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Voltei

Bom, já estava mais do que na hora de escrever para esse Blog novamente.

Hoje fazem 15 dias que estou de volta no Brasil e admito que a sensação de desembarcar aqui foi muito gostosa. Por todas as pessoas que passei, desde controle de passaporte, fui recebida com um sorriso.

Antes de contar como esta sendo os meus dias vamos voltar para quando eu estava em Lisboa.

Fiquei em um hostel por dois dias antes de voltar para o Brasil mas minhas malas ficaram na casa de um

No Castelo de São Jorge

No Castelo de São Jorge

amigo que me ajudou a chegar até o aeroporto. No penúltimo dia eu acabei não fazendo nada, era o dia que tínhamos voltado de Paris então só tomei um banho e fiquei no computador o resto do dia porque estava muito cansada. Meu último dia eu sai passear. Fui no Castelo de São Jorge, visitei a Torre de Ulisses, a pedido de um amigo meu, fui a Belém, comi mais um pastelzinho e passei, praticamente, o dia todo atrás de um Queijo da Serra da Estrela para trazer, para que meu namorado e família pudessem provar uma das 9 maravilhas gastronômicas de Portugal.

No dia 10 de julho, meu namorado as 5 da manhã em Lisboa (01:00h em Curitiba) me mandava infinitas dm’s  no twitter para que eu acordasse e não perdesse a hora de voltar para casa. Eu estava extremamente ansiosa então obviamente não perdi a hora. Levantei, tomei um banho e coloquei a roupa com a qual voltaria para o Brasil, peguei todas as minhas coisas no hostel e fui até a casa do meu amigo pegar minhas malas. As 06:20h da manhã o taxista com quem havíamos combinado estava na porta de casa para me pegar e levar até o aeroporto. Chegamos lá umas 06:40h fui até um guichê da Safe Bag e mandei enrolar minhas duas malas, depois disso me dirigi ao balcão da TAP e fiz meu check-in. Minhas duas malas, juntas, deram apenas 42kg… me achei super compacta quando vi isso e até recebi um elogio da moça da companhia aérea pela praticidade (haha).

Embarquei e meu voo decolou as 09:20h, infelizmente eu nem vi a decolagem eu simplesmente apaguei no meu assento e só acordei cerca de 2h depois… paciência.

O voo foi lento mas bem tranquilo e chegamos no Rio de Janeiro no horário correto. Teoricamente meu voo sairia as 21:45h do Rio e chegaria em Cwb as 23:06h maaaaas o que eu não esperava é que eles

Último dia em Lisboa: se eu perdesse o voo ia nadando!

Último dia em Lisboa: se eu perdesse o voo ia nadando!

cancelassem o voo das 21:45h e não me informassem disso quando eu fui tentar fazer o Check-in, resultado: deu merda. Perdi o voo das 19:40h para Cwb (novo voo) e se não houvesse outro teria que dormir por lá mesmo. Desesperada fui atrás dos funcionários da Gol e eles me deram uma desculpinha lixo o que me deixou extremamente revoltada. O suficiente para começar a dar “piti” no meio do aeroporto falando do descaso da companhia com o cliente. Nisso chega para resolver meu problema uma mulher muito bem educada que disse que daria um jeito; mais calma eu aguardei a solução prometida. Eram 20h e ela conseguiu me encaixar num voo da TAM das 20:30h; aí foi aquela correria pelo aeroporto para despachar mala pela TAM, fazer check-in, passagem nova etc. O problema foi que eles queriam que eu pagasse o excesso de bagagem; até fui na fila e tudo mas devido o horário chegou um policial agarrou meu braço e falou: Maia? Curitiba?. Fiz que sim com a cabeça e ele pediu para que eu o acompanhasse, fomos num guichê separado ele me entregou uma passagem, indicou onde era a entrada na segurança e disse:

–       Moça, dá uma corrida que só falta você no voo. Vou passar rádio para a segurança eles não vão te atrasar. Se tiver notebook avise onde está mas não precisa tirar.

Saí correndo pelo aeroporto até o local indicado e  quando cheguei uma moça me chamou e mandou eu colocar as coisas na esteira mas nem precisei tirar o computador. Só avisei onde estava e tudo bem. Ela apontou para onde eu deveria seguir e corri mais uma vez para o portão de embarque. Os funcionários que estavam lá mandaram eu seguir pela rampa que teria uma van esperando por mim, que me levaria até o avião. Corri, mais uma vez; cheguei na van e fomos para o avião, embarquei  e aí decolamos.

Não consegui avisar ninguém que chegaria antes então assim que pisei em Curitiba fui pegar minha bagagem mas antes, ainda, achei um telefone publico e liguei para meu pai, pedindo que ele avisasse minhas irmãs que eu já estava no aeroporto e tudo mais.

Meu bolo!

Meu bolo!

