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Coimbra, cada vez mais bonita

Oi oi oi… eu sei, faz muito tempo que não publico aqui no Blog mas dá pra entender o porque né?!

Minhas aulas finalmente começaram e, assim, tem aulas que são muito boas e aulas que são melhores ainda. Como fui eu quem escolheu as matérias seria meio idiota reclamar né, mas oook, a questão é que por melhores que as aulas sejam  a galera não cala a boca!!! Tem horas que dá vontade de mandar todo mundo a merda e fechar a matraca porque eu tô querendo prestar atenção na aula.

Agora que os trabalhos e provas já estão se aproximando o pessoal tá se controlando mais o que já ajuda bastante.

DSCF5053Quando eu estava no Brasil não via a hora de vir para a Europa, tudo novo, as promessas de coisas super baratas etc etc, Cheguei aqui e levei um balde de água fria porque nem tudo é tão barato assim e as coisas não são “Puxa vida, que baita diferença” , na verdade eu sinto muita falta do Brasil, da faculdade, por exemplo,  a UC, que é onde eu estudo, é muito boa mas a UFPR dá um show a parte, mesmo com as dificuldades. Os alunos da UFPR parecem ser mais cobrados que os da UC os laboratórios e estrutura da UFPR para o meu curso é mais completo etc. Mas uma coisa que a UC ganha de lavada é a biblioteca, esses dias fui procurar um livro sobre Liberdade de Expressão, achei muitos livros em Russo, Alemão, Inglês, Espanhol e sei lá mais quantos idiomas que tinha, outra coisa são os programas de aprender novos idiomas, na boa, eu não entendo como tem alunos do meu curso aqui que não falam, no mínimo, dois idiomas diferentes. Os caras são pagos para ir para outro país só pra aprender a falar… vééééiii se eu tivesse isso no Brasil, ir pra outro país, ter um professor meio que só meu pra aprender o idioma, cara, eu já estaria falando umas quatro línguas diferentes, eu acho.

Acho que sempre gostei do novo, de aventuras, de “não sei o que vai dar, mas vamos fazer” acho que por isso a ideia de intercâmbio sempre me atraiu tanto, principalmente pela chance de conhecer o novo de interagir com aquilo que é diferente. Eu gosto de coisas diferentes e quando isso envolve aprender, cultura etc etc a mistura só tende a ficar melhor.

Já que o assunto é esse… isso foi o que mais mexeu comigo aqui. O acesso à cultura, línguas, lazer e aprendizagem é muito amplo. Só para servir de exemplo eu paguei 3,50€ para assistir a apresentação de uma Orquestra Sinfônica, se minha matricula tivesse sido efetuada antes eu poderia frequentar cursos de idiomas totalmente gratuitos ou pagar 150€ por semestre num curso.

Além disso, é possível encontrar livros, bons, a 2€ em alguns lugares (aaah se eu pudesse levar mais malas pro Brasil). Esse acesso à cultura foi o que mais me impressionou aqui na Europa e eu desejo muito que o Brasil, um dia, alcance esse nível; em que ir ao teatro seja algo rotineiro, que as pessoas tenham acesso a atividades diversificadas e que elas aprendam com isso.

902371_232212950258215_471620038_o Esses dias, conversando com meu namorado enquanto andávamos na rua , eu falei que seria estranho voltar para o Brasil quando a hora chegasse; não por eu não gostar do Brasil (eu amo aquele país, sério, sou muito patriota) mas o que me fez pensar isso foi quando pesei a questão da segurança. Aqui eu e alguns amigos saímos as 23:00h tranquilos, não temos medo de ser abordados no meio de uma rua qualquer e ser assaltados e tal. Essa segurança te dá uma qualidade de vida muito grande, o sentir-se seguro é algo muito bom e esse é o meu maior medo no regresso a pátria; infelizmente não contamos com toda essa segurança no Brasil, o que é uma pena… mas fazer o que né, minha esperança de que o Brasil melhore continua forte.

Outra coisa que pode-se destacar aqui na Europa, pelo menos em Portugal, é que uma pessoa, realmente, consegue viver com um salário mínimo porque o aluguel aqui não é tão alto e a comida (itens básicos) tem um preço bem justo (eu achei)… aaah e mais uma coisa para nós, brasileiros, nos mordermos de inveja; o transporte público aqui custa 0,50€!!!!

Eu sei que já falei anteriormente que havia me decepcionado etc mas, devo admitir, que Coimbra esta ficando cada dia mais bonita para mim e espero, sinceramente, que melhore cada vez mais.

Estou sim sentindo muita falta do Brasil mas estou tentando aproveitar ao máximo essa experiência e fazer dela algo construtivo para mim.

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Mãe, não quero mais ir!

