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Coelho à moda do condado

Olá pessoas…

Hoje eu resolvi abrir meu coração de forma positiva; vocês aguentam meus posts lamuriados e reclamações infinitas, nada mais justo que eu proporcione umas boas risadas, com minhas peripécias, para vocês de vez em quando.

Para começar queria agradecer, do fundo do meu coração, ao meu namorado Lucas Radaelli pelo auto-controle, por ter guardado o acontecimento, que vou descrever a seguir,  para si, ao meu pedido, é claro. Enfim, conhecendo-o como o conheço tenho certeza que aqueles dedinhos finos e ágeis coçaram para digitar no Twitter toda história que vem  a seguir e render uns comentários, um tanto quanto maldosos (creio eu) dos seguidores. Muito obrigada, querido!

Bom, vamos partir do principio. Eu, assim como a maioria de vocês, gosto muito de Senhor dos Anéis e assim como a maioria de vocês quero experimentar tudo o que o filme e o livro mostram, inclusive as receitas.

Foi nessa de querer experimentar as receitas de O Senhor dos Anéis que eu comprei um coelho inteiro para fazer quando o Lucas viesse passar um tempo comigo em Coimbra.

Assim como eu vocês devem ter conhecimento de um Vlog chamado Cozinha de Jack onde o cara ensina  a fazer umas receitas muuuito legais e gostosas. Não foi a primeira vez que fiz uma das receitas do Jack, pelo contrário. No entanto, foi a primeira vez que fiz uma das receitas do Jack mas com ele cozinhando junto com o Jovem Nerd e o Azaghal e a receita era, justamente, Coelho à moda do condado.
Pois bem, eu já sei como funciona o Cozinha de Jack então dei play no vídeo e comecei os preparativos, tudo ia bem até a parte de cortar o pobre coelho… cara, me deu um dó.
Isso é o de menos, eu teria aguentado muito firme afinal o Lucas estava do meu lado e se ele suspeitasse da minha fragilidade naquele momento eu sabia que, pelo resto da noite, pelo menos, minha fraqueza seria lembrada. Maaaaaas eu não contava com a astúcia do Jovem Nerd (se não me falha a memória), quando eu estava prestes a decapitar o pequeno mamífero ele falou e mostrou o que foi minha ruina:

–       Sempre que você pensar em comer coelho, fique com essa imagem na sua cabeça…

Surge, então, na tela vários coelhinhos roendo cenouras e couve.

Eu me senti a maior filha da puta da história, o que foi piorado quando ecoaram alguns ‘crocs, crec, crec’ dos pequenos ossinhos se desfazendo, devido a pressão exercida pela faca que eu tinha na minha mão.  E foi, exatamente nessa hora que eu comecei a chorar.

Sim, caros amigos, eu comecei a chorar desesperadamente ao cortar o coelho e devo ter dado um soluço alto o suficiente para fazer o Lucas tirar seus fones de ouvido, largar os seus infinitos tweets e perguntar o que havia acontecido. Eu até tentei explicar mas acho que ele só entendeu “ eu…. matando… coitadinho…. coelho”; então ele falou: é só um coelho Thata, vamos lá você consegue. Venha cá pra eu te dar um abraço.

Confesso que o abraço ajudou a me recuperar mas no fundo do meu coração brotou uma florzinha de rancor por ele estar lendo o Twitter enquanto eu, brutalmente, preparava nosso jantar, por ele não se oferecer para terminar o esquartejamento do bichinho, enfim, por ele se abster dos momentos difíceis da vida a dois (cara, ficou dramática essa parte); bom, dois minutos depois eu já estava toda querida, perguntando para ele se ele queria um pouco de coca-cola porque eu estava indo me servir de suco de maçã; todo o rancor que eu, um dia, senti foi levado com as palavras: Aah, eu quero sim amor, obrigado.

Passada a fase crítica eu terminei o preparo do coelho e coloquei no forno… após algum tempo o jantar estava pronto e nós fomos experimentar o pobre coelho; eu só senti pena até dar a primeira mordida porque, na boa, ficou muito bom; então comecei a pensar que o coelho havia morrido por uma causa nobre, ser o prato principal de um delicioso jantar, afinal, existe honra maior, para um coelho morto, do que ser servido à moda do condado? Acredito que é uma bela homenagem.