Fui para a entrada do aeroporto e fiquei esperando por eles lá (confesso que queria ter tido a sensação de eles esperando por mim na saída dos voos e tal maaaas não foi desta vez =/). Felizmente eles resolveram sair de casa um pouco antes e eu tive que esperar apenas uns 10 minutos. Obviamente que eles acharam que meu pai tava sacaneando e eu não tinha chegado coisa nenhuma, mas ainda bem que resolveram ir na entrada do aeroporto tirar a dúvida haha. Depois de abraçar todos pegamos minhas malas e fomos para o carro e, enfim, cheguei em casa.  Eles haviam preparado uma festinha de recepção para mim que achei a coisa mais fofa do mundo e tinha, inclusive, um bolo em formato de Pokebola!

Aconteceram muitas coisas nessas duas semanas,  desde minha chegada, algumas boas e outras péssimas, mas que não cabem nesse post e por isso o Caracol ficou um pouquinho desatualizado, peço desculpas.

Eu ainda não sei como farei com o Blog, espero poder retomar a rotina dele em breve mas não vou prometer isso, por enquanto.  Vou ir publicando nele coisas que eu ache interessantes e que eu acho que vocês vão gostar mas ainda não me decidi se mantenho as sessões anteriores ou se faço algumas mudanças por aqui… veremos.

Agora só me resta agradecer de coração o apoio que recebi de todo mundo e a torcida que andaram fazendo para que tudo desse certo. Obrigada por terem acompanhado minhas histórias e, desta forma, compartilhado uma experiência tão importante na minha vida.
Meu namorado, Lucas, em todas as viagens que fizemos ele disse que estava saindo para conhecer o mundo e deu um lema para essas ocasiões: Thata, de Bituruna, para o mundo.  Sim, foi para o mundo e foi ótimo ter conhecido tantas coisas, mas por mais que legal que tenha sido tudo, por mais que o mundo tenha, ainda, tanto a oferecer e mesmo eu me apaixonando por tantos lugares (e querendo voltar) there’s no place like home.

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Paris

Por algum motivo, que não sei explicar qual, eu nunca me senti imensamente atraída por Paris, se eu não tivesse visitado a cidade, enquanto estava na Europa, era algo que não me deixaria tão triste assim. Felizmente, surgiu a oportunidade e eu fui conhecer a Cidade Luz.

Primeira coisa a se dizer da capital francesa: é linda! A cidade por si só te encanta, ela tem um ar de antigo eDSCF7450 clássico, com vasos de flor espalhados, feirinhas de rua, que faz qualquer um morrer de amores logo na chegada. Estando um pouco mais de tempo por lá você percebe alguns defeitos da cidade, obviamente, algumas ruas são sujas e o metrô é um labirinto (sério), no entanto, nem isso fará que você se “desapaixone” pela cidade.

Aquela historinha de que franceses são grossos quando falamos em inglês é balela… claro que você não pode chegar já falando inglês de cara com as pessoas da rua, isso é ser presunçoso, mas pedir um “com licença”  em francês e depois, se necessário, continuar em inglês já é o suficiente para eles sempre simpáticos e abrirem um sorriso ao dar informações.  Eu sei apenas uma frase em francês, qual minha irmã me ensinou antes de eu viajar, que é um “Desculpe eu não falo francês, você pode falar em inglês, por favor?”  e não precisei de mais nada para que as pessoas me tratassem super bem por lá. Não lembro de nenhuma grosseria dos parisienses para comigo!

Em Paris demos uma de rycos e dispensamos o hostel… ficamos mesmo em um hotel. Banheiro próprio, toalhas trocadas, quarto limpo, foi bacana e já que era a última viagem, nem o bolso não reclamou muito.

No primeiro dia que chegamos em Paris já decidimos que iriamos no Louvre… ai ai como seria bom ter mais tempo para andar por lá, ouvir as explicações certinhas e aproveitar mesmo o lugar.  No museu, de mais importante, visitamos os Apartamentos de Napoleão, Vênus de Milo, Código de Hamurabi e, não poderia deixar de ser: Monalisa. Aquela sala é lotada, quase impossível respirar de tanta gente, principalmente asiáticos que tiram fotos de todos os ângulos possíveis.

DSCF7543 Depois do Louvre fomos andando até a Bastilha e, no meio do caminho, fizemos umas paradas estratégicas na Pont D’Arts (aquela dos cadeados) e em Notredame… aaahh Notredame por que tão perfeita?

Em Notredame eu sumi  da vista de meus amigos por cerca de uns 40 minutos, isso porque eu encontrei um grupo de cegos e resolvi ir conversar com eles.