Saudações terráqueos, ou não, aliens também são bem vindos!

Vim narrar para vocês mais um episódio das minhas aventuras, ou melhor, desventuras a respeito da viagem.

Estamos na reta final. Só tenho, inteira, mais semana que vem e daí já embarco, vocês devem imaginar que eu tô empolgada e contando os segundos… só que não; tenho um monte de coisas para organizar, trabalhos para fazer, provas para estudar etc etc esses detalhes que incomodam.

Essa semana, principalmente, foi foda. Me vi completamente sozinha e desorientada, eu tive que tomar partido de tudo e não tinhwhy_so_alonea NINGUÉM para me ajudar, meus pais moram longe, então nem tinham o que fazer, profissionais que não queriam colaborar muito, pessoas sem tempo para ir comigo nos lugares e mais um monte de outras coisas que foi pesando, pesando, pesando, até que eu não aguentei mais e na terça-feira, quando minhas irmãs não estavam em casa, I failed; tranquei a porta do banheiro, sentei de baixo do chuveiro ligado e chorei, como se não houvesse amanhã e, pela primeira vez, depois que soube do intercambio, torci para que o mundo acabe no próximo dia 21/12.

Essa semana eu devo estar um porre de tão chata, só sei falar de documentos que tenho que providenciar, pagamento da bolsa que não sai, comprar algumas coisas que tenho que levar, que acabarão saindo meio caras, e como vou enfiar tudo isso na mala. Além, é claro, de estudar para as quatro provas que foram marcadas, tirar xerox de uns livros de última hora que me passaram e tentar terminar os trabalhos que me deram, um entreguei quinta e outro eu preciso terminar até quarta-feira. Tá complicado.

Infelizmente a minha total desanimação teve seus indícios semana passada, mas eram fracos demais para serem preocupantes; no sábado foi a primeira vez que eu fiquei desorientada e acabei perdendo a noção lógica das coisas, depois disso teve terça e acho que na quarta-feira, quando minha mãe me ligou eu disse:

Mãe, não quero mais ir viajar! Tá dando tudo errado, não quero mais ir.

Esse foi meu ápice de desanimação. O pior de tudo é saber que ninguém esta disposto a entender, na verdade, todas as pessoas com quem converso só sabem falar imperativamente, o que tem me deixado ainda mais puta da vida e desanimada, talvez isso seja um pouco de culpa minha também, porque pra conseguir alguma informação de mim é preciso um interrogatório primeiro. Ou talvez, eu esteja stressada e as atitudes comuns me parecem agressivas, agora (hipótese mais provável).

O fato é que estou completamente desanimada com a perspectiva da viagem.

stressPior que estar desanimada é que estou sem nenhuma paciência para nada o que tem feito eu ser chamada de grossa todos os dias mas, poxa, a pessoa não me ajuda em porcaria nenhuma e vem me encher o saco pra eu ouvir os problemas dela ou ver se a maquiagem tá bem feita…. aaah dá licença, tenho outras preocupações no momento e se não ajuda pelo menos que não atrapalhe.

Aaahwn, na boa, não sei se esse Intercambio veio no momento certo da minha vida. Não faço a menor ideia do que fazer depois da faculdade, estou infeliz comigo mesma por não estar dando conta das minhas metas e por outras coisinhas mais (que não quero falar), a falta de colaboração esta muito evidente e estou achando que não conseguirei aproveitar nada dessa viagem. Com a greve da UFPR atrasou todo o calendário e por isso meus professores me encheram de materiais para eu fazer a distância. Vai ser bom terminar o semestre? Vai, eu não iria nem optar por outra coisa, só acho que os conteúdos que me deram ficaram muito esparsos, alguns trabalhos só consigo finalizar depois que as aulas em Coimbra já tiverem começado e se é pra fazer uma coisa mal feita não vejo motivos do porque fazer, ainda assim vou tentar levar, se eu perceber que não darei conta, reprovo na disciplina e atraso um ano minha formação (que bosta).

Uma coisa que contribuiu para essa minha desanimação foi o meu Teste Oral de Inglês, o assunto era Planejamentos e no meio da conversa a professora perguntou sobre planejamentos futuros, minha colega (fizemos prova em duplas) começou a tagarelar e quando foi a minha vez percebi que não tenho nenhum plano legal para o futuro, todos eles são tão ridículos ou tão impossíveis e utópicos que me fizeram cair de cara no chão.

