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Toledo – a cidade das espadas

Depois do deserto e depois de Marrakech vamos, hoje, relembrar a viagem por Toledo, a cidade das Espadas.

Chegamos em Toledo ainda pela manhã e começamos a andar pela cidade muito animados, entramos em várias lojas para ver espadas e armaduras…. todo tipo de instrumento de luta que você possa imaginar e claro com sessões próprias do Senhor dos Anéis.

A cidade em si é linda, como não poderia deixar de ser, algo que foi preservado e lembra o cenário de um

Panos que haviam entre as casas, cobrindo e fazendo sombra nas ruas da cidade

Um teto, de tecido

filme medieval . Não houveram muitas paisagens nessa viagem mas isso porque a cidade era meio que um forte, ou seja as casa tampam a visão que se teria por cima dos montes, nós só temos noção do lugar quando chegamos em um mirante que tem no meio da cidade.

Entre as casas há uns panos que fazem sombra sobre a rua e achei aquilo genial, protege do sol e, quando chove, dá uma segurada no fluxo da água. A cidade ficava bem mais fresquinha onde tinham aqueles panos em cima. Achei uma ideia muito boa e me perguntei porque não há isso nas cidades mais quentes do mundo.

Visitamos uma igreja muito bonita e que não parecia ter todo o tamanho que tinha. Era, simplesmente, enorme. Infelizmente não era possível tirar fotos mas posso garantir para vocês que foi um dos lugares mais bonitos e impressionantes que já vi, principalmente por pensar que aquilo tudo foi esculpido a mão em tempos remotos.

Andando por Toledo nós passamos na frente de uma escada e, olhando para baixo, eu vi uma figura muito

Eu de braço dado com a estátua de Miguel de Cervantes

Eu e Cervantes!

conhecida,  sai correndo em disparada na direção dela, gritando para que meu amigo viesse com a câmera… bom eu vi a estátua de Miguel de Cervantes e, sério, parecia uma criança que recém ganhou uma caixa de gominhas. Eu abracei a estátua, fiz pose, tirei foto, tirei outra foto, abracei de novo, falei para meus amigos umas mil vezes que era Cervantes e divagava que, apesar de ele ter morado em Madrid, eu poderia estar caminhando pelas mesmas ruas que ele caminhou, poderia ter sentado no mesmo banco que ele sentou quando teve a inspiração para escrever Dom Quixote. Eu estava tão empolgada em ter, de certa forma, Cervantes tão pertinho que nem me toquei que meus amigos não estavam entendendo toda aquela animação; eles ainda não leram o livro do Dom Quixote e por isso não compreendiam o porque eu estava tão contente em ver a estátua daquele autor e porque, cada Dom Quixote que eu via, valia uma foto.  De buenas e exageros a parte, continuamos nosso trajeto

Eu acho que a Espanha deve ser tipo uma capital mundial das gominhas. Toda loja que entravamos, que vendiam coisas para comer, independente do estilo, poderia ser mó buteco de esquina, eles tinham uma prateleira toda colorida com as mais diversas gominhas. Sabores, formatos,  cores… um carnaval! Todas elas absolutamente deliciosas, sério, não tinha erro e eu nem preciso dizer que fui feliz entrando numa dessas lojas e que diminui um presente da minha lista, afinal eu estava presenteando a mim mesma.

Terminado o passeio turístico pela cidade nós decidimos retornar às diversas lojas que havíamos entrado e comprar aquilo que tínhamos em mente. No meu caso: uma pistola, uma espada, estátuas pequenas do Dom Quixote e do Sancho Pança e um chaveiro legal.

Eu comprei a pistola, que o cara falou que na verdade é um trabuco, em uma loja pequena perto de uma igreja que minha amiga queria visitar. Entrei na loja, comecei a olhar aí o cara veio nos atender e queria vender a arma por 52EUR (muito caro para meus padrões) quando eu e meu amigo abrimos a boca e falamos qualquer coisa, que nem me lembro mais o que, o vendedor começou a baixar o preço da arma. Ele nos dizia que era porque somos brasileiros e todo brasileiro que entra na loja dele leva alguma coisa. No fim eu levei a arma por um preço beeem mais camarada que os 52EUR iniciais.

Depois da arma acompanhei meus amigos para comprar o que eles queriam, até que foi rápido, e aí voltei às minhas compras, era a vez das estátuas… encontrei uma loja que estava com uma promoção de 20% de desconto no valor da segunda peça comprada; consegui meu Dom Quixote e o Sancho Pança por 10EUR os dois, e eles são lindos, tão lindos quanto a própria Dulcinéia.

Mostruário de Trabucos No fim faltava uma espada pequena e meu chaveiro. A espada eu pensei em levar para o Lucas e por um motivo que alguns amigos entenderão eu escolhi levar para ele uma miniatura da Espada de Odin, fiquei um pouco insatisfeita com o tamanho, achei pequena, maaaaaas é a espada de Odin, então tá valendo. E meu chaveiro, que comprei na mesma loja da espada, que é a parte de cima da roupa de um toureiro. Eu não concordo com touradas, acho aquilo ridículo, devia ser proibido, mas não posso fazer nada se é o símbolo do país!

Saí de Toledo querendo levar a cidade inteira na mochila. Vi cajados do Gandalf, artigos do Harry Potter, Senhor dos Anéis, Kill Bill, Eragon, V de Vingança, Blade, Final Fantasy, Hobbit entre muitos outros e eu quis ter trazido todos comigo mas não tinha como… ooh dó.