Meu namorado, Lucas, tem um certo preconceito por Paris e, depois de conhecer um pouco da cidade, eu senti vontade de mudar isso para que um dia ele queira ir para lá comigo. A maior reclamação dele é que nessas viagens, normalmente, se tem coisas para ver e nada para fazer sendo assim ele sai no prejuízo, então, ao ver um grupo tão grande fui lá perguntar sobre o roteiro deles, se era uma empresa ou o que… eles foram muito, muito simpáticos comigo, me deram várias dicas de lugares onde eu e o Lucas podemos ir, onde não é vantagem ir, onde há lugares legais para comer e várias outras coisas, achei eles muito atenciosos e gostei muito da conversa, principalmente porque no final eles falaram algo que achei muito válido: “não tenham medo de viajar porque, talvez, não tenha o que fazer no local. O local acaba sendo o de menos e você vindo aqui falar conosco por causa dele já fica claro que não tem como ser ruim, vocês farão coisas juntos e isso é o que importa”. Aah e teve uma coisa muito bonitinha que falaram sobre Paris ser a cidade do amor, mas só ser possível isso pelos casais que nem vou colocar aqui senão serei muito zoada haha. Me despedi do grupo e continuei com minha visita por Notredame que foi sensacional, aquele lugar é muito incrível, enorme, cheio de detalhes e extremamente bonito… até deu dó de sair de lá mas tínhamos que ir porque havia começado a missa e depois de um tempo estavam nos expulsando da igreja para não atrapalhar quem estava rezando.
Sem abatimentos seguimos caminho até a Bastilha e, admito, foi difícil imaginar toda uma revolução e um prédio tão grande no lugar onde, hoje, se encontra um obelisco.

No segundo dia fomos para Versalles e, deuses, quanta gente cabe naquelas salas, o lugar era muito lotado. DSCF7566Lindo e muito interessante mas cheio de gente. Nós não precisamos pagar nada para entrar porque erámos estudantes europeus e com visto para um ano, então entramos de graça na casa de Maria Antonieta. Visitamos o quarto da rainha e até o quarto do Rei Sol, o salão de bailes e a sala de jantar. Quando finalizamos a visita, umas 14h, voltamos para Paris e nossa primeira parada foi a Dama de Ferro francesa a Torre Eiffel. Em frente a Torre há vários jardins com arvores e tal o que resulta num ótimo lugar para se passar o final de semana e, de quebra, se tem uma linda vista. Subimos na Torre e vimos Paris do alto, de lá dá para ver vários monumentos da cidade, inclusive alguns que havíamos visitado e outros que ainda iriamos. Saímos da Torre em direção ao Arco do Triunfo, fomos a pé, para poder conhecer a cidade um pouco. Passamos no meio de uma manifestação egípcia e conhecemos a famosíssima Champs Elissés, a avenida mais famosa do mundo. É nessa avenida que se encontram as lojas mais caras de Paris (e do mundo) até pensamos em entrar em uma loja da Louis Vuiton para ver como era mas quando vimos que havia uma fila, enorme, para entrar na loja acabamos desistindo. Pegamos o metrô e fomos para St. German. Na St. German foi onde o grupo de cegos em Notre Dame falou que haviam coisas boas e baratas para comer, havíamos lido isso em blogs antes e também porque era do ladinho de Sorbonne e eu estava querendo muito conhecer a Universidade.

Chegamos lá e nos deparamos com um paraíso para turistas, lojas baratas, comidas baratas e tudo muito agitado (bairro universitário). Achamos um restaurante legal e decidimos que almoçaríamos nele no dia seguinte. Ter ido até lá foi legal porque além disso tudo meus amigos encontraram CD’s que eles estava procurando a muito tempo e ficaram super felizes.

Esgotados voltamos para o hotel e pedimos, num restaurante ao lado do hotel, um balde de frango para comer, hahaha só a gente para dar uma de ogros na cidade mais chique do mundo. Mas, vocês me perdoem, porque aquilo estava muito bom e durante a trucidação do jantar houve até umas revelações entre amigos lá, foi divertido.

Nosso último dia em Paris ficou reservado para Montmartre, fomos na Sacre Cor, Moulin Rouge e no café da DSCF7645Amélie Poulain. Depois disso fomos almoçar onde havíamos nos programado (aqui ocorreu algo interessante com troca de pratos mas tentarei fazer um post só para isso depois).  Depois do almoço, com tempo ainda fomos até o local onde gravaram uma cena do filme Origem (aquela do café explodindo) e, sem querer, nos encontramos na praça onde foi gravada a cena inicial do filme Fim dos Tempos, após isso pegamos o metrô e fizemos nossa última parada num mirante que dava para a Torre, onde foram gravadas algumas cenas de Amélie Poulain.

Visitamos alguns outros lugares em Paris, mas esses se destacaram porque foram os mais marcantes… voltando para Porto decidimos que sentiremos saudades dessas aventuras vividas.