Eu não tenho nada de especial, sério, sou uma pessoa comum como qualquer outra, isso significa que a minha influência no mundo não é muito grande para que eu me sinta importante, ainda assim tenho alguns amigos, um, em especial, que desde o primeiro dia que o conheci, e depois do primeiro trabalho que apresentamos em sala ele disse para mim que acreditava muito no meu potencial e que eu tinha muitas coisas para realizar na vida; essa pessoa, super linda, estuda comigo e se chama Paulo, muitas coisas que fiz, ao longo do curso foram mais por incetivo deleplanos do que por vontade própria, em alguns momentos eu não estava com vontade nenhuma de fazer os trabalhos e pronta para sair da sala quando ele virava e me convidava como dupla; como ele sempre ‘acredita’ em mim e como gosto muito dele eu coloquei na minha cabeça que não posso desapontá-lo, então, mesmo morrendo de preguiça eu dava o melhor de mim porque sabia que se eu pisasse na bola a primeira pessoa, depois de mim, que eu decepcionaria seria ele e não consigo aceitar isso. Na verdade faço isso como todos que gosto… principalmente com aqueles que confiam em mim de alguma maneira, eu prefiro me decepcionar à decepcioná-los. Mas porque comecei a falar disso, bom, é porque, acho que, o único motivo pra eu não ter desistido da viagem é porque não quero decepcionar as pessoas que gosto, essas que estão me dando um suporte, que acreditam em mim (mesmo eu não o fazendo) e que não se cansam de me ouvir reclamando do mundo.

Na quarta quando falei com minha mãe, depois da frase lá de cima ela disse: Você não vai desistir agora! Fez tanta coisa pra conseguir… nesses trabalhos dá-se um jeito mas você não vai desistir.

Acho que foi a melhor ordem que ela já me deu. Ela sabe que mesmo que dê tudo errado lá, se eu desistir antes de tentar jamais vou me perdoar. Acredito que, antes de uma viagem longa, como essa que será a minha, e cheia de detalhes e problemas, qualquer pessoa desanima, mas não acredito que desistir seja a melhor opção. Um amigo, uma vez, me passou esse link, onde consta a Poderosa Lição do Ninja João, eu li esse texto umas três vezes essa semana, para levantar a cabeça, resolver os problemas, seguir em frente e ser melhor. Terei que ler mais vezes, ao que parece, mas isso não será sacrifício.

keep-calm-and-carry-onNão faço a menor ideia do que fazer, para me dar uma injeção de animo, definitiva, mas estou buscando alternativas; hoje (15/12) encontrarei alguns amigos no New York Café, a partir das 19:30 (apareçam, se quiserem), para uma ‘despedida’  quem sabe eu me anime mais com a galera reunida e tal. Ainda assim acho que uma das únicas coisas que mais quero, no momento, é voltar pra casa dos meus pais e deixar de pensar, um pouco, nos problemas da viagem.

Nem sei, ainda, o porque publiquei esse texto, acho que eu só precisava “por pra fora” e acho que porque queria que vocês soubessem que nem tudo esta sendo perfeito, que as quebradas de cara ainda não terminaram e que ainda preciso muito da torcida e apoio de vocês.

Minha frase de incentivo ultimamente tem sido: “A vida as vezes nos dá umas rasteiras, mas cabe a nós meter a mão na cara dela, só pra revidar, e mostrar que quem manda nela, somos nós”

Espero quebrar a mandíbula dessa sacana, fazendo com que dê tudo certo!

 

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Desventuras em Série, na Europa!

Olá, pessoas lindas!

Sim, sim e sim… eu vim trazer mais notícias sobre o intercambio!
Geeente, vocês não imaginam o quão desesperada eu fiquei desde o último post, mas vão ter uma noção a partir de agora.

Vamos recapitular um pouquinho, no último post eu escrevi contando como fiquei sabendo do programa e algumas das minhas quebradas de cara até conseguir essa bolsa. Ok até aí tudo bem, eu estava extremamente feliz quando havia escrito o post mas aí começou a fase de espera pelas cartas originais, que pareciam não chegar nunca, eu fiquei muito nervosa e acho que incomodei meio mundo até as cartas chegarem, lindinhas, na véspera do feriado do dia 15 de novembro.

Não preciso nem falar que dia 19 de novembro eu estava lá na ARI para pegar a documentação da bolsa e demais documentos necessários para o consulado né?! No dia 20 de novembro eu fui atrás dos últimos documentos… do último, na verdade, a certidão de antecedentes carmariminais e foi aí que o negócio complicou. O site da polícia federal não dispõe de nenhuma informação sobre o tempo que leva para emitir a certidão e a última vez que precisei de uma ela ficou pronta em 15 minutos, fui eu bem faceira pegar a certidão e depois seguir para o consulado mas, eis que eu chego no posto da PF e eles me dizem que a certidão só ficaria pronta em alguns dias! Como assim, alguns dias??? Eu surtei! (quase inaugurei a minha ficha de antecedentes criminais hausha). Falei que era regime de emergência e que minha passagem já estava comprada e tals e o cara, ainda assim não liberou, disse que minha passagem estava longe demais e pior disse que até poderia encaixar como emergência mas que não faria aquilo. Fiquei puta, fui pro carro e comecei a chorar, achei que eu não iria mais viajar na data que eu queria e que teria que pagar R$5.000,00 a mais pela passagem em outra data.