Enfim, essa foi a história de como eu me esvai em lágrimas ao tentar preparar um coelho. Eu faria o coelho novamente, mas se alguém quiser cortá-lo para mim seria bem melhor.

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Nosso coelho, com batatas, à moda do condado!

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Marca Páginas – Dossiê Drácula de James Reese

“ Neste thriller, James Reese mistura fatos históricos e ficção para mostrar como Bram Stoker criou Drácula. O livro se desenrola a partir de um diário de Stoker da época em que ele trabalhava para o ator Henry Irving, e antes de escrever um dos maiores clássicos da literatura.

Os fãs de Drácula poderão conhecer algumas passagens da trajetória de Stoker, como seu encontro com Jack, o estripador, e outras experiências que influenciaram diretamente seus mais famosos trabalhos. Autor best-seller nos Estados Unidos, Reese apresenta uma trama de suspense repleta de tensão e terror que vai segurar o leitor até a última página”

 

Só que não….

Título extremamente atrativo mas com uma história que deixa muito a desejar.

Eu, particularmente, não gostei do livro. Ele é monótono, meio fora de contexto e sem perspectiva.

Não concordei com terem tentado colocar Bram Stoker como um detetive qualquer… pior de tudo foi o autor ter tentado nos fazer acreditar que o escrito de Drácula conheceu, e sabia quem era, o desconhecido mais conhecido do mundo Jack, o Estripador.

O livro misturou vários elementos distintos, o que poderia ter enriquecido a história só a deixou mais parada e chata. Os fatos mal explicados como a espécie de ceita que eles participam, a cultura egípcia que foi abordada de uma maneira muito pobre e superficial, enfim, vários fatores distintos que contribuíram para eu não gostar do livro.

Confesso que fui atraída pela capa, e título, que, cá entre nós, é um trabalho espetacular. Assusta, intriga e deixa aquele ar de mistério, que sempre esperamos quando pensamos em Bram Stoker.

A linguagem que James Reese utilizou também contribuiu muito para a chatice do exemplar. Uma linguagem arcaica, difícil de ler. Reese fez uso dessa forma de escrita porque ele quis representar as cartas e o diário de Stoker, no entanto, isso fez o livro ficar pesado. Se fossem em alguns momentos da narrativa, tudo bem, ficaria até legal pois daria um a ar de seriedade à história mas…. no livro todo só serviu pra cansar o leitor antes da metade da obra.

Além disso, a história parece ser meio confusa, com atores famosos, escritores mais famosos ainda quais se envolvem com assassinos seriais e blá blá blá… com a linguagem adotada no livro essas informações não são bem absorvidas e aí, de repente, você percebe que seu cérebro deu um nó, fazendo com que grande parte da história se perca.

Uma outra coisa legal, no livro, além da capa. Durante os acontecimentos vão se soltando fofoquinhas a respeito dos moradores, importantes, da época. Achei isso legal, os detalhes fazem toda a diferença em qualquer história e todos sabemos que a fofoca é uma das coisas que mantem a sociedade humana organizada. Foi interessante ler os “mexericos” históricos das personalidades envolvidas.

Talvez alguns discordem dessa minha opinião, porém não é um livro que eu recomendaria.

Na dúvida, se você quer muito lê-lo, não compre! Pegue na biblioteca, empreste de um amigo que já tenha, baixe da internet… qualquer coisa, mas não gaste seu rico dinheirinho comprando esse livro; as chances de se arrepender são consideráveis.

Só lembrando que o livro, escrito por James Reese, é SOBRE Bram Stoker e não DO Bram Stoker. O escritor de Drácula continua com sua reputação intacta.

 
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Publicado por em setembro 18, 2012 em Livros

 

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Marca Páginas – Jack, o Estripador – A Verdadeira história, 120 anos depois de Paulo Schmidt

Se você não conhece a história de Jack, o Estripador sugiro que antes de ler o texto dê uma passadinha na Wikipédia, que seja, e leia sobre o caso. O não conhecimento de quem foi Jack implicara no não entendimento deste post. Mas, para aqueles que não tem tempo para ir até a Wikipedia e ler o artigo completo vou explicar, mais ou menos, quem foi Jack, the Ripper.

