ‘vê se tem alguém que quer ir’ ‘vai em grupo, é melhor’.

Acho que eu tive mais sorte que algumas pessoas nesse quesito. Sempre recebi apoio para as coisas que eu pensei em fazer, nunca me proibiram de nada, na maior parte das vezes até ajudam no processo. É um pouco estranho pensar que, as pessoas que deveriam estar te incentivando, não querem que você conheça coisas novas, não querem que você vá à lugares diferentes, não consigo entender a lógica desse processo.

 Esse texto saiu até curto porque não acho que foi um texto propriamente dito, acho que foi mais a expressão de uma revolta interna, não sei. 

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Publicado por em abril 20, 2013 em Uncategorized

 

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Marca Páginas – Alice no País das Maravilhas de Lewis Carrol

 

Sábado a noite eu fui a uma festa cujo tema era Alice no País das Maravilhas. Foi legal, eu dancei com a Rainha de Copas, brinquei com o mastro da Rainha Branca, tirei foto com o Chapeleiro Louco, critiquei a fantasia do Gato Risonho e mexi no cachimbo e nos óculos da Lagarta azul (Absolem).

Sempre achei a atmosfera de Alice no País das Maravilhas algo muito cult e de muito bom gosto. Nunca é exagerado, tudo, sempre é, na medida certa. Por incrível que possa parecer até o último filme lançado com esse tema, do Tim Burton, não me pareceu exagerado. O universo de fantasia de Alice se equilibra muito bem com a realidade proposta. O exagero de um lado é contraposto com a simplicidade do outro. Mas hoje não é dia de filme, hoje é dia de livro!
Como eu disse anteriormente sempre achei o ambiente de Alice muito sofisticado… mas não se pode dizer isso sem, antes, conhecer a história, sendo assim hoje eu irei falar para vocês do livro “As Aventuras de Alice no País das Maravilhas”.

 

“Alice começava a estar farta de se sentar no banco ao pé da irmã sem nada que fazer: tinha olhado para o livro que a irmã lia uma ou duas vezes, mas não tinha imagens ou conversas, e para que serve um livro, pensou a Alice, sem imagens ou conversas?

Assim considerava, na sua mente ( o melhor que podia, já que o dia quente a tornara indolente e estúpida), se o prazer de fazer um colar de margaridas seria suficiente para a fazer levantar e apanhar as margaridas, quando um Coelho Branco de olhos cor de rosa subitamente passou por ela a correr .
Não havia nada de extraordinário nisso; Alice nem sequer pensou que fosse algo muito fora do vulgar ouvir o Coelho dizer para si: Ai eu! Ai eu! Vou chegar atrasado!? ( quando mais tarde se lembrou ocorreu-lhe que deveria ter pensado nisso, mas na altura tinha parecido natural); mas, quando o Coelho tirou um relógio do bolso do colete, viu as horas, e se apressou, Alice pôs-se de pé, pois tinha-lhe passado pela cabeça que nunca antes tinha visto um coelho nem com um colete, nem com um relógio para tirar do bolso, e, ardendo de curiosidade, correu através do campo atrás dele, mas só teve tempo de o ver entrar numa toca enorme sob os arbustos.”

Esse é o resumo do livro de Alice no País das Maravilhas, é claro que, caso vocês queiram saber como a história termina devem ler a continuação da obra, ou para os mais acomodados o filme da Disney já serve.

A obra de Charles Lutwidge Dodgson, publicada a 4 de julho de 1865 sob o pseudônimo de Lewis Carrol, é, indiscutivelmente, um dos maiores clássicos da literatura de todos os tempos, e não apenas da literatura, Carrol produziu um livro que é objeto de estudo à, praticamente, todas as áreas possíveis da Filosofia. Alice trata de temas tão surreais que as vezes fica difícil você entender as técnicas empregadas por Carrol ao longo da obra. Ele faz uso de teoremas matemáticos, trata de questões existenciais, psicologia e relações humanas de uma forma extremamente sutil mas ao mesmo tempo escancarada que é impossível não se sentir, de certa forma, incomodado e cativado com a obra de Lewis Carrol.

Para os amantes da literatura fantástica Alice é um prato cheio assim como para estudantes de filosofia, psicologia, persuasão etc etc etc. Alice no País das Maravilhas é um livro atemporal, que fornece tópicos para discussão por horas a fio, e sem repetir temas.

Meus personagens favoritos em Alice são o Gato- Risonho e o Absolem, acho que as aparições e desaparições repentinas do gato se assemelham muito a várias situações que acontecem conosco durante toda a vida. São situações que não podemos controlar algumas coisas simplesmente aparecem e/ou desaparecem do nada. Nós não temos como agarrá-las ou alterá-las, a coisa vai tomando um curso por si só. O Absolem, por sua vez, me lembra os gregos… qualquer pergunta que Alice faz ele responde com monossílabos. Parece-me uma alusão a arte da retórica, Absolem nunca dá uma resposta pronta, ele, meio que, devolve a pergunta fazendo Alice pensar por si só.

Alice no País das Maravilhas foi um dos livros que me orgulho de dizer que li que fiquei um tempão viajando sobre o significado de cada capítulo, cada personagens e cada acontecimento nas aventuras da menina. Recomendo este livro a qualquer pessoa que tenha um pouco de vontade de pensar. Não é apenas Matrix que nos transporta para uma outra realidade, Carrol já vem fazendo isso com o mundo, com esse único livro, a mais de um século.

Alice no País das Maravilhas é um livro que deve ser lido com atenção e som sendo crítico calibrado

 

Para aqueles que se interessaram e queiram saber mais, surpreendentemente, a Wikipedia tem um artigo bem montado e satisfatório a respeito de Alice, no País das Maravilhas.

 
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Publicado por em outubro 2, 2012 em Livros

 

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