Depois disso, fui atrás dos demais documentos, seguro saúde e tal, e depois fui trabalhar.

Mas retomando aos documentos… depois de ter todos eles em mãos e prontinhos para serem levados no consulado. Eu convenci uma de minhas irmãs a me acompanhar até lá, as 8h da manhã fui no cartório autenticar dois documentos que faltavam e as 10:00h eu estava em posse da senha número 17 do Vice-Consulado Português de Curitiba, aaaain que emoção!

Fui atendida por volta das 11:00h por uma mulher muito simpática chamada Orlanda. Ela pediu todos os documentos e dirigiu a minha entrevista para o visto de modo muito natural fazendo com que eu ficasse muito a vontade (mas conto a entrevista inteira em outro post). Ela disse, por fim, que iria enviar minha documentação para São Paulo e eles me retornariam um e-mail, em até 30 dias,Dont-Panic falando se o visto foi ou não autorizado. Para vir essa resposta não demorou nem uma semana. As 14:22h do dia 26 (segunda-feira) eu recebi um e-mail com umas letrinhas em Caps Lock azuis (que me lembrou O Guia do Mochileiro das Galáxias) dizendo a seguinte frase: seu pedido de visto foi AUTORIZADO.

Fiquei mega feliz, todo o medo que me negassem o visto me deixou como um sopro, foi muito reconfortante. No e-mail estava explicado o que eu tinha que fazer para receber o visto; bom, eu tive que levar meu passaporte, cópia do seguro saúde e um envelope sedex, com meus dados no espaço do destinatário, até o consulado de Curitiba, eles enviariam para São Paulo e eu receberia o passaporte em casa em, no máximo, 15 dias. Não precisou de 15 dias, mas de, apenas, quatro. Ontem lá por 12:40h o passaporte com o visto chegou aqui em casa. Meu porteiro interfonou me avisando. Agora, acabaram-se as minhas preocupações, é só embarcar!

Houveram muitos outros stress nesse meio tempo, passagem aérea com preço bom, alojamento, pegar assinaturas em mil lugares, reconhecer firma, autenticar, vários detalhezinhos chatos e estressantes mas que, agora, parecem meras vírgulas na história.

Já que vocês já estão a par de toda a situação da viagem e, uma vez, que agora esta tudo certinho e garantido vou dar mais detalhes dos meus planos.

viagem-de-avião5Eu embarco dia 27 de dezembro as 08:58h aqui no aeroporto Afonso Pena com destino a Frankfurt. Siiiim, isso mesmo gente, eu vou para a Alemanha (lol). Haha mas deixa eu me explicar… tem alguns amigos que estão fazendo intercambio por lá e quando souberam que eu estava indo para a Europa também, me convidaram para passar o ano novo com eles. Fiz as contas, se eu fosse em Janeiro, para Coimbra, eu iria gastar R$5.000,00 a mais na passagem então achei mais vantagem gastar isso para viajar com meus amigos por lá. Quanto a minha estadia na Alemanha eu não preciso me preocupar com muita coisa, na verdade minha única preocupação e conseguir me virar no aeroporto. Sair do meu portão e chegar até as estações de trem para encontrar o pessoal, mas isso dá-se um jeito. Já acharam lugar para eu dormir, onde iremos passar o ano novo e até estão bolando um roteiro de viagem. Já adianto para vocês que o ano novo será em Berlim depois disso eu já não sei hahaha.

Bom mas vocês devem estar se perguntando se eu to indo passear ou estudar. Os dois, na verdade, dia 10 de janeiro eu tenho voo marcado para Porto, para que eu chegue em Coimbra e faça meu check-in na universidade, as aulas, propriamente ditas, começam em fevereiro, mas nós calouros e intercambistas temos umas semaninhas antes ali para adaptação e recreação.

Claro que quando as aulas começarem eu não vou ter mais tanto tempo livre para sair viajar e conhecer os demais países da Europa mas, ainda assim, vou dar um jeito de conhecer o máximo de lugares que eu puder até porque um amigo meu, que já morou dois anos em Lisboa, me adiantou que as passagens lá são muito baratas e que é pra eu aproveitar enquanto sou jovem e tenho disposição para sair e conhecer coisas novas.