Por mais linda que Paris tenha sido, por mais especial e divertida que tenha sido a viagem com amigos e tudo o mais… na cidade do amor, o que fez falta mesmo não foram os amigos. Tanto eu, quanto o Victor e o Bispo falávamos a todo momento das pessoas que queríamos que estivesse ali conosco. Victor não deixou de pensar, e de falar, nem um segundo na namorada Laís (de tanto falar dela acabou que eu e o Bispo criamos um afeto especial pela morena) na mãe (que já visitou a cidade) no pai, que se impressionaria com tanta coisa bonita no mesmo lugar e na irmã que ele queria ter levado junto. O Bispo levou uma camisa do Corinthians para lembrar dos pai, mandava mensagens, querendo contar tudo, para a mãe a todo o momento e procurava, incansavelmente, alguma coisa que a irmã fosse gostar, me fez ir até a Sephora escolher algumas coisas para a amiga dele e falava o quanto ela ficaria feliz em receber.  Eu… aah eu não posso falar de mim mesma, quem precisa me entregar são os meninos, mas lembro que, mais de uma vez eu disse que se minha irmã estivesse lá não teríamos dificuldades linguísticas, que meus pais ficariam locões em Versalles e Louvre, que minha outra irmã iria fazer cara de nojo pro Scargot e ia ficar toda encantada pelas gárgulas de Notredame e, por último mas não menos importante, falava constantemente que era muito irônico eu estar na cidade do amor sem o meu, por vezes tive vontade de buscar o Lucas nadando só pra quebrar a ironia (hehe).
Aaah a última viagem pela Europa foi muito boa, sem imprevistos, sem brigas e sem contratempos; foi a maneira ideal de fechar esse intercambio.

 

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Amsterdam

Ontem eu voltei da  minha última viagem, nesse intercambio, pela Europa. Conheci Amsterdam e Paris e foram experiências muito legais.

Em Amsterdam eu e meus amigos ficamos em um hostel meio zoado… mas era só por uma noite mesmo então tá valendo. Nós tínhamos que subir cinco andares de escadas para alcançar o nosso quarto porque não tinha elevador e dividimos o local com mais 15 pessoas. Nossa vantagem é que ficamos bem no centro da cidade e do lado da rua mais famosa de Amsterdam… a Red Light.

Uma coisa que acho legal fazer aqui na Europa, quando visito diferentes cidades, é passear com o Walking Nos canais de AmsterdamTour, os guias vão passando por pontos chaves da cidade e os explicando, aí você conhece os lugares, a história e aproveita para se ambientalizar na cidade mesmo.  Depois de comer (acho que) o melhor hambúrguer que já comi (no Burger Bar) eu e os meninos fomos até o ponto de encontro do Walking Tour, nossa guia foi uma guria bem alternativa e achei ela querida e boa na condução do grupo. Meus amigos não gostaram dela, tanto que, depois, surgiram alguns comentários a respeito da menina, mas, gosto, amor e cor não se discute. Terminado o tour fomos conhecer alguns outros lugares por onde não passamos e, também, ficar zanzando pela cidade.

Amsterdam, realmente, tem cheiro de maconha. Passando na frente de alguns coffee shops então é fácil identificar, há meninas em vitrine o dia todo mas a noite parece que elas brotam do chão e algumas delas são extremamente bonitas que você se pergunta o que é que ela está fazendo naquela vitrine, outras são feias, feias mesmo, que você também se pergunta o que elas fazem na vitrine (haha). No nosso segundo, e último, dia em Amsterdam, após um leve conflito pela manhã devido a atrasos, fomos até a Museumplein que é onde está o famoso letreiro de “I amsterdam”… impossível tirar uma foto que preste lá, muita gente e muito mais pessoas sem semancol. O único horário que poderia ter saído uma foto boa, meu amigo, no lugar de tirar foto, gravou (o comando estava errado na câmera)… paciência né… acontece nas melhores famílias, pelo menos eu tenho um vídeo no letreiro haha.

Por mais que Amsterdam seja o lugar ideal para se ficar doidão e tal nós não fizemos isso, nem chegamos DSCF7309perto, na verdade, e não senti falta. Aquele lugar é estranhamente acolhedor e aproveitei o tempo lá para andar de bicicleta e aproveitar a cidade por si só. Fui numa loja de queijos e provei queijos muito, muito bons mesmo, comi muito bem Amsterdam, para ser sincera. Fomos até uma feirinha que rua e lá haviam muitas coisas legais e super baratas (Waterloo Market, se não me engano) aah se eu não estivesse viajando de ryanair eu teria dado bastante lucro para aqueles vendedores haha. Uma das coisas que mais me encantou em Amsterdam, no entanto, foi a biblioteca. É um prédio gigante só para isso, tem CD’s, DVD’s e, obviamente, livros, centenas e mais centenas de livros divididos por especialidades, há sofás por todos os lados para sentar e ler, computadores (Mac) para fazer pesquisas, ler na internet ou apenas ficar na internet e, pra ajudar mais um pouco, do último andar na biblioteca você tem uma vista panorâmica gratuita da cidade. Confesso que ao entrar na biblioteca de Amsterdam senti uma ponta de inveja de tudo aquilo e vontade de ficar por lá mesmo.