Acabou que trouxe o que tinha planejado e só, mas estou bem feliz com as coisas que comprei em Toledo. Gastaria bem mais, se tivesse grana, mas as vezes é vantagem ser estudante com a verba contada!

Ao deixar Toledo me decepcionei ao constatar que a cidade foi feita para que você gaste e ponto. Não há vitrine de espadasgrandes atrações turísticas no local, não há muita oferta de turismo e eu acho que poderia ser bem melhor aproveitado, no entanto, ao que parece, o foco deles é ganhar dinheiro com a venda de artigos que remetem a filmes etc e não com o turismo, pela cidade em si. Eu, se morasse lá, acho que tentaria mudar um pouco isso, é um lugar incrível e que tem muito a ser explorado e muita história a ser contada. Seria bom se alguém estivesse disposto a contar e investir nisso.

Contudo, apesar dos pesares, o passeio foi incrível e as compras ainda melhores!

 

Se você não leu e quer saber como foi o início dessa viagem doida clique aqui e aqui.

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Coelho à moda do condado

Olá pessoas…

Hoje eu resolvi abrir meu coração de forma positiva; vocês aguentam meus posts lamuriados e reclamações infinitas, nada mais justo que eu proporcione umas boas risadas, com minhas peripécias, para vocês de vez em quando.

Para começar queria agradecer, do fundo do meu coração, ao meu namorado Lucas Radaelli pelo auto-controle, por ter guardado o acontecimento, que vou descrever a seguir,  para si, ao meu pedido, é claro. Enfim, conhecendo-o como o conheço tenho certeza que aqueles dedinhos finos e ágeis coçaram para digitar no Twitter toda história que vem  a seguir e render uns comentários, um tanto quanto maldosos (creio eu) dos seguidores. Muito obrigada, querido!

Bom, vamos partir do principio. Eu, assim como a maioria de vocês, gosto muito de Senhor dos Anéis e assim como a maioria de vocês quero experimentar tudo o que o filme e o livro mostram, inclusive as receitas.

Foi nessa de querer experimentar as receitas de O Senhor dos Anéis que eu comprei um coelho inteiro para fazer quando o Lucas viesse passar um tempo comigo em Coimbra.

Assim como eu vocês devem ter conhecimento de um Vlog chamado Cozinha de Jack onde o cara ensina  a fazer umas receitas muuuito legais e gostosas. Não foi a primeira vez que fiz uma das receitas do Jack, pelo contrário. No entanto, foi a primeira vez que fiz uma das receitas do Jack mas com ele cozinhando junto com o Jovem Nerd e o Azaghal e a receita era, justamente, Coelho à moda do condado.
Pois bem, eu já sei como funciona o Cozinha de Jack então dei play no vídeo e comecei os preparativos, tudo ia bem até a parte de cortar o pobre coelho… cara, me deu um dó.
Isso é o de menos, eu teria aguentado muito firme afinal o Lucas estava do meu lado e se ele suspeitasse da minha fragilidade naquele momento eu sabia que, pelo resto da noite, pelo menos, minha fraqueza seria lembrada. Maaaaaas eu não contava com a astúcia do Jovem Nerd (se não me falha a memória), quando eu estava prestes a decapitar o pequeno mamífero ele falou e mostrou o que foi minha ruina:

–       Sempre que você pensar em comer coelho, fique com essa imagem na sua cabeça…

Surge, então, na tela vários coelhinhos roendo cenouras e couve.

Eu me senti a maior filha da puta da história, o que foi piorado quando ecoaram alguns ‘crocs, crec, crec’ dos pequenos ossinhos se desfazendo, devido a pressão exercida pela faca que eu tinha na minha mão.  E foi, exatamente nessa hora que eu comecei a chorar.

Sim, caros amigos, eu comecei a chorar desesperadamente ao cortar o coelho e devo ter dado um soluço alto o suficiente para fazer o Lucas tirar seus fones de ouvido, largar os seus infinitos tweets e perguntar o que havia acontecido. Eu até tentei explicar mas acho que ele só entendeu “ eu…. matando… coitadinho…. coelho”; então ele falou: é só um coelho Thata, vamos lá você consegue. Venha cá pra eu te dar um abraço.

Confesso que o abraço ajudou a me recuperar mas no fundo do meu coração brotou uma florzinha de rancor por ele estar lendo o Twitter enquanto eu, brutalmente, preparava nosso jantar, por ele não se oferecer para terminar o esquartejamento do bichinho, enfim, por ele se abster dos momentos difíceis da vida a dois (cara, ficou dramática essa parte); bom, dois minutos depois eu já estava toda querida, perguntando para ele se ele queria um pouco de coca-cola porque eu estava indo me servir de suco de maçã; todo o rancor que eu, um dia, senti foi levado com as palavras: Aah, eu quero sim amor, obrigado.

Passada a fase crítica eu terminei o preparo do coelho e coloquei no forno… após algum tempo o jantar estava pronto e nós fomos experimentar o pobre coelho; eu só senti pena até dar a primeira mordida porque, na boa, ficou muito bom; então comecei a pensar que o coelho havia morrido por uma causa nobre, ser o prato principal de um delicioso jantar, afinal, existe honra maior, para um coelho morto, do que ser servido à moda do condado? Acredito que é uma bela homenagem.

Enfim, essa foi a história de como eu me esvai em lágrimas ao tentar preparar um coelho. Eu faria o coelho novamente, mas se alguém quiser cortá-lo para mim seria bem melhor.

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Nosso coelho, com batatas, à moda do condado!

 

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