Eu estou bem feliz com todos os preparativos para a viagem, estou muito ansiosa para ir de uma vez, acho que será uma experiência muito interessante para a minha vida. Hoje a tarde estou saindo para comprar algumas roupas mais quentes para que eu não sofra tanto com o frio quando chegar lá e, bom, agora a gente entra na reta final (faltam 27 dias para eu embarcar) é nesse momento que começo a olhar para todas as peças no meu guarda-roupas com outros olhos e é, também, agora que começo a me despedir dos meus amigos e colegas.

No dia 15 é pra ter uma despedida geral da galera mas as aulas da UFPR amigoscontinuam até o dia 21 de dezembro, eu estarei em todas elas, para aproveitar as últimas semanas com meus amigos; pretendo deixar minhas roupas para a viagem todas organizadas até esse dia, isso porque dia 22 de dezembro, de manhã beeeem cedinho, eu e minhas irmãs voltamos para Bituruna, para passar o Natal com meus pais e parentes e, claro, me despedir de todos para que, no dia 26 de dezembro, também pela manhã a gente volte para Curitiba eu coloque tudo na mala, confira tudo, mais uma vez, e aí meus pais me levam no aeroporto no dia 27 e eu tomo meu rumo com destino ao Velho Mundo.

Para ser bem sincera, ainda não caiu a ficha que eu vou viajar, passar seis meses, completamente sozinha, longe de família, amigos, parentes e conhecidos, acho que só vou me tocar disso quando eu chegar lá. A viagem já bem próxima e eu ainda não me deixei perceber o que isso significa.

Eu estou bem contente com o que vem acontecendo, a respeito dessa viagem. Fiquei muito orgulhosa de mim mesma por ter conseguido a bolsa, por ter atingido uma das minhas metas mais antigas, por estar sendo independente no que diz respeito a correr atrás de documentos e resolver os problemas etc., mas acho que uma das coisas que tem me deixado mais feliz com essa viagem é perceber o quanto de pessoas torcem por mim e que estão felizes pelas minhas conquistas. Minha família tem me dado muito apoio e vários conselhos, é lógico, (até agora o conselho de: volte com um italiano/francês/alemão/espanhol/português/holandês é o mais ouvido, sendo que os italianos são os favoritos ao título; prometi que iria pensar no caso), eles teimam em fazer lista de presentes e eu sempre tenho que lembra-los que sou estudante (leia-se, pobre). Espero que esse Natal seja muito divertido, pela proximidade da viagem, quero aproveitar mais os momentos com eles para que daqui uns três meses, quando eu estiver lá, sozinha, eu não me arrependa por não ter dado um apertão a mais no meu primo mais novo ou provocado meu tio dizendo que a carne que ele faz estava sem sal. Alguns amigos, em especial, tem demonstrado tanta alegria e empolgação quanto eu. Eles se interessam por cada novidade e sempre me ouvem quando quero reclamar das dificuldades, descobri que tenho mais amigos do que imaginava e fiquei muito feliz com isso, sempre torço pela felicidade das pessoas que gosto e perceber que é recíproco é muito reconfortante. Éééééé acho que vou sentir falta desse povo.

Falando nessa galera, um dos meus amigos mais estimados, sugeriu um nome para a série de posts que irão compor minhas aventuras na Europa; como, tanto eu quanto ele, achamos um máximo a abertura do filmPassaporte_Brasileiro_Pronto_03e Desventuras em Série ele sugeriu que eu batizasse a categoria de: Desventuras em série na Europa, pelo grande carinho e respeito que nutro por ele esse ficou o nome da série, então, quando vocês quiserem ver todos os posts relacionados a viagem é só clicar na categoria. Por enquanto, temos duas postagens mas logo, logo surgirão outras e quando eu estiver por lá vou contar tudo para vocês através do Caracol.

Por hoje acho que é só. Vocês podem ir me ajudando a fazer uma check-list. Temos seguro saúde, passgens aéreas, residência, carta de aceite, carteira de vacinação e passaporte com visto. Se faltar alguma coisa, me lembrem!

Logo sai o post contando da entrevista para o visto!

Um beijo a todos e continuem mandando suas boas vibrações!

 

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Uma odisséia, ora pois!

Eu acredito na sorte, e tenho constatado que quanto mais estudo mais sorte tenho”

adapt. Thomas Jefferson

Olá seus lindos!

Antes de começar, para que vocês não pensem que sou esnobe gostaria de explicar que Odisséia é definida pelo dicionário Aurélio como uma ‘viagem cheia de aventuras e peripécias.Série de acontecimentos anormais e variados’. Pronto, agora podemos começar.

Essa semana inteira foi uma correria e tanto, mas estou muuuuito feliz. Isso porque essa semana eu recebi a notícia definitiva: Vou fazer intercambio, pela UFPR, ano que vem!

Estou organizando os últimos detalhes da viagem mas já é certo. Oooh ooh mas não é tão fácil assim né? Realmente não foi nada fácil e agora eu vou contar para vocês, todos os detalhes de, como eu consegui isso.