Ainda em Amsterdam enquanto andávamos de bicicleta bateu uma puta saudade de ninguém mais ninguém menos que o lindíssimo do Lucas e, por mais doido que possa parecer, das minhas duas irmãs. Do Lucas os motivos são óbvios, eu queria que ele estivesse ali comigo… tem bicicleta para duas pessoas por lá e quando

Andando de bicicleta no VondelPark

Andando de bicicleta no VondelPark

pudermos viajar juntos para Amsterdam com certeza ela estará no roteiro (até gravei um vídeo todo cuti para ele mas não consigo enviar). Mas lembrei das minhas irmãs porque, quando eu era criança, meus pais resolveram nos colocar numa daquelas bicicletas de carrinho, para mais pessoas… eu fui na cestinha (haha) minhas irmãs pedalavam e guiavam até a hora que eu, me mexendo naquela cestinha feito uma lagartixa, bloqueei a visão de todo mundo e nosso carrinho foi direto para um barranco…. eu só lembro de eu berrando, esperneando e agarrando o pescoço do meu pai loucamente para que ele me salvasse da morte certa (leia-se um joelho ralado). Na hora foi desesperador mas lembrando agora…. foi engraçado e achei que seria legal se elas estivessem em Amsterdam e mais legal ainda se uma de nós levasse um tombo durante o passeio, só pra dar risada.

Quando deu umas 22h pegamos um trem para ir até o ponto onde teríamos que pegar o ônibus para Paris. Chegamos no local o ônibus ainda não tinha chegado, esperamos um pouco e resolvemos perguntar para um casal, que pegaram o mesmo trem, se eles sabiam se era ali mesmo e tal. Nossa surpresa foi quando o moço, extremamente animado e simpático nos disse:

–       Nós não sabemos, estávamos seguindo vocês! Ouvimos vocês falando Paris e, bom, vocês são três…. achamos que sabiam para onde ir então os acompanhamos.

Hahahahaha a gente deu muita risada com isso. Mas aí pedi para ver o endereço que eles tinham… era o

Na MuseumPlein

Na MuseumPlein

mesmo que o nosso então ficamos tranquilos… para ficar ainda mais de boa fui até um lugar onde haviam vários ônibus estacionados e lá estava o nosso para Paris, voltei e falei, alegremente, para o casal.

–       Nosso ônibus está lá e já podemos entrar. Vamos!

Eles agradeceram e fomos até o ônibus, não falamos mais com os dois, mas foi muito divertido descobrir que estávamos, de certa forma, seguindo uns aos outros.

Depois disso foram umas 9h de viagem até a Cidade Luz, mas aí já fica para o próximo post.

 

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Roma, a cidade eterna!

Saudações, leitores!

Hoje é mais um dia de post no blog, desta vez sobre a viagem para a Itália!

Antes de começar eu gostaria de falar que está sendo um pouco estranho escrever sobre uma viagem para Itália em meio a tudo isso que vem acontecendo no Brasil.  Se eu estivesse em terras brasileiras tenho certeza que estaria metida no meio dos protestos de Curitiba e nem passaria pela minha cabeça uma viagem para a Itália, mas como eu estou tão longe do Brasil e já estava na Itália quando os protestos começaram não posso fazer muita coisa a não ser contar para vocês como foi a visita na Itália.

A viagem para a Itália começou no dia 14/06 quando embarcamos em Porto com destino a Bologna.  Vou dividir os posts por cidade, para ficar mais organizado.

Chegamos em Bologna por volta as 18h e aí demos uma passeada pela cidade e provamos um tagliatelle a bolonhesa… ele não estava tão bom assim mas acho que isso foi mais por termos criado muitas expectativas para o prato.  Nosso trem para Roma saia na madrugada do dia seguinte então ficamos em um  barzinho até dar o horário de saída…. foi uma noite muuuuuiito longa.

Chegamos em Roma bem cedo e fomos direto procurar o nosso hostel. Achamos e, cara, o lugar era

Coliseu a noite

Coliseu a noite

inabitável, para vocês terem uma ideia nem o responsável do lugar estava lá, eu e meu amigo conversamos com os outros hóspedes do local que nos explicaram como funcionava. Depois de ouvir eu aproveitei que ninguém além de nós entendia a nossa língua e falei: eu não fico aqui… vamos embora!
Agradecemos as meninas e nos retiramos o mais rápido que conseguimos, já na rua decidimos procurar um outro local para dormir. Achamos um hostel muito bom e que estava apenas 7EUR mais caro do que iríamos pagar no primeiro, ficamos por lá mesmo. Eu e meu amigo dividimos quarto com um francês, um iraniano, duas chinesas e uma americana. Conversamos com os dois meninos sobre a vizinhança e eles nos aconselharam a não ficar na rua até mais tarde, o que se tornou um problema pois nossa ideia era que não pegaríamos hostel novamente e esperaríamos o trem na estação.  Conversamos com o responsável pelo hostel e ele falou a mesma coisa, que não deveríamos arriscar ficar tão tarde na rua. Eu e meu amigo decidimos que ficaríamos mais uma noite no hostel… não houve nem discussão, porém viajamos em três pessoas e tínhamos que convencer essa terceira a aceitar isso, foi um pouco mais complicado por diversas variáveis mas acabamos todos dormindo, confortavelmente e seguros, no hostel por mais uma noite.