Jack, o Estripador (ou Jack, the Ripper) foi um serial killer que atuou em Londres no ano de 1888, no East End, na região the Whitechapel. Suas vitimas foram, todas, prostitutas, quais ele, segundo relatos, degolava e posteriormente abria seus corpos para retirar alguns órgãos. Devido o conhecimento cirúrgico muitos suspeitam que O Estripador tenha sido um médico ou alguém com um razoável conhecimento anatômico. O caso de Jack, o Estripador é extremamente famoso porque o assassino nunca foi descoberto. Até hoje ele é considerado o maior, no ramo, mesmo o número de vítimas sendo muito inferior que o de alguns outros serial killers, Jack se tornou uma lenda por nunca ter sido pego.

Como dizia Jack, o Estripador: vamos por partes” essa é a primeira frase que você irá ler no livro Jack, o Estripador – A Verdadeira história, 120 anos depois de Paulo Schmidt. Depois ele discorre sobre os registros que nós, brasileiros, temos do ‘desconhecido mais conhecido no mundo’; Schmidt introduz o livro ao leitor, explicando sua base investigativa e critica, na cara de pau, os escritores chamados estripadorologistas que distorcem os fatos para puxar a sardinha para o seu ‘favorito’ à identidade de Jack; depois disso ele deixa claro, ao leitor, que não apresentará os seus suspeitos, mas sim todos os suspeitos que surgiram ao longo da história, e que dará a nós todos os dados recolhidos, sem manipulações. Promessa que foi cumprida por Schmidt.

Não pense que lendo esse livro você irá descobrir quem foi o pai de todos os serial killers porque isso não acontece, na verdade o livro de Paulo Schmidt só piora a situação, em um momento você tem certeza que foi o fulano e na página seguinte você esta convicto que foi o beltrano. Isso acontece porque Schmidt nos expõe os suspeitos de uma maneira muito clara. Primeiro ele fala o porque tal pessoa poderia ser considerada culpada e praticamente prova para o leitor que foi aquele cara, na página seguinte ele dá os motivos do porque seria impossível ser esse cara. Tenso, né?

O livro de Paulo Schmidt é dividido em três partes, são elas:

Os fatos: Nos são apresentadas as vítimas, como viviam, onde viviam, o que faziam, os crimes, quando começaram, os detalhes, quais as partes mutiladas de cada vitima, possível causa da morte, como a Scotland Yard lidou com o caso, na época, quem eram os investigadores envolvidos, as provas (arquivadas ou não), as cartas enviadas a polícia, a participação de detetives amadores e fala do papel da imprensa no desenrolar do caso.

o Homem – elefante.

Os Suspeitos: Primeiro é esboçado um perfil, depois Paulo nos apresenta o Memorando Macnaghten, um dos, senão o mais, importante documento de todo o caso de Jack o Estripador. Posteriormente o escritor lista os vinte principais suspeitos do caso e, como eu disse anteriormente, ele praticamente prova, e depois desfaz, a identidade de cada um deles como Jack, the Ripper. No fim desta divisão Schmidt nos apresenta os Suspeitos Insuspeitos que são as pessoas que, na época, foram consideradas suspeitas mas que era impossível o acometimento dos crimes por eles, um exemplo de suspeito insuspeito foi o Homem- Elefante.

Cento e Vinte Anos Depois: Paulo Schmidt nos conta sobre o Legado Sangrento de Jack e qual sua repercussão ao redor do mundo; nos apresenta, também, quais as principais obras relacionadas à Jack na ficção, seja em filmes ou livros.

O que eu tenho pra falar, sobre esse livro, pra vocês é: LEIAM!!!
O livro é muito bom, uma linha investigativa excelente e esclarecedora. Óbvio que você não vai terminar o livro com a certeza de quem foi Jack no entanto é uma obra que dá um ponto de partida para aqueles que tenham curiosidade em saber a história desse famoso, porém desconhecido, assassino.