Em 2011 eu entrei na UFPR e no primeiro dia de aula minha coordenadora apresentou o curso e comentou sobre alguns programas da UFPR, entre eles ela citou o Mobilidade Acadêmica. O nome me chamou a atenção e fui ver o que que era essa coisa. Descobri que era um programa de intercambio da Universidade e que se você atingisse uma nota mínima em cada coisa você poderia concorrer a uma bolsa de estudos em uma universidade parceira. Não é nem preciso eu dizer que me interessei e passei a me empenhar em conseguir isso. Os critérios eram o currículo e desempenho acadêmico e uma entrevista pessoal.

Assim eu comecei a estudar, estudar e estudar mais um pouco para que minhas notas nunca ficassem abaixo dos demais alunos do meu setor, que eram meus concorrentes em potencial, fui em todas as palestras possíveis, participei de feira de profissões, oficinas… tudo que eu podia fazer para contar pontos no currículo.

A primeira vez que me inscrevi para esse programa foi no final de 2011, com saída prevista para 2012/2, como é óbvio eu não fui e essa foi a minha primeira quebrada, feia, de cara! Quando meu nome não estava na lista dos selecionados. Sobrevivi e continuei estudando, ainda mais, porque eu estava decidida a tentar de novo.

A primeira vez eu me inscrevi para a Universidade Simon Fraser, no Canadá, tinha feito os testes de suficiência em língua inglesa…. estava tudo ok para a viagem, só que não.

Lá pelo mês de Maio abriram as inscrições para o Mobilidade Acadêmica 2013/1 eu fui tentar me inscrever mas sempre dava erro. Desesperada eu liguei na ARI (Assessoria de Relações Internacionais) que é o orgão responsável pelos intercâmbios e perguntei porque a minha inscrição não estava dando certo. O moço que me atendeu me disse o seguinte:

– Não dá certo porque você esta com saída prevista para 2012/2

– Não, mas deve ser um engano, eu não fui selecionada. Não tenho saída prevista.

– Tem sim! Você esta como apta na Universidade de Simon Fraser, no Canadá. Desistiu do processo?

– Como assim apta? Eu nem sabia disso. Vocês mandaram algum e-mail?

– Sim, mandamos, mas alguns e-mails voltaram, talvez o seu fosse um deles.

– E vocês não tentaram entrar em contato comigo de outra maneira?

– Não.

– Entendi. Mas dá tempo ainda de eu levar a papelada aí?

– Acho que o prazo já encerrou.

– Entendo, tudo bem então, cancela essa saída pra eu poder me inscrever na 2013/1, por favor?

– Aah claro, só um minuto…… Prontinho Thaisa. Já pode se inscrever.

– Ok, obrigada.

Éééé José… essa foi a minha segunda quebrada, feia, de cara (espatifei-me contra o asfalto). Você, querido leitor, deve estar pensando que eu fiquei puta da vida, chinguei todo mundo e tal mas, na real, não fiquei. Claro que eu adoraria ter ido para o Canadá, eu já estaria por lá (e no natal meus pais poderiam dizer: nossa família toda reunida, menos Thaisa, que esta no Canadá haha) porém… não deu. Não tinha nada que eu pudesse fazer, não foi uma falha minha, o jeito era erguer a cabeça e bola pra frente; eu ficar chingando os caras não ia adiantar nada. Na verdade, quando meu amigo me perguntou se eu tava puta eu disse que não, que surpreendentemente eu estava feliz pois, no principio (Deus criou o céu e a terra) eu achava que ninguém me queria, aí, do nada, eu descubro que eles queriam que eu fosse mas por uma falha eu não pude ir.

Ok, colei os caquinhos da cara e me inscrevi novamente. Tentei a universidade Canadense de novo…. no meio do processo fiquei com medo que o ocorrido se repetisse e, mais uma vez, eu perdesse a oportunidade. Pedi para minha coordenadora indeferir meu pedido, para que eu passasse a concorrer com a outra universidade da minha lista.

Nós aqui da federal, para quem não sabe, podemos escolher três possíveis universidades de destino as minhas escolhas foram: Universidade Simon Fraser, Universidade de Aveiro e Universidade de Coimbra.

Pensei muito para tomar a decisão de indeferir a universidade. Analisei todos os planos de estudo, história da universidade, cidades cedes, planos para intercambistas, comentários sobre as instituições,tudo; e a melhor opção foi a Universidade de Coimbra, uma das mais antigas da Europa e considerada a OXFORD da Língua Portuguesa.