Pantheon

Pantheon

O passeio por Roma foi incrível, no primeiro dia estava muito quente e quase não havia sombra onde nos abrigássemos mas, felizmente, Roma conta com inúmeras fontes de água potável e gelada por toda a cidade o que não permite sede e dá uma ajudada no calor. Na cidade eterna conheci o Coliseu, Fórum Romano, Pantheon, Fontana di Trevi e muitas outras coisas lindas só possíveis de serem vistas naquele museu a céu aberto que é Roma.

Fomos ao Vaticano e assistimos uma missa com o próprio Papa, não preciso nem dizer que nos divertimos mais do que oramos nessa missa. Uma das coisas mais legais que achei é que a missa é rezada em vários idiomas diferentes, o que a torna muito mais interessante que qualquer outra missa. Saímos do Vaticano e era umas 14h por aí, voltamos para o Hostel decidir umas últimas coisas e eu decidi que não queria ficar num Hostel quando eu podia conhecer Roma…. convidei a galera; meu amigo decidiu ir comigo e a menina que viajava conosco achou melhor ficar e descansar um pouco. Quando o sol baixou um pouco saímos para ver mais uma vez o Coliseu, Vitoriali e as demais atrações de Roma. Nesse dia, no entanto, o meu objetivo era chegar até a Piazza del Popolo, não sei porque mas algo me dizia para ir até lá. Chegamos na Praça e estava tendo a comemoração de 50 anos de uma empresa e eles haviam chamado uma orquestra que estava tocando apenas temas de filme. Assim que chegamos fomos recepcionados com a trilha sonora de Cinema Paradiso, obviamente eu e meu amigo sentamos no chão da praça e ficamos por lá só ouvindo a orquestra, antes da viagem eu e o Bispo (meu amigo) decidimos que o tema da viagem seria a trilha de poderoso chefão então vocês já podem imaginar a nossa emoção quando a orquestra começa com os primeiros acordes do Padrinho… claro que nos atrapalhamos todos mas conseguimos gravar a orquestra tocando! lol

Depois disso subimos em uma colina que dava uma vista panorâmica de Roma… era por do sol e aquela

Vista da Cidade

Vista da Cidade

cidade nunca foi tão encantadora.

Em Roma eu experimentei uma pizza que não consigo nem explicar o quão bom aquilo era. A cada mordida eu e o Bispo fazíamos um comentário a respeito da massa, textura, gosto do tomate, molhos… tudo, estava tão gostosa que eu poderia ter comido mais meio metro daquela pizza sem reclamar (lá as pizzas de rua são retangulares e você compra por metro), depois daquilo senti vontade de nunca mais escovar os dentes; além da pizza experimentei um sorvete de chocolate amargo com frutas do bosque, o sorvete de chocolate era preto e o de frutas do bosque tinha uma cor de vermelho sangue e o sabor de cada um era muito bom mas os dois juntos…. eram os dois juntos e só; comemos, também napolitani de chocolate, um sabor bem diferente mas muito bom e eu, num momento eufórico resolvi comprar uma badeja inteira de tomates para come-los, aqueles tomates tinham mais gosto de ameixas do que de tomates e eram incrivelmente bons (pena que não podia transportar no avião)… no último passeio por Roma eu e o Bispo vimos uma banquinha de frutas e elas eram tão apetitosas que resolvemos comprar, ele ficou com uma fatia de melancia e eu com uma laranja, daquelas que dá pra descascar com as mãos. A melancia parecia menos aguada que a brasileira o que foi um ponto negativo mas estava tão docinha que nem houve muitos comentários sobre isso, já a laranja estava doce e com muito néctar. Alguma coisa, de muito bom, acontece com as frutas e legumes da Itália, aliás com todos os alimentos da Itália, eles se transmutam em algo dos deuses.

Centro do Império Romano

Centro do Império Romano

Roma foi algo meio surreal, tudo aquilo que estudamos na escola estava diante dos nossos olhos, era difícil imaginar que estávamos andando no meio do que, antes, foi o centro de um império. Em alguns momentos eu lembro que falava, não sei se sozinha ou para meus amigos: “Cara, a professora Odila falou daquilo, na quinta-série!!!”; a história que minha professora explicou há anos atrás estava toda fresca na minha memória e a voz dela parecia ecoar na minha cabeça falando do Império Romano, inundação do Tibre e tudo mais que aprendi sobre Roma. Agradeci, mentalmente, a ela por gostar tanto do que estuda e ter passado o conhecimento tão bem para nós, alunos, a ponto de eu lembrar dos detalhes e ter aproveitado ainda mais a cidade e percebido os diferenciais de Roma, por não ter ficado só com a paisagem e ter sido capaz de entender a história por trás das ruínas daquela cidade.