Quero que fique claro que, ao contrário de muitos livros por aí, a obra de Paulo Schmidt não é romanceada, ou seja, não vai ter casalzinho ou fantasia no meio da história. São fatos, e só.

Lembro que quando comprei esse livro, em 2008, eu estava (para variar) com meu pai e ele, assim como eu, ficou entusiasmado com a minha mais nova aquisição e, enquanto voltávamos para casa, ele foi me explicando quem foi Jack, o Estripador, porque ele é tão famoso, qual o contexto que ele atuou etc., ou seja, eu tive a sorte de ter uma enciclopédia ali do meu lado que já me adiantou o trabalho (que vocês terão na Wikipédia) e a medida que ele ia narrando eu fui me interessando cada vez mais, pela história, chegou num ponto de eu não saber mais se a história que eu estava ouvindo, e prestes a ler, era real ou uma ficção muito bem feita. Essa impressão que eu tive, tenho certeza, é a mesma que vocês terão ao ler o livro. Os fatos são tão bem expostos e a história é tão irreal, ainda mais por ele nunca ter sido pego, que você tem a necessidade de ficar lembrando que aquilo aconteceu.

A obra de Schmidt é muito envolvente, a partir do momento que se começa a ler não da mais pra parar, perdi as contas de quantas vezes eu voltei para as páginas das fotografias dos corpos para tentar ver um detalhe que tenha passado despercebido pelo mundo e que me revelasse a identidade do assassino… infelizmente isso não aconteceu.

É claro que se você nunca ouviu falar de Jack, o Estripador você ainda poderá ler o livro sem problema algum, porém é interessante você chegar com um conhecimento prévio do ocorrido, nem que ele seja desmontado, é bom porque você se situa melhor no livro.

Por se tratar de uma obra investigativa eu não posso ficar falando dos capítulos pra vocês, sem discorrer, antes, uma longa explicação sobre cada personagem ou elemento novo na narrativa. Por isso, vou me limitar a assegurar que a obra vale muito a pena ser lida e que, após vocês lerem isso irá se tornar um dos tópicos preferidos de conversa.

Sério galera, vocês podem achar meio macabro, mas se eu estiver conversando com alguém e ficar meio sem assunto, pra dar fim ao problema é só a pessoa enveredar para o lado do Jack, o Estripador, que rende muito tópico. Eu gostei muito do livro do Paulo Schmidt e não olho mais na cara de uma pessoa por ela ter tentado afaná-lo.

Recomendo muito essa leitura por ela te dar uma base muito sólida sobre a história de Jack, o Estripador e te apresentar os suspeitos imparcialmente, para que você decida, ou não, o seu ‘favorito’.

The Ten Bells

Uma das, que eu achei, melhores partes do livro é quando Schmidt comenta do papel da imprensa no caso Jack, o Estripador. Percebemos o quão importante e, as vezes, incômodo pode ser a especulação da mídia.

Antes de finalizar quero deixar aqui a expressão de um desejo e, talvez, um convite: um passeio pelo Ripper Walk¹, em Londres e, depois, uma bebida no Ten Bells².

Se alguém se interessar pela história, do Jack, o Estripador, eu sugiro esse site aqui. É em inglês, mas não é impossível de se ler, na verdade é bem tranquilo.

E, caso queira, ter um gostinho do livro, acesse esse link, que ele irá, automaticamente abrir as primeiras vinte e cinco páginas da obra. E se quiser comprar, tem na Saraiva.

Obs.: não vou postar foto de gente morta aqui, mas se você quiser ver as fotos das vitimas, tem no livro, explicando os cortes e tals ou é só digitar no google imagens.

( ¹ Ripper Walk é uma turnê pelos locais dos assassinatos cometidos pelo criminoso, com custo médio de cinco libras por cabeça porém os locais dos crimes não foram preservados intactos. ² Um dos poucos lugares conservados é o pub Ten Bells, na rua Commercial, freqüentado outrora por pelo menos uma vítima de Jack, senão pelo próprio)

 
2 Comentários

Publicado por em agosto 7, 2012 em Livros

 

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