Refiz todo o processo de Mobilidade Acadêmica, fiz inscrição, elaborei plano de estudos, carta de motivação, documentos comprobatórios, currículo, análise do IRA (Índice de Rendimento Acadêmico) e a pior parte do processo de seleção: a entrevista pessoal.

A entrevista começaria as 17:30h eu fui a primeira a chegar e de repente começou a entrar uma galera naquele hall de espera… até que eu perguntei: todos vocês são pra entrevista de Mobilidade? Todos balançaram a cabeça afirmativamente. Tinha umas doze pessoas… disputando UMA bolsa; no meio dessa galera tinha um japonês e nessa hora eu pensei: Fudeu! Não vou mais. Sério, eu fiquei morrendo de medo.

Todos estavam com muita pressa porque tinham compromissos após a entrevista então eu deixei que eles passassem na minha frente.

Era a minha segunda tentativa, eu conhecia os entrevistadores e eles lembravam de mim fizeram perguntas bem pontuais. Um dos professores viu que numa das universidades eu pretendia estudar língua e cultura alemã… ele, bem filho da mãe, me fez uma pergunta em alemão. Suei frio, respirei fundo e falei: Entschuldigung Lehrer, ich bin noch studiere die Sprache! Não sei, exatamente o que saiu mas o que eu queria dizer era ”Desculpe professor, eu ainda estou estudando a língua”; deve ter saido algo parecido porque ele sorriu e soltou um ‘Sehr gut’.

Depois da entrevista é a pior parte, sempre, porque é a parte da espera. Ainda mais com a greve das universidades federais. A entrevista foi lá por maio mas eu fiquei sabendo que tinha sido selecionada a cerca de um mês atrás, eu tive um dia pra juntar toda a documentação e levar até a ARI. Consegui hehe.

Lembrando, agora, foi engraçado porque eu ligava quase todos os dias lá na ARI atrás de informações, enchi tanto o saco que sempre que eu ligava e falava que era pra pedir informação sobre a mobilidade eles já falavam: Aaah é a Thaisa?

Minha Carta de Aceite da Universidade de Coimbra

Hahaha fiquei super conhecida por lá.

Depois disso ainda teve uma parte crítica. A espera do aceite da universidade de destino. Claro porque se eles resolvem não te aceitar, você não vai e pronto, acabou.

Meus documentos chegaram em Coimbra no dia 23 de outubro e a notícia de que eu tinha sido aceita chegou, por e-mail, no dia 05 de novembro, meus documentos de aceitação chegaram, por e-mail, no dia 08 de novembro e as cartas originais devem estar aqui em casa dentro de uma ou duas semanas (dependendo do tempo do correio).

Vocês devem imaginar o quão feliz eu estou né. Eu estudei, feito uma louca, por dois anos inteiros visando esse único objetivo maior, consegui ter a maior nota em tudo entre todos os meus concorrentes e consegui a bolsa.

Não contei nem metade das quebradas de cara que eu tive durante o processo. Matérias que não batiam, ementas trocadas, professor sacaneando com nota e eu tendo que correr atrás pra recuperar, um monte de outras coisas pequenas que me deixavam extremamente stressada, preocupada e com vontade de desistir de tudo. Mas, ainda bem que fiquei só na vontade e não desisti de nada. Agora, estou bem orgulhosa de mim mesma por ter passado por cima de todos os obstáculos que surgiram.

Perdi as contas de quantas vezes me convidavam pra sair e eu dizia não porque tinha que terminar um livro ou porque tinha que copiar a matéria atrasada, de quantas canetas eu gastei e quantas vezes ficava na biblioteca da faculdade estudando com uma amiga até as 22:00h com minha mãe me ligando desesperada mandando eu ir pra casa. Já nem ligo pros sapos que tive que engolir por causa de algumas pessoas que nunca podiam ajudar e mais do que tudo já toquei um foda-se para todos aqueles que duvidaram que eu iria conseguir.

Lembro que minha amiga me perguntou um dia por que eu queria tanto fazer um intercambio e eu respondi que era porquê, principalmente na minha cidade, tinha muita gente que achava que eu jamais conseguiria (tapa de luva de pelica, rules).

Espero ter deixado mais ou menos claro, para vocês, alguns detalhes da minha viagem e espero que vocês estajam felizes por mim, continuem torcendo e, assim que eu tiver mais novidades ou ideias, vou postando por aqui.

P.s.: Prevejo pessoas indignadas porque eu só contei do intercambio quando saiu o resultado da bolsa de 2013/1, mas queria deixar bem claro que é porque eu tenho uma filosofia de vida que é a seguinte:

”Só envolva as pessoas, que você gosta, nos seus planos quando você tem certeza que elas não irão se decepcionar ou só se for extremamente necessário”.