No fim da viagem de Roma eu e o Bispo chegamos a conclusão que não importa quantos lugares você visite… se conhecer Roma, principalmente ao entardecer, ela toma seu coração e não devolve mais.

Já de volta no hostel eu aproveitei as últimas horas em Roma para tomar um banho entrar na internet e dormir… o trem para Florença saia as 06:50h do dia seguinte e tinha que acordar cedo, mas isso é história para outro post.

 

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Aprendi contigo a navegar, em qualquer tempo, qualquer mar… pai!

Semana passada tentei escrever algo antes de sair de viagem mas não consegui, eu tinha que estudar para uma prova e estava extremamente ansiosa para o Marrocos. Bom, agora que passou só posso dizer que foi uma das viagens mais incríveis que já fiz na minha vida, acho até que eu terei que dividir em partes essa publicação para não ficar tão exaustivo.

Acho que aqui vou falar mais sobre a viagem ao deserto e nos próximos posts eu falo sobre Marrakech, Madrid e Toledo!

No dia 02 de maio eu encontrei alguns amigos e nós pegamos o Trem-Hotel noturno para Madrid, de lá pegaríamos um voo até Marrakech. Vale adiantar que minha viagem já tinha tema musical antes mesmo de acontecer: Duas Noites no Deserto do Engenheiros do Hawaii (nunca fez tanto sentido).

Atravessamos o estreito de Gibraltar  e chegamos em Marrakech umas 20:00h fizemos check-in no Hotel e por um erro de datas descobrimos que iríamos para o deserto as 07:00h do dia seguinte.  Tentamos ir dormir cedo para ter pique, bom… cedo nós não conseguimos ir dormir mas no outro dia estávamos tão entusiasmados com a viagem para o deserto e para andar de camelo que acabamos por vencer o sono.

Iogurte marroquino, branco, com um pedaço de morango no centro

Iogurte Marroquino

A viagem de Marrakech até o deserto durou cerca de 7h passamos por várias vilas e cidades; experimentei Salada Marroquina, Tajine e Iogurte marroquino (este último uma maravilha a parte). Passei por paisagens que ainda não me parecem existir de verdade, contrastes extremamente interessantes; de um lado da estrada uma plantação de palmeiras e do outro: deserto.

Nosso guia, um marroquino, falava um inglês capenga mas ainda assim percebíamos que ele tentava interagir conosco… eu e meu amigo ficamos nos sentindo meio mal por não entendermos ele direito e aí durante um momento de solidariedade nós dois resolvemos dar papo para o cara e nos esforçamos ao máximo para entender tudo o que ele falava… valeu a pena. Claro que perdemos muita coisa mas, depois desse nosso esforço, ele passou a explicar várias coisas da estrada e formações de vilas e montanhas para nós, contou curiosidades e volta e meia perguntava como estávamos todos, se era necessário parar para ir no banheiro etc.

Passamos o dia todo na estrada e quando era umas 18:00h chegamos no lugar onde estavam nossos camelos. Foi estranho montar neles, eles são grandes, largos e beeeem altos… meus amigos tiraram muito sarro da cara que fiz quando subi no camelo porque, segundo eles, foi muito “ai meu Deus, onde fui me meter?”.

Andar de camelo foi incrível, ele é tipo um cavalo gigante mas para os mais nerds eu posso  descrever que andar de camelo é ter a sensação de estar em um dos drods gigantes, no final de Star Wars, em Ameaça Fantasma, na verdade, todo o passeio no deserto pareceu uma paisagem de Tatooine.

Sombra de três camelos na areia do desertoO meu camelo eu batizei em homenagem ao cão guia do meu namorado; meu camelo ficou conhecido como Timmy. O Lucas, meu namorado, já se pronunciou mais de uma vez afirmando que deve existir um Timmy em cada espécie… bom, camelo já esta ok.

Chegando no acampamento nos serviram o tradicional chá de hortelã marroquino e sentamos em uma duna onde ficamos conversando por um bom tempo com nosso anfitrião, ele nos explicou a origem do chá e mais algumas coisas, perguntou nossos nomes e falou como eles seriam em árabe, eu seria chamada de Áiza, segundo ele…. foi desta maneira que ele me chamou até o fim da nossa estadia no deserto.

Cerca de meia hora depois fomos convidados para o jantar tradicional; nos serviram uma sopa deliciosa com um grão que eu não sei qual é, seguida por Tajine de frango e finalizando com laranjas salpicadas de canela – cada um melhor que o outro.

Durante o jantar um holandês muito simpático se ofereceu para tirar foto do nosso grupo, claro que aceitamos e agradecemos ao menino.

Ao final do nosso banquete fomos convidados a sentar em torno da fogueira onde cantaram música tradicionais com instrumentos orientais e nos fizeram dançar. Houve jogos e conversas… foi algo muito diferente e de grande valor cultural.