Talvez essa minha filosofia seja errada e egoísta, peço desculpas, mas no momento ela me parece correta e foi por isso que eu mantive o processo meio que em segredo até eu ter certeza que ninguém ia se decepcionar!

Desculpem-me mas me pareceu a coisa certa a fazer! Tentem entender os meus motivos =D

 

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Marca Páginas – Bufo & Spallanzani de Rubem Fonseca

 

“Você fez de mim um sátiro (e um glutão), por isso gostaria de permanecer agarrado às suas costas, como Bufo, e, como ele, poderia ter a minha perna carbonizada sem perder esta obsessão.´
Assim o escritor Gustavo Flávio, um dos protagonistas deste romance, começa a desfiar a trama de pequenas e grandes obsessões que fazem de Bufo & Spallanzani um dos mais surpreendentes livros lançados nos últimos anos.
Também o leitor vai se descobrir agarrado ao desenrolar acelerado de estranhos acontecimentos, incapaz de pôr de lado uma história que o domínio narrativo, a cáustica ironia e a brutal franqueza de Rubem Fonseca transformam em um intrigante jogo de verdades e mentiras”.

Esse livro é ótimo.

Eu poderia parar por aqui e quando vocês o lessem iriam concordar comigo sem demora, no entanto, o objetivo dessa seção é eu dar a minha opinião sobre os livros falando o porque gostei ou não do exemplar.

Para começar quero deixar claro que adoro aquela frase inicial ali de cima (Você fez de mim um sátiro (e um glutão), por isso gostaria de permanecer agarrado às suas costas, como Bufo, e, como ele, poderia ter a minha perna carbonizada sem perder esta obsessão) acho que ela se encaixa muito bem no contexto do livro e causa um impacto muito grande para aqueles que pretender ler a obra.

Eu, provavelmente, nunca teria pensado em pegar esse livro, se o visse numa biblioteca qualquer, por achar que iria se tratar de uma dissertação sobre biologia e tals. Isso porque, como sabemos, Spallanzani foi um importante cientista dessa área e Bufo é o nome cientifico de um sapo que expele, involuntariamente, veneno. Porém eu fiquei com uma vontade absurda de ler esse livro quando, na aula de literatura meu professor comentou:

– Bufo e Spallanzani foi pedido como leitura obrigatória no vestibular da UFPR, há alguns anos atrás, mas foi retirado da lista porque muitos pais moveram uma ação contra a Universidade alegando que o livro era impróprio à idade de seus filhos. A UFPR foi proibida de cobrar esse livro no vestibular.

Convenhamos que, depois disso, é completamente aceitável a minha curiosidade ter ido a mil. O professor continuou contando um pouco da história e o que levou os pais a pedirem a exclusão do livro da lista… bando de incultos sensacionalistas, na minha opinião…. eu fico imaginando o que eles fariam se a federal tivesse pedido A Mulher que Escreveu a Bíblia como leitura obrigatória.

Mas voltando ao livro. Bufo e Spallanzani é um livro muito inteligente, ele mistura ciência, romance, loucura, obsessão e crimes em uma única narrativa.

O estilo de Rubem Fonseca é facilmente detectado, logo no início do livro, a leitura crua, banal, mostrando o lado mais humano possível dos personagens, aquele que eles falham.

Normalmente, eu fico com um pé atrás para romances policiais, isso porque muitas vezes o autor consegue estragar o livro deixando muitas brechas fazendo com que nós, leitores, sejamos capazes de identificar o culpado lá pela metade do livro, além disso é comum que a leitura fique um pouco massante, eles procurando provas e tudo o mais, no entanto, isso não acontece com Bufo e Spallanzani a leitura flui freneticamente o tempo todo. Mal acaba de explodir uma bomba numa parte da história já estão tentando cortar o fio vermelho lá na outra.

Sei que tem muita gente que não gosta do estilo de escrita do Rubem Fonseca, isso porque ele é do tipo curto e grosso mesmo, não fica escondendo os defeitos das pessoas e nem poupa os leitores de coisas nojentas ou que gostaríamos de não ter lido; por exemplo, durante o livro do Bufo e Spallanzani ele, para descrever o policial, fala da blusa ensebada. Sério, aquilo me revirava o estomago, porque eu tenho nojo e é a esse estilo que me refiro. Fonseca não poupa nada por ‘nojinho’ ou por ser desagradável, ele simplesmente escreve e deixa que o leitor se vire com seus demônios internos.

Eu, assim como meu professor de literatura, adorei esse livro e vou falar euforicamente dele a qualquer um que me fizer uma pergunta sobre a história, então sugiro que leiam esse livro o mais rápido puderam, apreciem a leitura e o talento que Rubem Fonseca tem de te prender desde a primeira linha até o último ponto final dessa história.

 
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Publicado por em outubro 16, 2012 em Livros

 

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