Eu conversei mais um pouco com o holandês e, cara, que família simpática. A primeira pessoa que conversou comigo foi a mulher, mãe dos piás e a senhorinha é um amor, comentou que eu parecia cansada, Berber servindo o chá de hortelã de boas vindasperguntou se precisava de alguma coisa, questionou a viagem, quanto tempo, porque etc. Essas coisas que perguntamos quando queremos conhecer alguém, ela introduziu na conversa os dois filhos, um deles que havia tirado a foto para nós e mais uma vez me surpreendi como as pessoas podem ser simpáticas; um deles ficou conversando comigo por uns quarenta minutos, depois que eu comentei que pretendo visitar Amsterdam em julho, ele perguntou onde eu gostaria de ir, se já sabia onde iria me hospedar, quanto tempo, quem mais iria, e deu algumas dicas de como aproveitar a cidade. Todos os três perguntaram o que eu estava achando da viagem e da experiência pelo deserto. Eu os achei muito, muito simpáticos mesmo e adorei bater um papo sobre qualquer coisa com pessoas que nunca tinha visto na vida, foi legal.

As tendas eram divididas de três em três pessoas. Eu dividi com mais dois amigos que tinham viajado comigo o Lucas Bispo (vamos diferenciar por sobrenome porque começou a ter muito Lucas nessa história) e a Michele mas antes de ir dormir resolvemos ficar observando as estrelas que estavam dando um show a parte… papo vai, papo vem, nós começamos a falar sobre alienígenas e, véi, me arrepiei inteira, mas isso seria o de menos se alguns minutos depois não tivéssemos visto no meio do nada e do escuro dois olhinhos vermelhos vindo em nossa direção, não preciso nem falar que entrei correndo para a tenda, meus amigos vieram logo depois quando os pontinhos vermelhos se aproximaram um pouco mais. Alguns minutos depois nós pensamos e decidimos que devia ser só uma raposinha do deserto e tínhamos nos assustado por nada (haha, mas aí eu penso, para que arriscar né?!).

Acordamos a noite com barulhos muito fortes no teto da tenda, ela tremia toda e o som era assustador, nós três resolvemos acender a luz e ficar um pouco na várzea para nos acostumarmos com o barulho. O vento estava muito forte e suspeitamos de uma pequena tempestade de areia, o que, provavelmente, originou as dunas do dia seguinte.

Fomos acordados, definitivamente, as 5h da manhã, para que pudéssemos tomar o café, com direito a geléia de damasco, e para que desse tempo de assistirmos ao nascer do sol no deserto. Foi lindo, uma visão que vou guardar, com certeza.

Nascer do sol entre as montanhas do deserto

Foto tirada pelo amigo Lucas Bispo

Passado esses momentos nós arrumamos nossas coisas e, ainda pela manhã, deixamos o acampamento, em cima dos nossos camelos. Chegamos até a nossa van e fizemos o percurso de volta para Marrakech.

No carro conversando com meus amigos eu me toquei de como senti falta de algumas pessoas, nessa viagem, de uma em especial.  Confesso até ter me emocionado um pouco a constatar isso e bom a pessoa que mais senti falta nessa viagem foi do meu pai.

Senti falta do meu pai porque nós começamos a levantar teorias sobre as formações montanhosas, vegetação, exploração regional, constelações, animais… tudo, e ao não saber responder todas as dúvidas que surgiam para nós eu percebi o quanto meu pai me fez falta. Ele, com certeza, saberia nos dizer qual era a constelação que ficamos mais de uma hora observando no céu aquela noite, saberia explicar o porque aquelas montanhas tinham aquela formação atípica, como é a árvore e a produção do óleo de argan, porque as casas são todas da mesma cor entre outras questões que surgiram ao longo da viagem.

foto eu e meu pai

“Só se for contigo, só contigo… duas noites no deserto”

Apesar de estar sentindo muita falta do Lucas, meu namorado (pensando que ele adoraria a comida e andar de camelo, além é claro de só estar com ele), dos amigos (como seria divertido tê-los ali) , irmãs ( de como elas ririam de mim por eu ter fugido dos et’s), mãe (como ela teria tentado adivinhar todos os temperos da comida) mesmo eu pensando, a todo momento, o que cada um deles iria gostar;  na estadia no deserto, em especial, foi a vez de sentir falta do Seu Rubi; de pensar o quanto eu gostaria de ser mais como ele, de ter metade da inteligência e do interesse dele pelas coisas, foi o momento em que caiu a ficha de que como o mundo com as explicações sobre cada coisa é mais interessante.

Foi ali, conversando com meus amigos na van, que eu quis ter trocado de lugar e queria que ele, e não eu, tivesse vivido e visto tudo aquilo.

A viagem para o deserto foi uma experiência única, que me ensinou que, antes mesmo do destino, a companhia é o que faz as coisas serem inesquecíveis.

 

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